sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Intal 5...

O tempo passa mas não apaga ou paga as dívidas...
Amei-te nos dias todos, entre sonhos que nos souberam a veludo,
quando tudo o que queria era fazer parte de parte de ti...
Perdeste-me tantas vezes que me perdi contigo...
Mas não consigo perder aquilo que senti,
num dia qualquer, que foram tantos,
quando os prantos eram fantasmas que não nos assombravam...
Esses dias passavam tão leves,
nos breves momentos de uma partilha roubada à realidade,
quando a verdade nos traía aos dois
 e eu fazia de conta que o amor justificava tudo...
No entanto, esse tanto era tão nu...
A vida segue, nas lacunas que não trazem coisas nenhumas,
mas ao menos não me iludem...
Sinto a falta de te faltar, porque a tua falta sempre me acompanhou...
Sempre te evaporaste, um oxigénio ingrato e fugaz...
Deixaste-me a asma e a saudade, num acto de piedade,
ou crueldade qualquer, em gestos frios, distantes...
E eu aprendi a viver de pulmões vazios como sempre,
como antes...

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