terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O fastio da gula...



Os dias são cigarros esmagados num cinzeiro,
sabem a cinza e decadência,
numa espécie de dormência oncológica....
Amei-te quando ainda nem sabia amar...
Talvez ainda esteja a aprender essa arte estranha
que rouba parte de mim e se entranha em tudo o que faço...
Um passo de cada vez, numa estrada qualquer,
que me quis mulher...
Somos larápios da nossa felicidade,
utopistas egoístas e inconformados,
embriagados pela vaidade de amar e ser amados...
E o amor é tudo o que se move à nossa volta,
mas não o vemos, porque queremos o melhor de todos,
o único, o especial, o tal...

Pobres gulosos, tolos, a admirar montras de bolos...

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