quarta-feira, 24 de julho de 2013

Obituário...

Etéreo, livre, solto, teu...
Um sonho ou uma frase inacabada num livro que ninguém leu...
Uma pagina branca, imaculada, um começo,
onde me esqueço que o passado existe e insiste em marcar-nos a pele...
Tempo de compasso desenhando círculos alternativos,
onde o fracasso não veste ninguém...
Esperança tornada doutrina, sina dos vivos e legado de mortos
que não deixaram remorsos...
Amor nos caminhos todos, com pedras beijadas de fresco!
Braços que não terminam nos nossos ombros e punhos que nunca cerram...
Almas que erram e se perdoam, que lambem o sal dos olhos aos outros e só nos magoam sem querer...
A felicidade a rasgar o corpo, metamorfoses de asas esparsas ao vento em alegorias...
Dias que contam e que são todos e que morrem sem medo ou arrependimentos
e carregam no ventre novos dias!
Fotografias, álbuns, momentos desenhados pelas memórias
não fazem sentido para quem vive o agora...
E quem vive já, ama sempre!

Não há espaço partilhado no caminho de quem vive para o passo pesado de quem morre...


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