sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Is your heart filled with pain...


Intal 5...

O tempo passa mas não apaga ou paga as dívidas...
Amei-te nos dias todos, entre sonhos que nos souberam a veludo,
quando tudo o que queria era fazer parte de parte de ti...
Perdeste-me tantas vezes que me perdi contigo...
Mas não consigo perder aquilo que senti,
num dia qualquer, que foram tantos,
quando os prantos eram fantasmas que não nos assombravam...
Esses dias passavam tão leves,
nos breves momentos de uma partilha roubada à realidade,
quando a verdade nos traía aos dois
 e eu fazia de conta que o amor justificava tudo...
No entanto, esse tanto era tão nu...
A vida segue, nas lacunas que não trazem coisas nenhumas,
mas ao menos não me iludem...
Sinto a falta de te faltar, porque a tua falta sempre me acompanhou...
Sempre te evaporaste, um oxigénio ingrato e fugaz...
Deixaste-me a asma e a saudade, num acto de piedade,
ou crueldade qualquer, em gestos frios, distantes...
E eu aprendi a viver de pulmões vazios como sempre,
como antes...

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Motivos de orgulho e lições de vida!

Eles lutam todos os dias, não baixam os braços às adversidades, nem se rotulam de coitadinhos, são portugueses VÁLIDOS e contributivos!
Aqui os únicos deficientes são os nossos políticos...

Um grito de revolta...

Estou desesperançada...
Este país deprime-me, esta classe política revolta-me, esta sociedade causa-me vómitos...
Estou farta.
Só vejo asneira à minha volta...
Eu sempre paguei os meus impostos, nunca fugi ao fisco, desconto desde os 18 anos, nunca me encostei ao subsidio de desemprego, nunca tive a arrogância de me achar demasiado isto ou aquilo para fazer este ou aquele trabalho...
E só vejo merda à minha volta e estes montes de trampa que nunca tiveram que lutar na vida por coisa nenhuma, sempre viveram das cunhas e da guita dos papás a pedirem austeridade aos portugueses, sim a nós portugueses porque eles nem deste planeta são (cambada de alienados da realidade), quanto mais deste país...
Agora vão atacar os deficientes, sim claro, agora a culpa da crise é dos deficientes, eles que paguem...
E tudo para, uma vez mais, sucumbirem à sodomização da troika, essa cambada de nazis engravatados encabeçados por uma assexuada Angela Merkel que obviamente sofre de frigidez  e deve ter uma fotografia do cabrão do Hitler na banheira para brincar com o chuveiro enquanto olha para ele..
Não há vergonha, um pingo que seja?
Os politicos foram aumentados  em 81euros...
Têm ajudas de custo para tudo...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

:)))))


Ama Dure Ser...

Existem palavras que morrem nos lábios que as beijam,
sílabas que sobejam em sentido, que ardem no fogo proibido do tempo...
E o alento parte para parte incerta...
Os actos são acções de inércia,
perdões mordidos, factos, padrões mecânicos...
E tornamos-nos números mecanográficos,
estatisticamente explicados por gráficos coloridos...
Porque nos cansámos de ser pessoas?
Porque nos cansámos de ser felizes?
Não compreendo o objectivo nocivo disto tudo...
Esta é a herança de desconfiança que legamos aos nossos filhos...
E tu? Não dizes nada que seja alguma coisa?
As crianças já não perguntam nada aos malmequeres...
E os pais só as querem astutas e com conversas adultas
porque sofreram sempre de ejaculações precoces...
As crianças já não se querem puras, nem doces...
Já não se querem crianças...
Porque os pais perderam as esperanças e as vontades
e estas idades assustam e questionam e fazem tremer e temer e querer...
Crescer...
CreSCER...
CRESCER até doer para se morrer todos os dias mais depressa...
E o tempo passa,
as palavras morrem
e as crianças sofrem...

Pobres adultos encolhidos, colhidos à pressa...



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

porque a dança pode unir o mundo... :))))))))


Jacinta aprende a beleza das outras cores! (O meu quarto conto infantil)

   Era uma vez um lindo campo florido, onde havia duas aldeias de joaninhas, a aldeia das Papoilas onde viviam as joaninhas encarnadas e a aldeia dos Lírios Azuis onde viviam as joaninhas azuis.
 As joaninhas destas duas aldeias, por terem cores diferentes, não eram amigas, nem sequer falavam umas com as outras. Era ensinado às joaninhas de cada aldeia, desde que eram joaninhas bebés, que na aldeia vizinha todas as joaninhas eram muito más e por serem de outra cor, não eram de confiança.
    Uma vez por ano havia a festa das flores no campo florido, todos os insetos amigos das flores, participavam nesta festa animada, as borboletas, as abelhas, as libelinhas, os escaravelhos e as joaninhas! Todos os insetos dançavam, uns com os outros, à volta das flores, espalhavam o pólen, protegendo e ajudando  a tornar as flores mais fortes e bonitas, de forma a haver sempre novas flores de cores diferentes, mas as joaninhas azuis e encarnadas nunca conviviam umas com as outras, mantendo sempre a distância e a indiferença entre si...
Numa dessas festas, a joaninha azul Jacinta, filha do chefe da aldeia dos Lírios Azuis, o grande chefe:  Salomão O Azulão ,andava muito entretida a cheirar as flores e reparou numa linda flor amarela, aproximou-se dela para a cheirar melhor e quando deu conta estava ao pé de duas joaninhas encarnadas que jogavam à macaca.
 Jacinta ficou logo atrapalhada, sabia que não devia estar perto delas, o pai Salomão sempre lhe dissera que as joaninhas encarnadas eram perigosas...
De repente uma das joaninhas encarnadas olha para ela e meio assustada diz-lhe assim:
    - Olá sou a Rubi, esta é a minha irmã a  Escarlate, se não nos fizeres mal podes jogar connosco!
 Jacinta ficou muito confusa, se eram as joaninhas encarnadas que eram perigosas, como é que ela podia fazer mal a alguém?
    - Eu, fazer-vos mal? Vocês é que me podem fazer mal... Nós, as joaninhas azuis, somos boas e tranquilas!
A Escarlate, que era mais nova, começou a dizer para a Rubi, já quase a chorar.
   - Mana vamos para o pé da mamã, tu sabes que as azuis não são de confiança, tenho medo, vamos...
Jacinta ficou mais confusa ainda, então aquela pequena joaninha tinha medo dela?
   -Esperem! Porque tens medo de mim, Escarlate? -Perguntou a Jacinta
   -Tu és azul, tens uma cor diferente da minha, essa diferença faz-me olhar para ti com receio... -Respondeu a Escarlate cheia de medo.
   -Mas eu nunca fiz mal a ninguém e a mim sempre me disseram que eram vocês, as joaninhas encarnadas, que eram más e não gostavam nada de nós por sermos azuis... - Defendeu-se a Jacinta
A Rubi que era muito observadora e sensata, respondeu à irmã e à Jacinta:
  - Sabem hoje é a festas das flores, o nosso campo é muito florido e bonito porque tem flores de todas as cores, as cores existem para tornar o mundo mais bonito, não deviam ser motivo de medo...
Eu gostava muito que viesses brincar connosco Jacinta! Escarlate empresta uma pinta das tuas, à Jacinta para ela jogar connosco à macaca.
A Escarlate, um bocadinho receosa, estendeu a mão à Jacinta e deu-lhe uma pinta das suas, a Jacinta sorriu e agradeceu, entre as joaninhas as pintas eram muito preciosas e só se davam em sinal de respeito e carinho.
O pai de Jacinta, Salomão o Azulão e a mãe da Rubi e da Escarlate, Bernarda a Encarnada, procuravam pelas filhas e ouviram, escondidos, toda a conversa das suas pequeninas e perceberam que era tempo das coisas mudarem entre as aldeias...
   - Jacinta, era aqui que estavas? Andava à tua procura! Estavas a brincar com estas lindas joaninhas? Disse Salomão com um sorriso.
 Jacinta com receio de um ralhete disse ao pai:
  -Estava pai, mas sabes nem todas as joaninhas vermelhas são más, estas querem ser minhas amigas...
Salomão pegou na Jacinta ao colo e disse:
  -Tens razão Jacinta, a bondade não está nas cores dos outros, mas sim nas acções, parece-me que ganhaste aqui duas boas amigas e podem brincar juntas sempre que quiserem!
 Bernarda, gostou do gesto de Salomão e disse também:
  - E quando quiseres podes ir lanchar à nossa casa, és muito bem-vinda, estou contente pelas minhas filhas terem feito uma amiga nova!
Salomão pediu a Bernarda para dançarem juntos na festa das flores em sinal de Paz entre as duas aldeias e a partir desse dia, as joaninhas encarnadas e as joaninhas azuis começaram a brincar  sempre juntas, as suas cores diferentes, misturadas, passaram a tornar os dias mais bonitos e nunca mais foram motivo de medo ou desconfiança!


Os meus outros contos infantis:

  Migas, o ratinho que queria voar...


http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/03/o-meu-primeiro-conto-infantil-o-ratinho.html

Tobias aprende a lição!

http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/03/tobias-aprende-uma-licao.html


O frango Francisco quer conhecer o mundo!

http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/04/o-frango-francisco-quer-conhecer-o.html



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

"Ser mãe é pêra doce, mas temos que ter dentes fortes! " Cronica 12: "X-Women"

Agora que já se passaram 10 meses vou fazer um pequeno balanço, porque como mãe e como mulher, hoje, que já ultrapassei algumas etapas, sinto-me na obrigação de partilhar os meus medos e inseguranças até aqui, porque acho que é pela partilha que podemos alcançar algum conforto e tranquilidade.
Antes de ser mãe e apesar de sempre ter gostado muito de crianças e de me sentir lindamente na sua companhia sempre me questionei se me adaptaria a este papel convenientemente. No nosso dia-a-dia, mesmo sem crianças, parece que vivemos sempre com os minutos todos contados, presos nas nossas rotinas, horas de acordar, de chegar ao emprego, compras para fazer, casas para organizar, etc., muitas vezes mal temos tempo para nós próprios. Uma criança precisa de tempo, de muito tempo e a sua chegada gera apreensão neste campo, será que serei capaz de lhe dedicar todo o tempo que ela precisa e merece?
A minha resposta é:
-Esta organização do tempo, que consiste numa definição de prioridades, acontece naturalmente!
 Quando damos conta a nossa vida está novamente organizada, de repente a sopa deles está sempre feita, as horas de deitar deles são as nossas, o banho dá-se aquela hora todos os dias e ainda se arranja tempo para um passeiozinho diário! Somos muito mais adaptáveis do que nos julgamos capazes, esta é a verdade e um bebé é algo natural na nossa vida, por isso mesmo que não acreditemos (sobretudo em nós próprios) ou nos sintamos preparados, somos geneticamente capazes de viver em função deste maravilhoso novo ser e num abrir e fechar de olhos estamos completamente adaptados a esta nova realidade!
Ainda assim não deixa de ser um desafio e uma aventura e tem de haver muita vontade e paciência.
   Quando olho para as minhas amigas, que também já têm bebés mas que conheci solteirinhas e sem filhos, sorrio e penso:
Que mulheres fantásticas!
 Estas verdadeiras heroínas anónimas, num mundo que mal as reconhece, lutam todos os dias de alma e coração para adaptarem a sua vida de maneira a conseguirem, da melhor forma que lhes é possível, com os seus defeitos e virtudes, acompanhar os seus rebentos nos seus tenros passos, cheias de amor, coragem e vontade!
Também elas, como eu, como muitas outras mulheres, recearam não estar à altura ou não saberem adaptar o seu tempo. No entanto um dia acordaram e descobriram que agora era natural, que o novo membro da família estava perfeitamente  integrado na gestão do seu dia-a-dia e que já não sabem viver de outra forma, nem querem!
         Eu também tive vontade de trazer uma enfermeira para casa no dia que me deram alta da maternidade, dava cá um jeito, nós inexperientes, cansadíssimas e em restabelecimento do parto (que é igual, pelo menos a uma grande, grande tareia) cheias de pontos, às voltas com as mamas e com terror da morte súbita, sempre com receio de dormirmos um sono profundo demais e de não acordarmos logo mal eles precisem...
        Também desesperei com as cólicas e desejei, com toda a força do meu ser, que passassem para mim, mas não passaram...
    Também eu andei com um humor de cão, cheia de hormonas até aos olhos, senti-me feia, desgastada, exausta, sem tempo para tomar um banho relaxante, pintar as unhas, meter creme no corpo, comer tranquilamente... Muitas vezes senti-me insegura, desamparada, assustada e aproveitava para chorar pelos cantos enquanto ela dormia...
Mas hoje sei e partilho:
Tudo passa, as hormonas acalmam, a experiência adquire-se (mas todos os dias surgem novos e deliciosos desafios), a rotina renova-se e em pouco tempo tudo se torna natural, como deve ser!
Todas as mudanças assustam mas esta mudança que vira a nossa vida de pernas para o ar, revela-se maravilhosa, porque nos enriquece a cada segundo, nos torna mais fortes, desperta os nossos super-poderes, transforma-nos em heroínas, anónimas para o mundo, mas as preferidas dos nossos amores!

Nota: A minha pequenicas ainda mama, ainda dorme muitas vezes na minha cama, só adormece à noite na minha companhia... E eu adoro e não quero saber se outros bebés são diferentes, esta é a minha, é única é especial, é um mundo! Cada criança é única, não as comparem, não as pressionem,  têm muito tempo de aprender a ser competitivas... Ouçam-nas, amem-nas, respeitem-nas, elas têm um ritmo próprio, necessidades próprias, não as queiram todas iguais, elas não vieram de uma linha de montagem, vieram de vós, os pais delas também únicos e especiais!


Cronica 1 "Maminha minha melhor amiguinha!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 2 "Cócós uma paleta de cores!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_13.html

Cronica 3 "Quando até o Exorcista tem graça..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 4 "A Bela Adormecida ou o Hobbit!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_18.html

Cronica 5 "São dois cafés e um autocarro por favor!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 6 "Parto à la Carte!"
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_17.html

Cronica 7 “Festival da Canção 2012”
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/03/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 8  "Os avós no pais das maravilhas!"
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012_04_01_archive.html


Cronica 9 "Adios, adieu, auf wiedersehen, goodbye e depois do Adeus..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.pt/2012/05/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html



Cronica 10 "A lebre e a tartaruga"
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/06/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html



Cronica 11 "My precious..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.pt/2012/07/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

domingo, 12 de agosto de 2012

But all the choirs in my head sang: No!


A reacção quimica do amor...

O calor é saudade em código Morse,
numa química física dos corpos que se atraem
em combustões espontâneas de saciedade e procura...
O amor?
O amor...
Adapta-se, segue, renova-se...

Mordi as ilusões todas
e as migalhas dos sonhos caem, hoje,
nas calhas dos tetos dos outros...
As promessas eternas foram cavalos de Troia, sem pernas,
armados de mentiras e medos até aos dentes...
Abri-te a alma, de par em par, demasiadas vezes,
mas nunca quiseste fazer par comigo...
Teria sido o teu leito,
 feito do teu tempo a loucura perfeita,
ancorado eternamente em cada poro teu...
Meu amor, tão meu...

Teria sido poesia, os meus lábios pelo teu corpo,
meus dedos pincéis de tinta da china, pura e quente...
Cavalgaríamos à boleia da crina dos meus cabelos pelas vidas todas,...

Não estava escrito.
Se estava, acredito que a página vestiu-se de branco e definhou vazia,
num pranto dormente...

Os lábios entreabertos, molhados, amordaçaram a língua
que nunca te provou
e partiram salgados nas aguas de Março...
Foste o pau e a pedra que me magoou em silêncio,
quando precisava de carinho como quem mendiga o pão...
 E aprendi a sobreviver com fome e sede,
sem nunca exigir nada, apesar de me ofereceres
todo o nada que pudeste...

O amor?
O amor...
Não, amor, não.

O meu corpo não racionaliza, deseja, quer, ama...
Mas a alma já não beija a fome, nem abraça a sede,
nem te lambe as costas...
Tu já não voltas e eu já não espero, nem quero ser
a rede da tua dor, enquanto consome...
 A alma comanda o corpo meu amor...
A vida não volta atrás, nem se faz esperar...
És livre para amar outras marés nessa forma distorcida
que te leva a ser como és...
 O amor?
O amor...
O amor não morre, só se transforma e lambe a ferida...



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

And if you...


Meu corpo, Nu, teu corpo...

O corpo é rastilho, combustível, incêndio...
Chama que chama o desejo por tu...
Beijo demorado pousado num sonho irascível,
compêndio nu dos sabores dos lábios sábios ou aprendizes...
O corpo é cama de odores almiscarados,
caminho de dedos, de medos, de descobertas...
É piano de palavras, pauta de gemidos, batuta dos sons
disfarçados de promessas quentes segredadas nos ouvidos...
É toque de mãos intranquilas, ardentes, ansiosas,
nervosas que se encontram e se encaixam...
O corpo vive dos sonhos perdidos que recomeçam,
no corpo que se cruza e se torna fado, musa ou enfado...
Prisioneiro do cheiro, da vontade, do martírio,
conquistador e senhor do prazer, do delírio,
ou da gargalhada rasgada...
Amanhecer da noite amargurada pela saudade,
suspiro sem cumplicidade,
solidão desmembrada,
exaustão, tristeza, incerteza, nada...
O corpo é volúpia,
é raiva, é razia, angústia...
É culpa mascarada de cíúme, queixume,
acusação vazia, remorso...
Necessidade, sofrimento, tormento,
obsessão...
 Masturbação, vaidade, frustração,
ausência. dormência, sensibilidade...
Mortalidade que obriga à intriga,
terreno de amor, de amante, de desprezo...
É leveza e peso nos ombros e os escombros da razão...
Paixão, céu, realidade...
Marca de agua da idade, véu do tempo
que se estende e nos compreende em rugas e fugas...
O corpo é encaixe, peça fundamental,
continuidade...
Fim do que é nosso e inicio do resto do mundo...
O meu é metade do teu...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Entrevista à Rádio Voz On

Veja a minha entrevista na Rádio Voz On, onde falo sobre a minha escrita, a poesia, os livros já editados, projectos no futuro e muito mais: http://vozonradio.blogspot.pt/
Facebook da rádio: http://www.facebook.com/radiovozon

O programa da rádio deu hoje à noite e volta e repetir amanhã às 18h.
:))))))

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

... Está a passar tão depressa...

Hoje,com 9 meses e 21 dias, na relva, a Inês deu 5 passos, sem apoio de ninguém, em jeito de corrida...
 A minha bebé já anda...
Está a crescer tão depressa...
Já nem quer colo, só quer andar no chão de mão dada, connosco, a treinar a sua independência...
 Ainda bem que não liguei nenhuma de todas as vezes que me disseram para não a viciar no colo, ainda bem que, enquanto pude, andei com ela ao colo, a adormeci no colo, a embalei e permiti a ambas desfrutar desses momentos o mais possível!
É maravilhoso vê-la crescer, mas esta velocidade que me rouba todos os dias um bocadinho da minha bebé deixa-me nostálgica, ainda que me ensine a valorizar e saborear cada momento...
A verdade é que há um ano e pouco (gravida de 5 meses) tirei esta foto e hoje, olho para esta altura e vejo como o tempo voa e o sonho cresce...

Do baú... :)