sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Sem titulo 7#

(Participação na 7ª etapa do 5º Campeonato Nacional de Poesia;  
Desafio: Escreva um poema que convenceria qualquer pessoa a gostar de poesia.)

Vamos fazer um poema, escrito ou declamado de improviso…
Infinito no amor, ou na raiva, de cada palavra!
Sem vocábulos eruditos de intelectuais, que não conhecem, ou esquecem, a dor dos outros...
Um poema analfabeto, mas com a sabedoria de quem viveu, descoberto, ao acaso, por velhos 
medicados e fechados em hospícios cheios de poetas...
Pode ter erros, pode ser simples, pode ser bronco, mas que seja poema no sentir e nos ensine a não mentir à vida!
Que nos fale de sonhos e de esperanças, mesmo as mais humildes…
Que nos lembre a inocência e a valência de todas as coisas belas!
Que fale de crianças, ou de rostos gastos que amaram…
Que diga apenas: -“Eu gosto de ti e não sei escrever mais nada!”
Uma desgarrada que provoque ou contagie!
Um poema que se lance através de nós e nos toque, nem que seja ao de leve
e nos guie pela mão, quando cegarmos…
Um poema filho de poemas e neto de poemas e bisneto de poemas...
Sem brasão de família, mas orgulhoso e cioso das suas origens!
Um poema que nos lembre a primeira vez de um beijo, ou a vez seguinte, ou as lágrimas de uma partida em despedida...
Que nos fale de alguém que fez muito, ou que não fez coisa nenhuma, mas que fale de alguém...
Um poema que seja canção, ou oração, ou adivinha, mas que seja alguma coisa!
Que relate uma vida inteira, ou fale de um dia, ou um momento, ou o relance de um olhar...
Que não tenha definição, ou que defina tudo, sem autopsiar os sentimentos em teses e doutoramentos de intestino grosso
Um poema que represente mil-poemas mas que seja apenas… Nosso!


Classificação: 40 (0-60)  

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