segunda-feira, 9 de março de 2015

Deixem as minhas mamas em paz!!!

Ontem comemorou-se o dia da mulher, há mulheres que acham descabido porque o dia da mulher são todos os dias, mas eu considero importante que, pelo menos, um dia por ano a importância das mulheres no mundo seja lembrada e o seja, sobretudo, pelas próprias mulheres.



As mulheres esquecem-se muitas vezes o que são, tão somente mulheres, mães, filhas berço da nossa espécie, também pessoas, também profissionais, também humanas, também mamíferos mas mais que tudo mulheres.
   A mulher devia ser confiante da sua importância mas não é e essa insegurança escuda-se numa arrogância que ela alcunha de liberdade.
Ser mulher não é uma limitação, é um género.
Não temos que fazer tudo o que os homens fazem nem deveríamos, querer ser igual a um homem, não é ser emancipada é, simplesmente, considerar que ser homem é que é bom, é diminuir a nossa condição, é diminuir-se no seu género.
    Mulher e homem podem ter o mesmo emprego, a mesma função, as mesmas tarefas, mas o seu género não tem de ser camuflado para se confundir, eu prefiro trabalhar com mulheres, por exemplo, considero-nos mais organizadas, mais responsáveis, divertidas e melhores a delegar tarefas.

A mulher nunca terá uma vida fácil, enquanto for educada por mulheres que apregoem que para se ser livre tem que se agir como um homem, que tudo o que só diz respeito à condição feminina é castrador e nos prende, ou limita.
E é por isto que me enerva as mulheres que atacam, com tanta repulsa, quem escolhe amamentar os filhos. Amamentar é um direito da mãe, uma condição que a Natureza lhe deu de poder alimentar a sua cria sem a intervenção de ninguém.
Se a mulher escolher prescindir desse direito, porque não gosta de o fazer, acha constrangedor, dói-lhe, não tem paciência, assuma a sua escolha abertamente porque pode fazê-lo sem ter de se escudar, ou sem atacar quem o faz de boa vontade.
A mulher não deixa de ser mãe por não amamentar, não se culpabilize mais, a amamentação não é a pedra basilar da maternidade, mesmo sem o fazer é a melhor mãe para o seu bebé, respire fundo, faça as pazes consigo e tenha calma!
Quem promove a amamentação não é o inimigo, é apenas alguém que promove a amamentação, como existem as pessoas que acham que a Bimby veio salvar o mundo, são pontos de vista defendidos fervorosamente, é verdade, mas não a obrigam a nada, as mamas são suas.
Quem amamenta não é o inimigo, é apenas alguém que o escolheu fazer, não se sinta diminuída tendo que atacar ferozmente quem o faz só porque não o conseguiu fazer, não tem de espelhar a sua frustração nessa pessoa.
Isso não é liberdade é angústia e culpa!
Quem não amamenta/ou se estiver bem resolvida com a sua decisão, não ataca quem o faz ou defende, porque sabe que ambos os casos são decisões da mulher.
Amamentar faz bem ao bebé, faz e está comprovado, mas não estão a condenar as vossas crianças se não o fizerem libertem-se do remorso que as torna azedas e mesquinhas, para não dizer ridículas.
Quem amamenta faz um esforço acrescido, é cansativo, exige paciência, resiliência e disponibilidade, merece o vosso respeito, não o vosso desdém.
E não merece sobretudo textos escritos por medicos despeitados.

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