quarta-feira, 10 de abril de 2013

Antigo testamento...


Antes do nada havia o depois de tudo...
As deambulações tristes e sombrias dos dias em que insistes anoitecer...
O mudo som da confusão mórbida que sufoca e provoca ao passar o Amor,
aquele sentimento gasto, de quem gastou o que não tinha e mantinha uma ilusão qualquer...
Crescer dói, mas cura, porque arde.
A lucidez lava as almas puras e a água dura corrói as pedras moles de castelos de muralhas dúbias
e alicerces podres...
As limalhas do tempo ferem os olhos inocentes e as tareias dos anos magoam virtudes cansadas
e de repente as cores da vida são mais desbotadas e os sabores mais indefinidos...
Acumulam-se mágoas, egoísmos, cinismos, mentiras, iras e águas turvas que empestam a alma
e minam o peito...
E só resta aquilo que já não presta,
um nada depois do tudo, feito de lodo...



Olho por olho, dente por dente e o Sol continua a nascer todos os dias indiferente
às agonias de toda a Gente...