terça-feira, 3 de setembro de 2013

Café sem açucar...

O tempo voa na dimensão do sopro das recordações...
Só se ama uma vez, de cada vez,
por isso posso amar-te uma vez por dia...
A agonia das emoções,
dos perdões,
dos desesperos é a aurora de um agora mais tardio
e o futuro um cenário frio onde não te encontro...
Uma paisagem onde me curo de mim mesma,
numa nesga de negação e recuperação...
Vivo na bipolaridade de te amar e de me amar,
neste contraste constante sem sentido,
desprovido de razão...
A realidade é um café gelado sem açucar
e nós a glicose perigosa que beija os lábios,
vicia a boca e encurta a vida...
Esta osmose de querer viver tudo
sem abdicar de nada é a puta da utopia,
que contamina o corpo e corrompe qualquer felicidade possível...
Sem sonhos seremos um sono tranquilo...
Uma dia de cada vez...
Um café de cada vez...
Até que a glicose nos abrace e a morte nos liberte...


1 comentário:

RZorpa disse...

A intensidade crescente... que me engoliu... no fim... é realmente especial, a tua expressão!