quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Comungar...

A brisa desliza pelo corpo dela,
numa respiração suave mas descompassada, invasiva...
O toque do desejo é um beijo que a prova devagar,
numa nova descoberta...
Nudez de horizontes perdidos,
pele que invade os dedos e se evade de condições...
Segundos mordidos em fronhas suadas,
amarrotadas por gemidos e sons que são apenas
linguagens gestuais que as línguas lambem...
Rendições submissas de joelhos no chão
à espera da salvação na boca...
Cheiro do prazer eterno,
suor e amor...
Inferno abrigado pelo ritmo,
quando o céu já não convence e a suplica é a voz
que toma conta de nós e nos abençoa...
Demora que magoa e que se quer sentir,
inteira, cá dentro...
 Espasmo e aperto
orgasmo...


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