segunda-feira, 21 de abril de 2014

Leave all your love and your longing behind, You can't carry it with you if you want to survive!


O peso da gravidade...

Venda-me os olhos,
cega-me a razão,
amordaça-me a sobriedade...

A escuridão do sentir abre-nos os braços,
nos espaços dos nossos passos...
Aprende a mentir ao mundo e à idade,
temos tempo...
Um segundo é um momento lento,
atento às nossas vontades...
Somos filhos bastardos do desejo...
Marginais presos em beijos roubados...
Candeeiros sombrios acesos na noite.
Castiga-me devagar...
Um açoite por cada sonho idiota...
Quero a minha cota de culpa sentida,
sorvida já fria, sem gosto,
temperada com sal e desgosto,
vazia e remendada.
Somos o nada que nos resta
e se presta ao que fomos...

Venda-me a alma,
cega-me a  esperança
amordaça-me a saudade.




quarta-feira, 16 de abril de 2014

Eu sou é uma "g'anda" maluca, é o que é...

Isto de já ter quase 40 (ainda faltam uns 10 anos, cof, cof, cof...) e ainda ter a mania que tenho 20 é tramado...
Saibam mais Aqui!
;))

terça-feira, 15 de abril de 2014

Efémero...

No início dos tempos, quando os dias ainda eram límpidos,
havia, simplesmente, o Amor...
A sua força não era uma forca que me apertava
e a dor nunca ficava para jantar e bebia um café à pressa...
Soube Amar (te), ainda sei, porque o Amor é uma bicicleta que nos ensina as pernas...
 Mas os tempos envelheceram e trouxeram rugas e fugas em frente, ou para lados diferentes...
Eu nunca gostei de tatuar passados de escombros nos ombros...
E a vida sabe acabar num dia qualquer sabendo ao pouco que sabe...
Fomos felizes se calhar, mas não calhou...
E o tempo... Mudou...
Com a nossa mudez...


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Quid pro quo...

Acordo na noite dos dias,
há um vazio frio que me preenche às vezes...
Pudesse eu vestir-me de encontros
e calar os monstros no armário...
Aprendi a amar e esquecer que o sabia...
Gostava de encontrar-me comigo, um dia,
numa praia qualquer...
Lamber o salgado da saudade da minha pele,
enterrar-me em areia morna e exfoliar-me de ti...
Sinto falta de me ter, só para mim,
quando não existia esta agonia de ser só...

O amor tem esta estranha capacidade de nos deixar profundamente felizes e irremediavelmente angustiados...