domingo, 22 de setembro de 2013

Lançamento do livro "Manifesto Anticrise" pela Edições Vieira da Silva

Foi ontem, pelas 16h na Biblioteca Museu Republica e Resistência, em Lisboa.

O auditório estava cheio, eu fiquei logo ali na segunda fila, pertinho da porta, porque o Guilherme fez-me ir visitar a WC com fartura!


A ler o meu poema, com o Guilherme impiedoso a pontapear-me o tempo todo... Sacana pá, que era com cada um...

O Canto e Castro que nos fez dar umas valentes gargalhadas trazendo até nós alguns ilustres(ou nem por isso...) tais como Mário Soares, Cavaco Silva, Victor Gaspar, Marcelo Rebelo de Sousa, Passos Coelho e aqui o Papa Francisco!

A foto de grupo!

E o poema com o qual participei aqui! :))


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

E(mãe)cipação???

Há coisas que me fazem uma confusão tremenda, uma delas é a insegurança que a mulher moderna tem de assumir-se, antes de mais, como mulher, simplesmente.

Agora está na moda a mulher, que se diz moderna a quem eu chamaria apenas de insegura, dizer que:
-Não gosta de crianças! Porque as crianças são mal educadas e as mulheres que têm crianças ficam todas estúpidas e maternais e vivem para os filhos e são completamente infelizes...



Depois têm crianças...
E passam a gostar de crianças, mas só das suas, as outras continuam a ser o demónio das mulheres...
E não amamentam porque quem faz isso são as mulheres em África, se amamentam odeiam (mesmo que adorem) e vão parar muito em breve porque se sentem um objecto do bebé e elas são mulheres modernas e emancipadas!!
E gostam dos filhos, mas primeiro estão elas, porque não se pode viver em função dos miudos se queremos ser modernas e felizes...

E depois vêm psicólogos, que claramente tiveram carências afectivas em miúdos e devem ser pessoas completamente perturbadas, ensinar que bom mesmo é  terapias de sono para a criança aprender a ser independente! Assim sendo é deixa-los chorar, sozinhos no quarto, sem dó, nem piedade, na primeira noite chora 10m, na segunda  chora 15m, na terceira chora 30m e por aí fora, até a criança perceber que não serve de nada chorar, porque os pais não vão aparecer... A mulher moderna e o pai moderno devem deixar a criancinha esgoelar-se toda!!! (Enquanto os pais nervosos se debatem com o não conseguir aguentar aquele choro e o ter de ser, porque são pais modernos...)

Outros psicólogos, não adeptos do choro compulsivo e de criarmos crianças independentes de 1 ano (eu não me lembro de já querer sair à noite ou conduzir por esta altura, mas se calhar hoje os bebés de 1 ano já têm outras ambições) mas de dizer aos pais que podem ser modernos à mesma, defendem que basta dar 15 minutos de atenção diária (mas atenção: 15 minutos de qualidade) aos nossos filhos e eles crescem felizes...
E as mães modernas podem chegar a casa às 21h desde que antes do jantar fiquem com eles 15minutos em exclusivo, (são mães modernas não podem deixar a carreira que as faz tão (in)feliz ser ultrapassada por todas as outras mulheres que trabalham com elas e ainda não tiveram filhos e que um dia, quando tiverem estarão tramadas com elas, que lhes vão fazer a vida negra e dizer constantemente nos corredores, eu também tenho filhos  nunca saí mais cedo por causa deles, para as tornarem em mães modernas, como elas... Viva a solidariedade feminina!!), por isso é um sossego saber que 15 minutinhos resolvem tudo...

E se calhar as crianças que tantas vezes se satisfazem com pouco e ainda lhe é tão fácil serem naturalmente felizes, até se vão contentando e sorriem e brincam connosco...
Mas chegará aos pais modernos 15 minutos de atenção dos filhos?

Quando é que deixou de ser normal amarmos livremente as nossas crianças e cria-las com o nosso coração, admitindo com orgulho para nós próprios e para os outros, que são o melhor que nos aconteceu e que daríamos a nossa vida, de bom grado, por elas, sem pensarmos duas vezes?

Quando é que ser mãe/pai se tornou obsoleto ou antiquado?

Quando é que deixamos de olhar para as crianças como um futuro promissor e sorridente, cheio de sonhos e encantamento e passámos a encara-los como projectos de ciência?

Quando é que se tornou uma ameaça para uma mulher ser mãe, em vez de ser o maior privilégio da nossa condição, aquilo que nos torna especiais e maravilhosas?

Será assim tão mau, além de sermos quem sempre fomos, conseguirmos gerar a vida dentro de nós e amá-la com uma força sobre-humana e ainda sermos muito felizes e termos uma carreira, assumindo que agora também somos mães e também temos que o ser decentemente e não, apenas boas e (in)felizes profissionais?

Cada faceta da mulher pode estar devidamente estruturada e os filhos crescem rápido demais para sermos mães apenas 15m por dia; 1h e 45m por semana; 6h e 20m por mês; 74 horas e 40m por ano (pouco mais de 3 dias de atenção por ano, chegarão mesmo aos nossos filhos?)

Pessoas?!! O que é que se passa???
Mulheres não se limitem, somos tão melhores do que isto...

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Comungar...

A brisa desliza pelo corpo dela,
numa respiração suave mas descompassada, invasiva...
O toque do desejo é um beijo que a prova devagar,
numa nova descoberta...
Nudez de horizontes perdidos,
pele que invade os dedos e se evade de condições...
Segundos mordidos em fronhas suadas,
amarrotadas por gemidos e sons que são apenas
linguagens gestuais que as línguas lambem...
Rendições submissas de joelhos no chão
à espera da salvação na boca...
Cheiro do prazer eterno,
suor e amor...
Inferno abrigado pelo ritmo,
quando o céu já não convence e a suplica é a voz
que toma conta de nós e nos abençoa...
Demora que magoa e que se quer sentir,
inteira, cá dentro...
 Espasmo e aperto
orgasmo...


sábado, 7 de setembro de 2013

Nu(vens)...

O aroma tépido do hálito sussurra promessas,
entre respirações intemporais inquietas e imortais...
O amor é volátil como a agua e igualmente essencial,
passa do estado liquido e fluido ao gasoso e nervoso
por mudanças bruscas de temperatura,
mas mesmo quando se evapora chove-nos nos ombros mais tarde...
Agora existem nuvens, lá fora, prestes a chorar recordações,
emoções condensadas em flocos de algodão etéreo,
prestes a desabar...
Nunca se esquece um amor,
mesmo quando a vida nos oferece uma alternativa,
mas o amor esquece-se de nós e segue em frente...
Estar viva tem esta beleza de ser ultrapassada
pela natureza , constantemente,
ser abandonada pelas noites e receber auroras novas...
Tenho saudades de ter saudades, de ter sonhos,
de ter medos...
As decisões são certezas solitárias e prazeres arbitrários...
Males necessários, talvez...
A masturbação da teimosia tem destas coisas vezes demais...
E a covardia lambuza-se de orgulho...
Já não tenho armas ou rosas para te atirar,
juro...
Já não tenho nada para oferecer, ou querer de volta,
mas a chuva ainda me molha e olha nos olhos...
Resta-me esperar que as nuvens se cansem...




terça-feira, 3 de setembro de 2013

Café sem açucar...

O tempo voa na dimensão do sopro das recordações...
Só se ama uma vez, de cada vez,
por isso posso amar-te uma vez por dia...
A agonia das emoções,
dos perdões,
dos desesperos é a aurora de um agora mais tardio
e o futuro um cenário frio onde não te encontro...
Uma paisagem onde me curo de mim mesma,
numa nesga de negação e recuperação...
Vivo na bipolaridade de te amar e de me amar,
neste contraste constante sem sentido,
desprovido de razão...
A realidade é um café gelado sem açucar
e nós a glicose perigosa que beija os lábios,
vicia a boca e encurta a vida...
Esta osmose de querer viver tudo
sem abdicar de nada é a puta da utopia,
que contamina o corpo e corrompe qualquer felicidade possível...
Sem sonhos seremos um sono tranquilo...
Uma dia de cada vez...
Um café de cada vez...
Até que a glicose nos abrace e a morte nos liberte...


domingo, 1 de setembro de 2013

Setembro!!

Será sempre o meu mês...


Também ha-de ser o mês de muita gente, mas este sorriso ninguém me rouba!