domingo, 27 de janeiro de 2013

Género, ou condição...

Um esgar de olhar, desvanece o Inverno da dor,
num terno sarcasmo de apetecer morrer, devagar...
O Amor é uma gralha muda, remoendo passados,
vividos, esvoaçados, esquecidos, sepultados...
E nós?
Iludidos primatas a aspirar evoluções utopistas,
cheios de conquistas pequenas, apenas...
A esperança batalha cá dentro,
onde me invento todos os dias, maior e melhor...
Ser mulher é ter vento na alma,
água no regaço e terra em cada abraço...
Condição efemera e imortal que nos rasga o peito
como punhal...
É viver na ânsia que nunca se acalma,
nem se perde na distância,
é amar sem escala por defeito, 
é cobrar nada a quem se dá tudo,
dar voz a quem nos cala
é oferecer a vida ao mundo...