sábado, 28 de fevereiro de 2015

Dopamina



A saudade são vergões de emoções
a magoarem-me o corpo e a alma.
O amor não escolhe porque não vê,
Inebria-se num olfacto cego e surdo,
num aroma avassalador que traz dor e prazer
e apresenta o vicio, suplicio de um sentir imenso…
Pudesse eu esquecer…
Adormecer as memórias irrisórias
que me alimentam e atormentam,
estranha sede que compele
e se agarra à pele…
Nunca mais é para sempre?
O amor é um cão com raiva,
morde-me porque está doente
e sente-se  a morrer…
Talvez possa morrer em paz,
Se é que isto faz algum sentido,
um vicio adormecido,
resquício de felicidade interrompida
pelas intempéries da vida…
Nunca mais é até sempre?

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