quinta-feira, 31 de julho de 2014

Ontem foi o dia da amizade!

Diz que 30 de Julho é o dia da amizade, para mim também é o dia em que comecei a namorar com o pai dos meus babys, há 14 anos atrás! Faz sentido porque numa relação, com os seus altos e baixos, sempre fomos acima de tudo, grandes amigos! E tenho a certeza que amigos, pelo menos, sempre seremos, pelos nossos filhos mas sobretudo por nós! 

As amizades nem sempre são para sempre, tal como o Amor, algumas ficam mais tempo, outras deixam-nos precocemente porque a vida é uma linha recta repleta de curvas...

As amizades, a meu ver, não terminam, mas adoecem e às vezes chegam a ficar em estado vegetativo, porque nem sempre cuidamos delas e a negligência traz sequelas graves.
E depois a vida, sempre em transformação, muda-nos e aos outros e, tantas vezes, aquela pessoa deixa de ter qualquer ponto de identificação connosco e vice versa... É triste, mas é assim...
Sempre que encontro alguém e sinto silêncios desconfortáveis sei que aquela amizade ficou comprometida e adoeceu, se a conversa não flui é porque já pouco ou nada temos para dizer um ao outro, sinto sempre um vazio quando isso acontece, porque de facto, o lugar dessa pessoa mostrou-me que está quase vago, só resta a sombra daquela ocupação, um dia que foi passado, um pretérito perfeito, que se torna de repente imperfeito, mas não muda nada...

(Depois combina-se um café, num futuro próximo, que ambos sabemos que nunca vai chegar, mas que nos faz sentir menos tristes e mal connosco próprios, mas nos salva daquele desconforto imediato... )

Com o peso da maturidade, que é uma merda e só nos leva a graça e a alegria fácil da inocência, cansei-me mais de ser a amiga bombeira, aquela que só se chama quando há fogo ou inundação, agora quem quer colo também tem de estender o regaço, quem quer que eu lá esteja também tem de lá estar, descobri que o meu tempo é tão precioso como o tempo dos outros, a vida agitada/complicada/de correria dos outros não é desculpa para nada, a minha vida também se encaixa nesses padrões mas se eu sei fazer triagem  e arranjar maneira, os outros também o podem fazer.
 Problemas e tempo curto todos temos, a vida é efémera, sem discriminações ou parcialidades.

Não obstante amo os meus amigos, os "saudáveis" e os "doentes", apenas não gosto daquele cenário triste de solidão parecida mas não partilhada, num sentir que já não inter-age, não abraça, não nos deixa sofrer em comunhão, porque o lugar está ali mas a amizade está ausente, a respirar artificialmente, ligada às máquinas e eu não aguento vê-la definhar assim e cobardemente, afasto-me...


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Desabafos curtos (e grossos!!) #1

Em relação aos incentivos à natalidade:

Os abonos vão continuar a ser mesma M(erda)iséria.

 As creches do estado vão continuar a não ser a resposta que muitos (a grande, grande, GRANDE maioria dos) pais precisavam para ter o primeiro filho ou arriscar o segundo...
Poucas pessoas podem pagar 300 a 400 euros, despreocupadamente, para ter um filho na creche, quanto mais multiplicar estes valores por dois ou três...

A redução de carga horária vai implicar a perda de remuneração (muito) significativa, logo a maioria dos pais não poderão usufruir da mesma, ou seja é uma ficção que adorna uma pré-campanha política, nada mais! Para além de que, já sabemos, será muito mal vista e aceite pelas Empresas e em muitos casos significará a ameaça da perda de emprego, porque não há uma grande salvaguarda da aplicação deste direito.

O aumento da licença de maternidade para um ano igual ao assunto anterior, implica perda significativa de vencimento (durante um ano) e vai ser mal aceite pelas Empresas, embora neste caso haja algumas medidas pensadas para tornar o assunto, mais ou menos, exequível.

Se quisessem mesmo incentivar a natalidade, alargavam a licença para um ano com retribuição a 100%; 
aumentavam o numero de creches de estado e garantiam entrada das crianças, filhas de pais trabalhadores, a partir do 1 ano*, sendo que a mensalidade nunca deveria ultrapassar os 10% do rendimento total mensal do agregado*2;
*(A partir dos 3 anos todas as crianças deveriam ter entrada assegurada, uma vez que é a idade, recomendada, para entrada na creche, antes desta idade devia dar-se prioridade às crianças com pais no mercado de trabalho.)

*2(  1, 2, 3, 4 filhos ficaria, em termos de mensalidade de creche, sempre no mesmo valor , ou seja 10% no total e não 10%
por cada filho!) 
a redução de horário de trabalho deveria ser de 2h/dia até a criança completar os 3 anos para ambos os pais, sem qualquer perda de retribuição, (a Segurança Social ressarcia a Empresa no valor horário da ausência do Empregado mais 1%, sem obrigação a substituição do mesmo, por outrem, durante a ausência)  2h/dia até a criança completar os 10 anos para um dos pais (em exclusivo, ou alternado por mutuo acordo) com perda de 5% da retribuição, retido pela Empresa. E 4h/semana até o jovem completar 18 anos, com perda de 3% da retribuição, retido pela Empresa.
Assim sim, eram incentivos imediatos, práticos e exequíveis à natalidade.

(Gostei, no entanto, da redução de IRS e atribuição de um medico de familia a todas as grávidas, medidas que também foram anunciadas, mas isto são apenas adjuvantes ao tratamento da baixa da natalidade, meus Senhores, não curam nada, é como meter um penso rápido numa gangrena...)