sábado, 7 de setembro de 2013

Nu(vens)...

O aroma tépido do hálito sussurra promessas,
entre respirações intemporais inquietas e imortais...
O amor é volátil como a agua e igualmente essencial,
passa do estado liquido e fluido ao gasoso e nervoso
por mudanças bruscas de temperatura,
mas mesmo quando se evapora chove-nos nos ombros mais tarde...
Agora existem nuvens, lá fora, prestes a chorar recordações,
emoções condensadas em flocos de algodão etéreo,
prestes a desabar...
Nunca se esquece um amor,
mesmo quando a vida nos oferece uma alternativa,
mas o amor esquece-se de nós e segue em frente...
Estar viva tem esta beleza de ser ultrapassada
pela natureza , constantemente,
ser abandonada pelas noites e receber auroras novas...
Tenho saudades de ter saudades, de ter sonhos,
de ter medos...
As decisões são certezas solitárias e prazeres arbitrários...
Males necessários, talvez...
A masturbação da teimosia tem destas coisas vezes demais...
E a covardia lambuza-se de orgulho...
Já não tenho armas ou rosas para te atirar,
juro...
Já não tenho nada para oferecer, ou querer de volta,
mas a chuva ainda me molha e olha nos olhos...
Resta-me esperar que as nuvens se cansem...




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