domingo, 29 de julho de 2012

Sono...

As íris são bailarinas desconcentradas,
ensaiando piruetas sem equilibrio,
pesadas no cansaço que as arrasta para baixo
e lhes traz o chão...
As pestanas fazem um vénia demorada,
dando a ilusão da câmara lenta,
enquanto a concentração se extenua, nua e frágil,
porque não aguenta mais nada...
A gravidade é grave, ágil e impiedosa,
orgulhosa prova que há um limite para tudo
e prova-me devagar, sem pressa em devorar o mundo que me envolve...
E o tempo devolve a noite enquanto me afoga num pranto seco,
onde me esqueço de quem sou e
a-Dor- meço...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

...

Ego(ísmo)...

Estou cansada de gritar em silêncio,
de sorrir para os rostos à minha volta no intervalo de mim mesma...
Ninguém me conhece, ninguém me vê, ninguém me escuta...
A minha luta é comigo,
no perigo iminente de um dia me derrotar
e cansar-me de Ser.
Preciso de um abraço, de um laço apertado de empatia,
sinto-me vazia à volta, envolta num imenso nada...
A amizade?
A amizade...
A amizade regressa quando precisa de mim, apenas isso...
Escorre de dentro para fora e morre no regresso...
Não peço muito, mas quando peço adormeço à espera...
Tenho saudades de ingenuidades e sonhos...
Vim fora do meu tempo talvez...
Os porquês são angústias desnecessárias e têm várias respostas possíveis...
Dos outros conheço as almas e as costas...
De mim...
Conheço que mereço mais do que tenho,
 mas reconheço que não há tamanho, capacidade, ou vontade que me silencie a saudade...
Vivo no mundo dos outros,
das vidas sempre mais importantes...
Morrendo devagar,
sem ninguém reparar, entre egoístas e sonsos e pessoas muito ocupadas, ou muito confiantes, ou distraídas...
Lambendo as minhas mãos estendidas, num mundo de mãos enfiadas nos bolsos...

sexta-feira, 20 de julho de 2012

(A Ma)gnifi(ciência) do sentir...

Ardem-me os sonhos nas promessas quebradas, vezes sem conta, o tempo é um monge budista, com um ar tranquilo, a tentar ensinar-me a imolar a dor...

O rancor nunca me vestiu de frio,
 mas cresço à pressa desde o berço
e mesmo que peça à infância para se deixar ficar, nem sempre consigo
ignorar a maldade nos outros...
A humildade onde fica?
 Morre sempre na intolerância de quem pede compreensão e encolhe a mão...
O amor recolhe sempre os erros para si...
Sofre a solidão, morre em silêncio, envenenado no cinismo de quem o invoca em vão...
A saudade não é uma resposta reposta pelo aborrecimento,
ou um sentimento de egoísmo...
Amo com todas as minhas forças,
mas o amor nem sempre chega...
O medo tem forcas e guilhotinas e cultiva a indiferença...
A entrega não é crença cega, surda ou muda,
nem se cativa em cativeiro sem luz...
A posse seduz mas não perpetua a felicidade,
nem torna a idade mais sábia...
(a tua envelheceu sem crescer...)
As pessoas em vez de amarem, falam do amor...
Sem pararem para o contemplar,
inventam cadafalsos,
histórias de sacrificios,
terror puro,
no acto inseguro de o rejeitar...
Refugiam-se em masoquismos e altruísmos falsos...
Culpam a vida,
porque a vida assusta e ir vivendo é mais simples...
(Dizem adeus e vão morrendo devagar, numa angústia assumida...)

Pobres demónios doentes, tementes a um Deus implacável,
tão engenhosos em culpar o destino,
tão generosos e orgulhosos do seu amor pequenino,
a desdenhar o que não conhecem porque merecem sempre melhor
e o amor é um acto ingrato que não enaltecem...

Conhecem? :))) Eu adoro!! Datte bayou!!!!

Naruto surpreendeu-me, fala de valores importantes tais como a lealdade, a coragem, a tolerância e a empatia! Diverte, comove e vicia! Eu já me apaixonei completamente pelas personagens e não perco um novo episódio da saga, aconselho aos amantes do género! :)))


Resumo da história:
Há 12 anos atrás, houve uma grande batalha entre os shinobis (ninjas) da Vila da Folha e um monstro, esse monstro era a raposa Kyuubi, com nove caldas e um tamanho gigantesco.
 Além do seu enorme poder, a raposa podia impor-se a qualquer um, foi o que aconteceu até a vinda do 4º Hokage (título dado ao maior shinobi da vila) que num acto de extrema coragem e honra, deu a sua vida para salvar a vila da total destruição.
Porém, o 4º Hokage não conseguiu destruir por completo esse demónio e para salvar a Vila da Folha teve de selar a Kyuubi num bebé, esse bebé era Uzumaki Naruto.

     Naruto, ao contrário do que o 4º previa e desejava, não passou a ser visto como o herói da vila e, apesar de ter sido criada uma lei para que não se pudesse falar na Kyuubi, o bebé, a partir dali, passou a ser considerado o próprio demónio.
Com isso, Naruto cresceu solitário e sem amor, tendo como única ocupação a academia de ninjas. Naruto sempre procurava, de alguma forma, ter a atenção dos outros, mesmo que fosse com brincadeiras infelizes e patetas, mas, invés de aproximar as pessoas, Naruto era mal interpretado e desconsiderado por todas as pessoas da vila, à excepção de uma menina, Hinata.

    Apesar da fama inconveniente de Naruto, o seu professor Iruka, cuja família foi morta pela raposa, identifica-se com o menino, pois, sem pais e amigos, Naruto estava a ter uma infância parecida com a sua....
Conhecendo a insuportável dor da solidão, Iruka, estende-lhe a mão, e torna-se o seu primeiro amigo, estabelecendo o primeiro laço afectivo de Naruto.

    Com um amigo por perto, Naruto consegue vencer a solidão, e apesar de já ter sido reprovado três vezes na academia de ninjas, consegue ser aprovado na quarta tentativa, tornando-se finalmente um Gennin ( ninja iniciado).
Porém, Naruto não pretende ser um Gennin para sempre, mas sim um Hokage, como o que selou nele a Raposa Demónio e ser, um dia, respeitado e reconhecido por todos.

     Quando se torna um Gennin a sua aventura como ninja promissor começa e torna-se aluno do mestre Kakashi, juntamente com dois outros Gennins, Sakura (uma menina por quem Naruto tem uma paixoneta) e Sasuke (cujo o objectivo é vingar-se do seu irmão Itachi, que matou os seus pais, Sakura é completamente apaixonada por Sasuke).

     Estas três personagens tornam-se vitais para Naruto, com Kakashi aprende os verdadeiros valores que devem unir os amigos e Sasuke e Sakura tornam-se os amigos que Naruto jura proteger com a sua própria vida.
     No elo destes 4 amigos se desenvolve a raiz de toda a história. Mas Naruto tem o dom de contagiar as pessoas e ao longo de cada aventura faz novos amigos fiéis e dá lições de vida, humildade e lealdade, distribuindo esperança. perseverança e coragem!

(1ªSerie)
http://www.animesheaven.com.br/2007/07/naruto-1-temporada.html
 (2ªserie)
 http://www.animesheaven.com.br/2007/07/naruto-shippuuden-1-temporada-anr.html

quarta-feira, 18 de julho de 2012

:))) My pretty little girl...

"Ser mãe é pera doce mas temos que ter dentes fortes": Cronica 11 "My precious..."

   (A pedido de muitas familias cá vai a minha pequenicas "undercover" (claro porque a internet tem muitos olhudos...) equipadinha para o seu passeio diário!! O nome é Póta... Popota!!!)


  E o tempo voa, assustadoramente rápido, quero segurar cada dia nas mãos e não consigo, a minha bebé cresce, sempre cheia de pressa...
Já se passaram 9 meses, 9 meses deliciosos e intensos e já tenho grande dificuldade em recordar como era a minha vida antes da Inês... Sempre me considerei uma pessoa feliz, mas afinal a felicidade pode ser muito maior e melhor, ser mãe é uma dádiva maravilhosa e sinto-me extremamente abençoada!

Obrigada pequenicas por existires e me ensinares tanto sobre o amor! <3

Todas as fases têm sido giras, agora estamos na fase da descoberta do sentimento de posse, aprendeu o que significa partilhar e nem sempre acha boa ideia... Ora me tenta enfiar a chucha na boca, como se quisesse partilhar o seu maior tesouro comigo, como agarra com unhas e dentes algo que tem nas mãos, quando lhe peço e desata aos gritos e a gesticular furiosa se lho tiro!
Adora bebés, crianças e animais, mas ai de mim se pego noutro bebé ao colo, chora desalmadamente e até soluça...
(Do género: "Arranja outra mamã que esta já está ocupada!!!")

Na verdade, provavelmente pelas saudades que tem ao longo o dia, quando a vou buscar torna-me sua refém absoluta, não posso desaparecer do seu campo de visão, que parece logo uma pobre órfã abandonada, chora, grita, diz: "mamãaaaaa", num choro desesperado e quando me vê, de novo, só acalma no meu colo bem abraçadinha a mim, enquanto lhe dou milhares de beijinhos na testa, ou na cabecinha...

Ok...
Confesso:
Eu sofro dum delicioso síndrome de Estocolmo e amo loucamente a minha sequestradora, adoro e até me diverte, a forma como ela me tenta manipular (95% das vezes com sucesso) para obter a minha atenção permanente e exclusiva! Claro que às vezes é complicado, quando nem posso fazer xi-xi sem ela me estar a controlar, ou ter de estar a fazer xi-xi e a cantar para ela me ouvir... :o)

Ás vezes é cansativo e também desejo ter uns minutos de tranquilidade absoluta, claro, quem não tem momentos de cansaço e de puro egoísmo?

Mas, é tão bom ao mesmo tempo, ver o sorriso que ela faz sempre que me vê, ela olha-me, sempre, como se eu fosse fantástica, mesmo quando acabo de acordar com uma moca maior do que eu! Mal abre os olhos, procura-me com o olhar, sorri e diz olá e eu derreto-me imediatamente e o cansaço dissipa-se quase completamente!
Sinto-me como o anel, do "Sr. dos Anéis" nas mãozinhas do Smeagol!
(Claro que a minha pequenicas, ao contrário do Smeagol, é linda de morrer, com aqueles olhos castanhos esverdeados que me enchem a alma e aquele sorriso que enche de luz qualquer sala!)

Sou uma mãe babada, admito e sou-o literalmente, porque a Inês dá-me tantos beijinhos que ando sempre com as bochechas a pingar, porque ela ainda só os sabe dar assim, maravilhosos e babões!
E estes são, indiscutivelmente, os melhores beijinhos do mundo!


Cronica 1 "Maminha minha melhor amiguinha!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 2 "Cócós uma paleta de cores!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_13.html

Cronica 3 "Quando até o Exorcista tem graça..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 4 "A Bela Adormecida ou o Hobbit!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_18.html

Cronica 5 "São dois cafés e um autocarro por favor!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 6 "Parto à la Carte!"
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_17.html

Cronica 7 “Festival da Canção 2012”
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/03/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 8  "Os avós no pais das maravilhas!"
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012_04_01_archive.html


Cronica 9 "Adios, adieu, auf wiedersehen, goodbye e depois do Adeus..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.pt/2012/05/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html



Cronica 10 "A lebre e a tartaruga"
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/06/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

terça-feira, 17 de julho de 2012

Eu sei!

Surrealismo...

O olhar vazio era agora uma ausência de contornos, a imagem do rosto partira sem deixar o perfume do ultimo beijo...

Ela era uma nesga de neblina vestida de menina-mulher, dançando os joelhos nus com um sorriso terno e sonhador... Ele via-a ao longe, na imagem do seu pensamento atormentado, visualizava um futuro abstrato de casas com asas e personagens perfeitas a respirar esperança...
 Imaginou ela a dizer que o amava, baixinho num tom nervoso e ansioso de confissões secretas e proibidas... Ele a pegar na mão dela e a pousar a testa sofrida na palma da sua mão, numa entrega honesta de quem admite que pertence ali e o seu lar sempre foi o seu colo...
Mas o olhar regressava despido, entregue à realidade de um presente que não lhe trouxera presente algum, porque a oferta não lhe trazia nenhuma procura...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ode aos (des)amores ridiculos....

Lambo as lágrimas do meu cansaço, abraço o embaraço da tua ausência de aço, que me trespassa e amassa o orgulho que a paciência adoptou uma vez mais...
Olho para trás, não estás na sombra que me cobra a saudade, a idade dá-nos a mao e não nos diz mais nada...
Fico cansada, mastigo um momento feliz que encontro entre a tristeza, nesta destreza mental que me permite sobreviver e me insiste em ensinar a esquecer aquilo que não me é humanamente possível...
A minha mente mente, ao inconsciente que nos esconde numa gaveta que não comprometa a realidade que resta nesta aventura que se chama vida...
A sobriedade porém não gosta de aventuras, mas ninguém é estupidamente sóbrio a este ponto...
Conto os dias que nos separam...
Conto os motivos que nos permitem ser animais esquivos e assustados...
Conto os sinais que nos param embriagados em verdades morais, desmoralizados...

E rimo as palavras na esperança de embelezar o ridículo.

domingo, 8 de julho de 2012

Salvem as ervas daninhas!...

Tenho que o dizer, já não aguento mais, pronto, já não dá…

“Ainda bem que votaram no PSD, parabéns caros eleitores que deram o seu voto a estes Srs!

(Sim chamemos-lhes Srs. para não ser indelicada e ter de lhes chamar aquilo que são… As alternativas realmente não são de qualidade mas quem votou na direita, numa altura destas, não poderia augurar um final feliz nesta historia, só podia de facto piorar…)

Para além de terem mergulhado o país inteiro numa depressão ainda maior, a nível económico e afectivo, porque também atacaram o nosso amor-próprio, dizendo que a culpa de tudo isto era nossa e que para além de sermos estúpidos somos piegas, exigiram sacrifícios e impuseram punições aos nossos (nossos???) actos.

Ceifaram empregos aos, poucos, empregados através do aumento das tributações das Empresas, destruíram a capacidade de gerar riqueza por refrear o consumo abruptamente, ora com o aumentos dos produtos, ora com roubo de vencimentos e subsídios…
(Sim porque cada vez que um português pensa duas vezes em comprar mais um Sumol, ou uma latinha de atum e o deixa na prateleira para não gastar de mais, está a sentenciar o despedimento de várias pessoas, desde a pessoa que apanha as laranjas, ou pesca o atum, até à pessoa que os regista na caixa do supermercado e contribui ainda, para o eminente fecho das duas Empresas que o produzem…)

Eu não sou economista (graças a Deus, se não aí estaria, com certeza, a arrancar os cabelos todos, a aperceber-me, ainda com mais clareza, de toda esta situação…) mas infelizmente também não sou burra (quem me dera ser burra e não ver tanta desgraça à minha volta e naquela Assembleia…) e consigo perceber que em vez de roubarem o subsidio de férias aos funcionários públicos e castrarem desastrosamente o consumo e a vida das pessoas, bastava que os pagassem não no inicio do ano, mas nos meses que pudessem incrementar a nossa economia turística, aumentando receitas em vez de destruírem unidades hoteleira e fecharem restaurantes que sobrevivem da possibilidade dos portugueses fazerem férias.

O subsídio de Natal é outra injeção de capital na nossa economia, este movimento de dinheiro é essencial sobretudo no fim de um ano, porque possibilita a sobrevivência do comércio, de indústria e produtores, pelo acréscimo de material e capital que transitam nesta altura.

Na verdade atrevo-me a dizer que se em vez de terem aumentado impostos, tivessem aumentado os salários de todos os portugueses em 5%, estaríamos neste momento a caminhar saudavelmente para ultrapassar a crise criada pelos nossos políticos, aumentaria o consumo, a criação de emprego (mais pessoas para apanharem laranjas, pescarem atuns, registarem artigos nas caixas), diminuição do crédito mal parado, menos acessos ao subsídio de desemprego, etc.

Dinheiro gera dinheiro e quanto mais as pessoas ganham, mais acabam por gastar, a verdade é esta…


Se ganham mais também pagam mais de impostos e pagam os impostos porque têm trabalho…


E afinal depois de tanta austeridade chegam à conclusão (obvia) que a crise não se está a dissipar, antes pelo contrário, o OE não vai ser cumprido, as metas não vão ser alcançadas, a receita não está a aumentar, apesar da implementação de medidas ilegais, desiguais e anticonstitucionais…

Concordo que se combata a evasão fiscal, óbvio, mas toda e na nossa classe política há muita…

Concordo que se combata e puna a corrupção e os favores mas, uma vez mais também na nossa classe política. E o Sr. Passos Coelho também tem telhados de vidro, como todos os outros que tão prontamente atacou, antes de subir ao poder.
(O caso da formação aos arquitectos pela mão esguia e nada transparente do Sr. Relvas é um bom exemplo disso.
Este Sr. Relvas, então, é um soma e segue de escândalos, desde intimidação de jornalistas ao prodígio de se licenciar em um ano…).

Afinal nós somos os mal comportados, os indisciplinados, os gastadores, os maus gestores, os incompetentes, os piegas, as verdadeiras ervas daninhas deste país, segundo as palavras dos nossos dirigentes.

Mas a (o) Relva(s) que nos mostram tem demasiado buracos para ser um bom exemplo a seguir!!…