sexta-feira, 20 de julho de 2012

(A Ma)gnifi(ciência) do sentir...

Ardem-me os sonhos nas promessas quebradas, vezes sem conta, o tempo é um monge budista, com um ar tranquilo, a tentar ensinar-me a imolar a dor...

O rancor nunca me vestiu de frio,
 mas cresço à pressa desde o berço
e mesmo que peça à infância para se deixar ficar, nem sempre consigo
ignorar a maldade nos outros...
A humildade onde fica?
 Morre sempre na intolerância de quem pede compreensão e encolhe a mão...
O amor recolhe sempre os erros para si...
Sofre a solidão, morre em silêncio, envenenado no cinismo de quem o invoca em vão...
A saudade não é uma resposta reposta pelo aborrecimento,
ou um sentimento de egoísmo...
Amo com todas as minhas forças,
mas o amor nem sempre chega...
O medo tem forcas e guilhotinas e cultiva a indiferença...
A entrega não é crença cega, surda ou muda,
nem se cativa em cativeiro sem luz...
A posse seduz mas não perpetua a felicidade,
nem torna a idade mais sábia...
(a tua envelheceu sem crescer...)
As pessoas em vez de amarem, falam do amor...
Sem pararem para o contemplar,
inventam cadafalsos,
histórias de sacrificios,
terror puro,
no acto inseguro de o rejeitar...
Refugiam-se em masoquismos e altruísmos falsos...
Culpam a vida,
porque a vida assusta e ir vivendo é mais simples...
(Dizem adeus e vão morrendo devagar, numa angústia assumida...)

Pobres demónios doentes, tementes a um Deus implacável,
tão engenhosos em culpar o destino,
tão generosos e orgulhosos do seu amor pequenino,
a desdenhar o que não conhecem porque merecem sempre melhor
e o amor é um acto ingrato que não enaltecem...

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