quarta-feira, 9 de maio de 2012

Exausta...

O fracasso é um abraço tépido que me envolve e se move à minha volta,
agita as asas como um pavão com o cio e eu encolho-me e dou-me à exaustão...
Nunca me lamentei tempo de mais mas isso não faz qualquer diferença,
a cabeça-me tilinta-me como um saco de moedas falsas, entre dores e horrores de pensamentos...
Todos temos momentos assim, eu sei, não sou melhor que ninguém...
Será que no fim da vida descobrimos o propósito de tudo?
O mundo é um lar inóspito, deixa-nos entrar mas faz-nos dormir no chão...
O não é das primeiras palavras que aprendemos, traz-nos o sabor amargo das frustrações,
é a primeira farpa na nossa alegria...
E o amor, por muito que seja, não sobeja nessa altura...
Sinto-me cansada, dia após dia a força fica mais para trás...
Envelheço a olhos vistos, a força anímica tornou-se anémica
porque me esqueço de alimentar ou de gritar...
Parem!
Parem-ME...
Vou fechar os olhos e fazer de conta que morri e me esqueci de deixar de respirar...

1 comentário:

Rogério Paulo Peixoto disse...

O fracasso...agita as asas como um pavão com o cio e eu encolho-me e dou-me à exaustão...

Saudades...muitas de te ler e adorei o final....Vou levar!


beijos Milupa!