sábado, 2 de agosto de 2014

Pseudónimo da perda...

Existem sombras que se vestem de nós,
quando o tempo amanhece dançando no luto…
Toda a gente perde alguém, mas o vazio que fica é sempre diferente…

A dor não é transversal, é nossa, é íntima…
Tatuagem que nos ornamenta e se alimenta da nossa alma,
Ínfima parte da vida que tantas vezes a define,
Quiromancia da palma-sina que nos ensina o que é o destino…
Presente envenenado do Amor ausente.
Passado que ultrapassa o limite imposto ao tempo
e se arrasta pelo presente…

A dor não é universal, é humana.
Imperfeita, egoísta, cruel…
Caixa de Pandora deixada à sorte…
Morte minimalista,
ódio em época baixa …
Fel que nos lambe o hálito
sódio que se cola ao tremer dos lábios…
Amor a morrer à sede, que se arrasta em terra ardida…
Pseudónimo da perda que não cede, nem se gasta…
Mas é pela dor que nasce a vida!



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