terça-feira, 17 de julho de 2012

Surrealismo...

O olhar vazio era agora uma ausência de contornos, a imagem do rosto partira sem deixar o perfume do ultimo beijo...

Ela era uma nesga de neblina vestida de menina-mulher, dançando os joelhos nus com um sorriso terno e sonhador... Ele via-a ao longe, na imagem do seu pensamento atormentado, visualizava um futuro abstrato de casas com asas e personagens perfeitas a respirar esperança...
 Imaginou ela a dizer que o amava, baixinho num tom nervoso e ansioso de confissões secretas e proibidas... Ele a pegar na mão dela e a pousar a testa sofrida na palma da sua mão, numa entrega honesta de quem admite que pertence ali e o seu lar sempre foi o seu colo...
Mas o olhar regressava despido, entregue à realidade de um presente que não lhe trouxera presente algum, porque a oferta não lhe trazia nenhuma procura...

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