terça-feira, 12 de junho de 2012

O amor não acaba aqui...

Não.
O amor não acaba aqui.
Estende-se para além dos braços que o abraçam,
na certeza de ser uma utopia realizável...
Não tem um limite mortal ou imortal,
não se justifica ou simplifica
 e entende-se na complexidade de não se perceber,
ou de se querer dissecar para se analisar ao detalhe...
Não.
O amor não acaba aqui.
Porque também não começa connosco,
é um legado que nos é emprestado por Deus e pelo universo,
traz-nos o melhor e o inverso de nós mesmos...
É a força motriz ligeira e verdadeira que nos aproxima da evolução...
A humildade que nasce no perdão da nossa humanidade...
Não.
O amor não acaba aqui.
É a esperança que nos contamina de sonho,
a gratidão que nos vicia em dar a mão aos outros,
o elo belo que nos liga e mendiga continuação...
Não.
O amor não acaba aqui...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ser mãe é pera doce mas temos que ter dentes fortes Cronica 10 "A lebre e a tartaruga!"

E o tempo passa e a minha pequenicas cresce a grande velocidade... Apesar de ser completamente mimo-dependente e gostar de atenção e disponibilidade constantes, já rejeita muitas vezes o colo que lhe impede a exploração livre do mundo ao seu redor... E eu olho para ela e penso que parece que ainda foi ontem que caímos nos braços uma da outra pela primeira vez e hoje ela já gatinha, já se levanta, já dá os primeiros passos desajeitados e tropeçados agarrada e já se tenta afastar de mim quando algo lhe aguça a atenção, a dura mas, ao mesmo tempo, maravilhosa verdade é que hoje a Inês tem consciência que existe um mundo para além do colo da mamã e quer conhece-lo, experimenta-lo, vive-lo!
A parte mais complicada desta realidade? A sacanitas tem pilhas duracell e uma força descomunal, parece uma mini Popeye robusta, entroncada, com pouco cabelo, com a chucha de lado e cheia de genica... O pior? Tem 3 dentes em baixo e morde como um tubarão  desdentado mas faminto!!! Adora agarrar-nos pelas orelhas enquanto grita: -Ahhhhhhhhhhhhhhh!!!!!! E morder-nos a ponta do nariz ou o queixo e aquela porra dói à brava!
Parece a encarnação fofa e mini do Hannibal Lecter do Thomas Harris, "Hannibal the cannibal", neste caso temos "Popota the gengival!"
Eu que ainda lhe dou maminha, tenho de estar sempre atenta porque ela tem curiosidade de morder o mamilo, cada vez que lá encosta os dentinhos tenho que a tirar da mama e dizer: -Não! com ar firme e zangado e mostrar-me irredutível ao beicinho giro que a gajita faz logo a seguir, depois deixo-a retomar e ela lá tem vindo a perceber que a maminha não é Sado-maso!
Agora estamos também na fase kamikaze, cai a toda a hora, motivo pelo qual lhe comprei um parque para treinar o cair em segurança e tem resultado porque agora quase sempre aterra de fralda no chão do parque! Também tive de erradicar a cama de madeira e optar pela cama de viagem porque tinha receio que ela se magoasse quando se mete em pé na cama aos pulos...  :o)
Entretanto o cansaço da mamã que se foi acumulando deu os seus frutos e a mamã tartaruga  ficou doente, principio de pneumonia e infeção renal a bombar nos meus miseráveis 47kg de gente (não sei como há pessoas que engordam a seguir ao parto, eu nem ao peso que tinha 52kg, consigo chegar...)  e uma lebrezita imparável a querer brincadeira e cavalitas. Por pouco não tive de parar a amamentação, a medica chegou mesmo a aconselhar que eu deixasse de amamentar, mas até agora consegui manter a maminha, aliás só mesmo a maminha, porque de lado só se vê 2 maminhas, mais nada...
Qualquer dia é a Inês que pega em mim ao colo!!
Mas apesar do cansaço, das maleitas, da perda de peso olho para ela tão robusta, tão feliz, tão saudável (graças a Deus!) e penso que se a fabula da lebre e da tartaruga fosse re-escrita por mim a lebre ganhava a corrida desta vez, mas a tartaruga estaria muito contente de chegar em segundo lugar!


Cronica 1 "Maminha minha melhor amiguinha!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 2 "Cócós uma paleta de cores!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_13.html

Cronica 3 "Quando até o Exorcista tem graça..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 4 "A Bela Adormecida ou o Hobbit!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_18.html

Cronica 5 "São dois cafés e um autocarro por favor!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 6 "Parto à la Carte!"
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_17.html

Cronica 7 “Festival da Canção 2012”
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/03/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 8  "Os avós no pais das maravilhas!"
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012_04_01_archive.html


Cronica 9 "Adios, adieu, auf wiedersehen, goodbye e depois do Adeus..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.pt/2012/05/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html



domingo, 10 de junho de 2012

(Cruz)adas...

Pinto o rosto de guerra,
uma vez mais, acordo o soldado adormecido,
ferido por batalhas mas erguido nas falhas alheias!
O corpo chicoteado não dói,
habituado à suavidade da dor luta, luta após luta,
como uma prostituta feliz,
que pinta os lábios para receber os maus tratos
de quem a monta sem lhe conhecer o nome...
O amor também se chama vontade e o soldado
que no peito trago sabe amar na lamina da espada...
Faço uma vénia aos meus inimigos,
olho nos olhos de quem me vê pequenina e sorrio!
O sorriso sabe-me a sangue e a honra,
a armadura que me arma, dura o tempo suficiente...
Na consciência não encerro nenhuma guerra comprada ou começada,
mas tenho a paciência de terminar todas as batalhas
que me obrigaram a travar!
No fim olho ao redor, vejo a tristeza,
a surpresa, o desamor do adversário e tenho pena da alma pequena...
Quem subestima os outros não estima a vida e a morte
torna-se na sorte menos cruel...

terça-feira, 5 de junho de 2012

It's always darkest before the dawn...

Acidez...

A felicidade é um citrino servido em gomos,
escorre-nos pelos lábios se a mordemos
e mal mata a sede se a bebemos de um trago...
Eu hoje trago nas mãos os sorrisos todos,
estico-os como elásticos e faço de conta...
Danço no chão cheia de espinhos nos pés,
simulo prazer, simulo poder, simulo ser alguma coisa...
E uma a uma as pétalas da minha inocência caem no chão,
pisadas por mim, assim de uma forma tão dorida.
Já não tenho paciência para mais nada, porque é só o nada
que se debruça ao meu redor para me ver melhor...
Sou uma ferida tatuada por cima, um disfarce, um enlace da fraude,
uma mascara, um véu, um céu pintado num teto qualquer...
Apenas quero saber o que espero de mim mesma
e descobrir se valho a pena a descoberta de me abrir ao meio,
partir em gomos e oferecer-me aos outros.

Ganhe uma camisola oficial da Selecção Nacional


Saiba mais aqui: http://vozonradio.blogspot.pt/search/label/Passatempo