quarta-feira, 18 de abril de 2012

Fim da idade dos porquês...

Arde-me a alma no sentido lato da palavra acesa,
sobre a mesa da minha vontade repousa uma sopa de letras...
Ninguém ousa quebrar o silencio dormente que à dor mente...
A verdade doi porque nos ensina o peso da sina...
Melhor assim, o amor fugiu de mim e regressou em ondas vadias,
os dias são fardos mais leves...
Nao sei se me deves um perdão qualquer...
Talvez não...
Talvez te deva agradecer o sacrificio de me virares as costas...
Foi melhor assim?
Eu sei que não gostas de perguntas e eu nunca gostei de meias mentiras...
Há tantos caminhos numa mesma estrada, nada apaga os passos,
ou os abraços que ficaram por abraçar...
Nunca mais escutarás a minha voz,
ou uma gargalhada,
nada é para sempre, nós também não o fomos,
somos meros mortais, nada mais...
Mas o timbre de tudo será tal e qual como o recordamos!
Sem porquês ou arrependimentos...
E eu?
Eu sou feliz, porque sempre fui, mesmo nos dias tristes,
sei que existes mas não confundo as coisas...
O meu caminho agora é este,
um mundo paralelo mas igualmente belo!

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