domingo, 19 de outubro de 2014

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O sonho é uma ilusão criteriosamente escolhida, uma mentira íntima que contamos a nós próprios,
deliciosa e inocente, como somente conseguem ser os desejos das crianças...

Escrevo as linhas ténues do meu sonho,
frágeis fragmentos de lucidez roubada,
momentos, mais nada…
Podia amar-te hoje, lamber o salitre da dor que me trazes,
perdoar sem esquecer-te…
Prefiro morder-te nos lábios…
Perpetuar o gosto do teu sangue e misturar-me contigo,
sermos o mesmo caudal da vida
E abraçarmos-nos na sorte da mesma morte.

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