sexta-feira, 29 de maio de 2015

Os nossos Homens e a Voz da Casa dos Segredos!




Sabem quando vocês vão trabalhar e eles (sim eles, os nossos Homens, sim vocês gajos!) ficam em casa?
E no fim de um dia, longo, de trabalho chegam a casa e percebem que eles…

(Como dizer isto sem ferir susceptibilidades másculas… )
NÃO FIZERAM NADA EM CASA!!!

Sabem?

E nós perguntamos assim meio a híper-ventilar de raiva, mas ainda com esperança que tenha havido, de facto, um bom motivo*:
-Então mas tu nem meteste a louça do TEU almoço na máquina?

(*do género:
-Amor, nem sabes, houve uma invasão de extraterrestres e tive de ajudar a salvar a Terra, porque não saberia viver sem ti e os nossos filhos!)

Ou outra pergunta comum:
-Não estendeste a roupa, porquê?

E chega aquela resposta, brilhante, que nos faz pensar em como os serial Killers até são boas pessoas e modelos a seguir:
-Se tu me tivesses dito, eu tinha feito!

Epá…
A sério???
Mas é preciso dizer?
Tipo “a Voz” da casa dos segredos?

É estranho mas…
A nós (sim, nós, mulheres) também ninguém nos diz…
Eu sei que acham que temos uma voz que nos dá instruções e não contamos a ninguém, mas juro que não, apenas… Sei lá, pensamos e fazemos…
Bizarro, não é?

Desde cedo, chegamos a conclusões estapafúrdias do tipo:
-A roupa não vai sozinha para dentro da máquina e estranhamente, também não saltita alegremente para o arame…

-A louça no lava-loiça não entra em auto-gestão, nem se auto-destrói ao fim de 30 segundos… Coisa estúpida, eu sei…

-O chão não come o cotão… Era bom, mas não, escusam de insistir…

-O pó não consegue ser todo assimilado pelos vossos pulmões, mesmo que respirem de boca aberta, juro…

Mulheres que têm homens que fazem tudo em casa, deuses do lar na Terra, portanto, acendam velas e vão a Fátima todos os anos!
(Ou então calem a boca antes que as outra mulheres vos partam a cremalheira contra uma parede, ou vos atirem duma falésia,  sem querer, claro…)

Homens que fazem tudo em casa, ou pelo menos alguma coisa, sem esperarem uma voz de intervenção divina (ou a nossa fúria do demo)!
Ide e multiplicai-vos, por favor!!!



domingo, 24 de maio de 2015

Serviço publico (ou... talvez não...)

Para quem não sabe o que são orgasmos múltiplos...

                          MILKA SPLASH de menta!!!!


De nada :)

(Sara quando eu morrer de obesidade mórbida venho cá puxar-te os pezinhos por me apresentares este chocolate do demo!!!)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

(Sobre a PSP) Pérolas a Porcos...

     Eu trabalhei no Pavilhão dos Oceanos (actual Oceanário de Lisboa, S.A.) durante a Expo'98 (e também depois da Expo) e aprendi que as multidões são naturalmente estúpidas, quando uma grande massa de gente se junta e se instala a confusão, pouca diferença existe entre pessoas e búfalos desgovernados (talvez a diferença maior seja o porte e o peso e nem sempre, mesmo esta, existe).
Não é fácil manter a ordem com multidões, existe sempre um ou dois, num micro-grupo, que causa confusão e a manada que os segue porque só está à espera de um pastor.
     Eu adorei trabalhar ali mas, dias houveram, em que saí de lá a odiar pessoas...
Apanhavamos de tudo, desde pais que perdiam crianças na confusão e continuavam calmamente a visita sem se ralar e nós ficavamos com os putos ao colo , inconsoláveis, a tentar localiza-los, a pessoas que empurravam deficientes em cadeiras de rodas contra os acrílicos para poder ver melhor os peixes, desde bestas que urinavam ou defecavam nos corredores de passagem mais escuros porque , não sei porquê, nunca percebi...
E claro, pessoas que nos batiam, pisavam e ofendiam porque, pois também não sei a resposta desta questão...
Isto para nem falar em todos os acéfalos que tiravam fotos com flash, quando lhes era dito, a cada 2 segundos, que não se podia.

Uma coisa que nos era bastante clara era que a ordem mantinha a segurança não só a nossa mas sobretudo daquela gente toda, sem ela poderíamos ter pessoas esmagadas  e muitas daquelas pessoas eram crianças, idosos e deficientes, outra coisa que nos era claramente evidente é que manter a ordem com multidões é extremamente difícil e de um momento para o outro instala-se a confusão e o pânico...

Trabalhar nestas circunstâncias, diariamente e a Expo'98 foram seis meses disto (e apesar do stress e dos Kg que perdi, cheguei aos 46Kg e bebia 7 cafés por dia, que saudades da nossa Expo!!!), é extenuante porque a pressão é constante.
Além desta parte também tinha de existir empatia nossa para perceber que as pessoas que ali estavam tinham estado 3h (ou mais) na fila, ao calor, até chegar ali e estavam ansiosas, exaustas e irritadas.
Chorei algumas vezes de stress, cansaço e raiva num fim de dia de trabalho, mas ao mesmo tempo adorava estar ali e no dia seguinte a disposição renovava-se, porque o ambiente Expo tinha qualquer coisa de mágico!

Foi nessa altura da minha vida que tive uma, muito ligeira e fugaz, noção do quão é extremamente difícil e ingrato zelar pela segurança dos outros...

Um policia em Guimarães  errou, se calhar já salvou dezenas de vidas, mas para manadas de Búfalos isso não interessa, se calhar, tantas vezes, meteu a vida dele em risco para salvar outros, mas os Búfalos querem sangue.
Os policias são heróis e os heróis não podem ser mortais se não os Búfalos pisam-nos...

Eu, porque sei o quão é fácil as multidões se descontrolarem (e não havia maior festa do que a Expo) não levaria crianças para estádios com jogos decisivos, ou comemorações de 40.000 pessoas bem bebidas e não o faria por ter medo da policia, mas dos outros e do acaso...

Um policia errou, um pai também, devem ser ambos responsabilizados, de certo ambos se sentem culpados e envergonhados com a forma como agiram naquele dia...
Se calhar o policia sempre foi um excelente policia e o pai um excelente pai, naquele dia não foram, um dia na vida de duas pessoas, provavelmente boas...

Eu admiro todos os dias a coragem de quem mete a vida dos outros acima da sua, mesmo nos dias maus, porque uma onda não pode, nem deve apagar o mar...





sexta-feira, 15 de maio de 2015

O que se passa com as pessoas? (Aquilo que sempre se passou, infelizmente...)

Quando vi o vídeo do grupo de miúdos/jovens da Figueira da Foz que bateram, covardemente, naquele rapaz deu-me muita raiva, sempre me revoltou aqueles "valentões-cobardolas"que se juntam para baterem alguém e são "muita-maus" (mas só porque/quando estão em grupo).




Eu sempre andei em escolas públicas, tenho 39 anos e infelizmente, isto não é um cenário novo para mim. Sempre fui muito magrinha, sempre tive alcunhas, mas era extrovertida e tinha olho vivo e nunca fui vitima de bullying violento, mas ainda assim andei à porrada muitas vezes.No entanto sabia que haviam guerras que nasciam perdidas e então, quando via que as coisas se estavam a complicar para o meu lado (afinal era pouco mais que 40 kg de gente), tornava-me amiga de um gajo ou gaja ainda pior e por norma, o/a bully acalmava.
Não é fácil sobreviver quando não se está no topo da "cadeia alimentar" e o comensalismo pode ser uma saída airosa. 
Eu tinha boas notas, por norma os bullys são acéfalos, broncos e facilmente manipuláveis, fazia uns testes a bullys maiores, passava-os a uma ou outra disciplina e eles ficavam os meus/minhas melhores amigos/as.
Isso nunca me deu o direito, no entanto, de tratar mal os, supostamente, mais fracos, antes pelo contrário, sempre meti debaixo da asa os outros/as miúdos/as da turma que sofriam essa perseguição, as "marronas" e os "esquisitos" eram, quase sempre, do meu grupo nos trabalhos de grupo e as pessoas com as quais eu passava o tempo nos intervalos.

 Não porque fosse uma óptima pessoa, mas porque, no fundo, aquele era o meu grupo verdadeiro, é impossível ter conversas de mais de 2 minutos com bullys, é difícil para eles construirem uma frase...

Mas havia  muito bullying, tareias (do género dessa do vídeo), insultos em grupo, pegar nos miúdos e molhá-los todos no chafariz, puxarem-lhes as calças para baixo (aos rapazes) em frente a toda a gente no intervalo, roubarem-lhes  o dinheiro para o lanche, etc.
Eu andei em escolas da Amadora (preparatória Roque Gameiro) e na Damaia (Dr. Azevedo Neves) até aos 14 anos, depois disso vim viver para a Margem Sul e quando mudei achei que aqui era tudo Zen, comparativamente, só para terem uma ideia!

Se me deu vontade de encher os putos do vídeo de chapadas, quando o vi, pelas recordações que me trouxe?
Claro que deu!
A minha primeira reacção, a quente, foi de ofendê-los, expô-los a humilhação publica e talvez uma ou outra galheta na fuça....
Fazê-los sentir na pele o que deve ter sentido o outro miúdo, a impotência, a fragilidade, a injustiça e a vergonha...
Mas bullying não cura bullying...
São miúdos (sim, ao pé de mim são miúdos)  agiram francamente mal, como tantos outros miúdos um dia agiram connosco, ou nós agimos com outros miúdos, agora  têm um país inteiro a persegui-los, a humilha-los, a aterroriza-los com ameaças de morte e ou violações.
Os pais destes miúdos, que podíamos ser nós, porque não sabemos que jovens-adultos serão, ou são, realmente, os nossos filhos, vêem um país inteiro a acusá-los, a odiarem visceralmente as suas crias...
Se eu acho que devem ser punidos?
Claro!
Façam-nos pedir desculpa ao miúdo, todos os dias à mesma hora, à vez, durante meses.
Metam-nos a lavar as escadas, as casas de banho e o chão da escola, a fazer trabalho comunitário, durante 3 anos todos os fins de semana, a ter aulas de musica com o André Sardet e a Mafalda Veiga à vez, durante 10 anos...

Se este bullying cibernético é a solução?
Não sei, mas queimar bruxas na fogueira sempre me pareceu crueldade gratuita e forma de libertar a frustração ressabiada de cada um...
Imediatamente também me pareceu bem, mas ponderando que estamos a falar de adultos em construção, que erraram mas ainda podem ser pessoas melhores, talvez se os deixarmos perceber que o bullying é errado, o deles e o nosso.






foto daqui

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Estou farta de:

-Pessoas que dizem que adoram Sushi e só falam de Sushi e só postam fotos de Sushi, livra é só peixe cru caramba, não é a cura para o cancro...

- De famílias que tomam brunch numa merda de um hotel qualquer para a fotografia perfeita, como se alguma família normal, com bebés, conseguisse estar ali 10minutos, sem se enervar, ou porque o puto já agarrou na toalha muito branquinha e mandou 300 coisas para o chão, ou porque enfiou a cara na manteiga, ou tem croissant no cabelo e doce na roupa dele e também limpou as mãos à nossa e não quer comer nada, só quer é correr e estão famílias, sem putos, ou com autómatos, cheias de pedigree e estatuto e o raio-que-os-parta-a-todos, a olhar para nós com ar reprovador enquanto ainda falam de educação positiva...

-De malta que diz que adora correr e só fala em correr e só diz quantos kms já correu hoje e o tempo que fez, NINGUÉM QUER SABER!!!
Corram mas CALEM-SE!!! Porra, ainda criticam as testemunhas do Jeová...

-Pessoas que comem sementes e fazem cereais caseiros e criticam quem bebe leite e come comida processada... Se morrer significa ir para longe desta gente, compensa, a sério!

-Pessoas que usam a palavra "Top" como adjectivo, era dar-lhes com um cocó redondinho no meio da testa! Top é uma peça de roupa, ok? Usar essa palavra como adjectivo para tudo demonstra apenas falta de vocabulário!