sábado, 31 de março de 2012
Gotas sólidas de gaz...
O rosto segredou dores secas, lágrimas enviusadas habituadas a dias trémulos onde as cigarras fizeram um voto triste de silêncio… A água lavou-me a voz, ensaboou-a com palavras doces como se fosses uma surpresa de Primavera… Houvera um sonho escondido nas almas doridas e esperançadas dos amores desalinhados, quando os sentimentos se vestiam com fatos coloridos e tinham bolas em vez de narizes, tudo tinha graça nessa altura, até mesmo o que não tinha graça nenhuma… Os segredos emigraram para terras quentes, felizes, de mochilas às costas partindo à aventura, numa altura em que a segurança era tudo… E tu? Tu eras um papagaio de papel, preso a uma fita de sorrisos, a gritares alto lá de cima, a acenares-me lonjuras, a veres-me pequena e térrea, nesta vontade férrea de não querer esperar terras de nunca que são sempre iguais…
quinta-feira, 29 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
O passo seguinte...
A incerteza rasga-me o sorriso em gomos pequenos,
os gestos são menos que gritos e os dias comem-se
automaticamente em ritos de guerra...
Sempre vi o lado de cá do espelho,
as cores garridas, as gargalhadas doridas
dos dias felizes e desejados...
Há um conselho implicito em cada lagrima...
Uma moral que ensina que tudo o que cai quebra e dói...
(Mesmo quando me dizes que sou inquebrável...)
O tempo não se lembra de como custa esperar,
ou desejar o inadiável...
Às vezes faltam-me as forças para carregar os ponteiros às costas,
confesso...
Não peço tudo, só um pouco de cada vez,
mas já não me restam dias inteiros para coleccionar...
Dá-me apenas o dia de hoje, o meu agora, a hora presente,
o já!
Não há mais nada que me sobeje, ou falte...
A agonia virá depois,
talvez nem esteja cá para a receber...
Quem sabe?
O futuro aDeus pertence...
os gestos são menos que gritos e os dias comem-se
automaticamente em ritos de guerra...
Sempre vi o lado de cá do espelho,
as cores garridas, as gargalhadas doridas
dos dias felizes e desejados...
Há um conselho implicito em cada lagrima...
Uma moral que ensina que tudo o que cai quebra e dói...
(Mesmo quando me dizes que sou inquebrável...)
O tempo não se lembra de como custa esperar,
ou desejar o inadiável...
Às vezes faltam-me as forças para carregar os ponteiros às costas,
confesso...
Não peço tudo, só um pouco de cada vez,
mas já não me restam dias inteiros para coleccionar...
Dá-me apenas o dia de hoje, o meu agora, a hora presente,
o já!
Não há mais nada que me sobeje, ou falte...
A agonia virá depois,
talvez nem esteja cá para a receber...
Quem sabe?
O futuro aDeus pertence...
terça-feira, 20 de março de 2012
A Firma (serie adaptada do romance de John Grisham)
Para quem gostou do filme adaptado do empolgante romance de John Grisham aconselho a ver a serie, estreou ontem no AXN à noite e devo dizer que não me desapontou!
domingo, 18 de março de 2012
Tobias aprende uma lição! (O meu segundo conto infantil!!)
Era uma vez, um macaquinho chamado Tobias que brincava com o seu amigo o elefante Igor, todos os dias! Eram os dois muito diferentes mas andavam sempre muito contentes a jogar à bola na selva ou a jogar às escondidas na relva, se bem que o elefante, como era muito grande era sempre descoberto mais depressa!
Certo dia, aparece para brincar uma pequena arara chamada Lara muito bonita e divertida que tinha uma casinha numa árvore e pergunta aos dois amigos:
-Não querem subir e vir brincar comigo?
O Tobias disse logo:
-Sim eu quero, vou já ter contigo e subo num instante!
O pequeno elefante olhou para a Lara e respondeu:
-Eu acho que não consigo… Sou muito grande e pesado… Não podemos brincar os três cá em baixo, no chão, pelo menos por um bocado?
A Lara olhou os novos amigos e disse:
-Por mim está combinado, brincamos aí em baixo então, podemos saltar à corda!
Mas o Tobias que estava curioso de ver a casa na arvore e desejoso de experimentar uma brincadeira nova, não achou boa ideia desistir só porque o amigo Igor não conseguia subir… E disse:
-Eu não quero brincar com o Igor, ele é grande e estranho e não tem tamanho para brincar connosco…
O Igor ficou muito triste, olhou para o Tobias e respondeu:
-Mas tu és meu amigo Tobias, brincas comigo todos os dias…
O Tobias ouviu mas não quis saber e subiu para a casa da arvore todo decidido.
A Lara ao ver a tristeza do elefante disse:
-Tu podes ser grande Igor, mas eu quero brincar contigo na mesma!
Mas o Igor ao ver o Tobias lá em cima, na casa da arvore, sozinho e aborrecido disse à sua amiga arara:
-Não Lara, vai brincar com o Tobias, brincas comigo nos outros dias, ele está sozinho lá em cima e eu não quero que ele não tenha amigos para brincar… Eu vou para casa jantar…
O Tobias que já estava em cima à espreita ouviu o que o Igor disse à Lara e a cara triste que o Igor fez… Pensou e percebeu que estava a agir mal, afinal não é assim que se tratam os amigos…
-Espera Igor! Vamos construir uma casa da arvore aí em baixo, no chão, assim podemos brincar os três! Vês já arranjei uma solução!
Disse o Tobias, todo contente!
O Igor quando ouviu a ideia do amigo ficou radiante e a Lara também concordou!
-Isso meu amigo elefante, fazemos a casa aqui mesmo, na relva, que divertido vai ser brincarmos os três na selva!
E o Igor respondeu:
-Hoje aprendi que não importa se sou um bocadinho estranho, nem importa o meu tamanho, desde que tenha amigos que gostem de mim como sou!
-Tu não és estranho Igor, desculpa aquilo que te disse, tinhas razão somos amigos e tens um grande coração!
Disse o Tobias um bocadinho envergonhado…
-Isso já passou, aprendeste a lição Tobias!
Disse a lara toda animada
-Tens razão Tobias não importa o meu tamanho, mas sim o coração que tenho!
E os três amigos foram saltar à corda entre risos e gargalhadas muito contentes por serem amigos, ainda que diferentes!
Certo dia, aparece para brincar uma pequena arara chamada Lara muito bonita e divertida que tinha uma casinha numa árvore e pergunta aos dois amigos:
-Não querem subir e vir brincar comigo?
O Tobias disse logo:
-Sim eu quero, vou já ter contigo e subo num instante!
O pequeno elefante olhou para a Lara e respondeu:
-Eu acho que não consigo… Sou muito grande e pesado… Não podemos brincar os três cá em baixo, no chão, pelo menos por um bocado?
A Lara olhou os novos amigos e disse:
-Por mim está combinado, brincamos aí em baixo então, podemos saltar à corda!
Mas o Tobias que estava curioso de ver a casa na arvore e desejoso de experimentar uma brincadeira nova, não achou boa ideia desistir só porque o amigo Igor não conseguia subir… E disse:
-Eu não quero brincar com o Igor, ele é grande e estranho e não tem tamanho para brincar connosco…
O Igor ficou muito triste, olhou para o Tobias e respondeu:
-Mas tu és meu amigo Tobias, brincas comigo todos os dias…
O Tobias ouviu mas não quis saber e subiu para a casa da arvore todo decidido.
A Lara ao ver a tristeza do elefante disse:
-Tu podes ser grande Igor, mas eu quero brincar contigo na mesma!
Mas o Igor ao ver o Tobias lá em cima, na casa da arvore, sozinho e aborrecido disse à sua amiga arara:
-Não Lara, vai brincar com o Tobias, brincas comigo nos outros dias, ele está sozinho lá em cima e eu não quero que ele não tenha amigos para brincar… Eu vou para casa jantar…
O Tobias que já estava em cima à espreita ouviu o que o Igor disse à Lara e a cara triste que o Igor fez… Pensou e percebeu que estava a agir mal, afinal não é assim que se tratam os amigos…
-Espera Igor! Vamos construir uma casa da arvore aí em baixo, no chão, assim podemos brincar os três! Vês já arranjei uma solução!
Disse o Tobias, todo contente!
O Igor quando ouviu a ideia do amigo ficou radiante e a Lara também concordou!
-Isso meu amigo elefante, fazemos a casa aqui mesmo, na relva, que divertido vai ser brincarmos os três na selva!
E o Igor respondeu:
-Hoje aprendi que não importa se sou um bocadinho estranho, nem importa o meu tamanho, desde que tenha amigos que gostem de mim como sou!
-Tu não és estranho Igor, desculpa aquilo que te disse, tinhas razão somos amigos e tens um grande coração!
Disse o Tobias um bocadinho envergonhado…
-Isso já passou, aprendeste a lição Tobias!
Disse a lara toda animada
-Tens razão Tobias não importa o meu tamanho, mas sim o coração que tenho!
E os três amigos foram saltar à corda entre risos e gargalhadas muito contentes por serem amigos, ainda que diferentes!
Migas, o ratinho que queria voar... (O meu primeiro conto infantil!!)
Era uma vez , um ratinho chamado Migas que era espertalhão e cantava cantigas!
Vivia num rés-do-chão com os seus pais e queria voar como os pardais…
Certo dia, enquanto tomava o pequeno almoço , o ratinho curioso perguntou à sua mamã:
-Porque não posso eu voar como o pardal Baltasar que passa a vida a cantar nos beirais? Ou pelo menos saltar alto como a rã, diz-me mamã, porque tenho de ser rato??! Cá em baixo, no rés-do-chão ninguem me ouve quando canto uma canção…
A mãe olhou o seu ratinho pequenino com carinho, fez-lhe uma festa na testa e respondeu:
-Meu querido Migas se tu voasses alto eu não podia ouvir as tuas cantigas… E eu gosto tanto de te ouvir, faz-me sorrir!
O Migas não ficou muito convencido, olhava pela janela e invejava o pardal que cantarolava todo contente em cima de um beiral, de repente, começou a chover e o pobre pardalito molhou uma asa e caiu no chão sem conseguir voar e ficou logo constipado…
-Atchim! Atchim! Pobre de mim…
Fazia o pardal Baltasar muito desconsolado…
O Migas ficou preocupado com o seu amigo Baltasar e perguntou à mãe se o podia deixar entrar em casa para se poder abrigar, enquanto lhe secava a asa.
-Claro Migas, vou-lhe já abrir a porta!
Disse a mãe.
O Pardal Baltasar ficou muito agradecido pelo gesto do amigo, sentou-se no sofá enrolado num cobertor e a mãe do Migas fez-lhe um chá!
-Tens muita sorte Migas de seres rato, sabias?
Dizia-lhe o Baltasar.
-Eu tenho sorte de ser rato? Porquê? Aqui em baixo, no rés-do chão, ninguém me vê, ninguém me escuta quando canto uma canção…
Respondeu o Migas um bocadinho zangado.
-Não, Migas estás enganado! Eu ouço as tuas cantigas! Todos os dias te ouço cantar quando pouso para descansar, cantas muito bem e fazes muito feliz a tua mãe e quem te ouve lá de cima!
Eu, desde que comecei a voar, tive de deixar o ninho e vejo muito pouco a minha mãe…
E quando começa a chover tu sabes fazer um buraquinho para te abrigares, eu não sei…
O ratinho Migas sentiu-se todo vaidoso e olhou a mãe com amor, enquanto o Baltasar se aninhava no cobertor para ficar quentinho e sentiu-se orgulhoso, afinal, já nem invejava a asa do seu amigo pardal!
Estava feliz por ser um ratinho e sentiu-se especial!
Vivia num rés-do-chão com os seus pais e queria voar como os pardais…
Certo dia, enquanto tomava o pequeno almoço , o ratinho curioso perguntou à sua mamã:
-Porque não posso eu voar como o pardal Baltasar que passa a vida a cantar nos beirais? Ou pelo menos saltar alto como a rã, diz-me mamã, porque tenho de ser rato??! Cá em baixo, no rés-do-chão ninguem me ouve quando canto uma canção…
A mãe olhou o seu ratinho pequenino com carinho, fez-lhe uma festa na testa e respondeu:
-Meu querido Migas se tu voasses alto eu não podia ouvir as tuas cantigas… E eu gosto tanto de te ouvir, faz-me sorrir!
O Migas não ficou muito convencido, olhava pela janela e invejava o pardal que cantarolava todo contente em cima de um beiral, de repente, começou a chover e o pobre pardalito molhou uma asa e caiu no chão sem conseguir voar e ficou logo constipado…
-Atchim! Atchim! Pobre de mim…
Fazia o pardal Baltasar muito desconsolado…
O Migas ficou preocupado com o seu amigo Baltasar e perguntou à mãe se o podia deixar entrar em casa para se poder abrigar, enquanto lhe secava a asa.
-Claro Migas, vou-lhe já abrir a porta!
Disse a mãe.
O Pardal Baltasar ficou muito agradecido pelo gesto do amigo, sentou-se no sofá enrolado num cobertor e a mãe do Migas fez-lhe um chá!
-Tens muita sorte Migas de seres rato, sabias?
Dizia-lhe o Baltasar.
-Eu tenho sorte de ser rato? Porquê? Aqui em baixo, no rés-do chão, ninguém me vê, ninguém me escuta quando canto uma canção…
Respondeu o Migas um bocadinho zangado.
-Não, Migas estás enganado! Eu ouço as tuas cantigas! Todos os dias te ouço cantar quando pouso para descansar, cantas muito bem e fazes muito feliz a tua mãe e quem te ouve lá de cima!
Eu, desde que comecei a voar, tive de deixar o ninho e vejo muito pouco a minha mãe…
E quando começa a chover tu sabes fazer um buraquinho para te abrigares, eu não sei…
O ratinho Migas sentiu-se todo vaidoso e olhou a mãe com amor, enquanto o Baltasar se aninhava no cobertor para ficar quentinho e sentiu-se orgulhoso, afinal, já nem invejava a asa do seu amigo pardal!
Estava feliz por ser um ratinho e sentiu-se especial!
quinta-feira, 15 de março de 2012
Santa Apolónia ou Campanhã...
Os dias são comboios de carruagens cheias...
Circulam a todo o vapor deixando carvão
ao longo do chão que me calca, devagar...
Porque não posso deixar-me ficar para trás?
Ficar a ver a linha a partir sozinha
engatada nos carris?
Já me curei tantas vezes... Tantas...
Quantas cicatrizes me cabem no corpo?
Deus diz que sabe o que faz...
(É bem capaz de saber,
espero que saiba e se encha de raiva de me ver desistir...)
Cansei-me de sorrir...
O meu sorriso perdeu a viagem,
saiu da carruagem na estação anterior,
encheu-se de amor e partiu...
Hoje não tenho forças,
vou dormir a vontade num banco qualquer...
Talvez me possas despertar mais tarde,
quando a noite me trouxer e quiser descansar...
Não me apetece lutar mais,
o desgosto arde nos meus olhos...
Já não tenho idade para angustias,
são seculos que me acompanham nesta aprendizagem ingrata
que não se farta de se agarrar a mim...
Já me curei tantas vezes...Tantas...
Quantas vidas terei de aguentar ainda?
Não me consigo libertar do castigo de querer?
Mais uma viagem...
Mais um comboio...
Mais uma partida...
Circulam a todo o vapor deixando carvão
ao longo do chão que me calca, devagar...
Porque não posso deixar-me ficar para trás?
Ficar a ver a linha a partir sozinha
engatada nos carris?
Já me curei tantas vezes... Tantas...
Quantas cicatrizes me cabem no corpo?
Deus diz que sabe o que faz...
(É bem capaz de saber,
espero que saiba e se encha de raiva de me ver desistir...)
Cansei-me de sorrir...
O meu sorriso perdeu a viagem,
saiu da carruagem na estação anterior,
encheu-se de amor e partiu...
Hoje não tenho forças,
vou dormir a vontade num banco qualquer...
Talvez me possas despertar mais tarde,
quando a noite me trouxer e quiser descansar...
Não me apetece lutar mais,
o desgosto arde nos meus olhos...
Já não tenho idade para angustias,
são seculos que me acompanham nesta aprendizagem ingrata
que não se farta de se agarrar a mim...
Já me curei tantas vezes...Tantas...
Quantas vidas terei de aguentar ainda?
Não me consigo libertar do castigo de querer?
Mais uma viagem...
Mais um comboio...
Mais uma partida...
terça-feira, 13 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Ser mãe é pera doce mas temos que ter dentes fortes... "Cronica 7 - Festival da canção 2012!"
Ser mãe é uma descoberta constante e maravilhosa!!! É também fazer figuras, como direi... "Excêntricas"... Sem nos preocuparmos com a plateia à nossa volta, porque só um espectador nos interessa nesse momento: A/O nossa/o bebé! :)))
Se não vejamos:
-Pulamos para eles só com a desejada recompensa de os vermos sorrir! (Muitas vezes no meio da rua e depois é que nos lembramos...)
-Dançamos sempre que ouvimos musica, freneticamente, à frente deles e ficamos delirantes se eles se riem e também agitam os braços!
-Fazemos teatrinhos com os bonecos e damos nomes aos bonecos, (essa é a parte que eu me divirto mais, baptizar os bonecos todos: temos a girafa Gisela, o Elefante Fante a cabra Clarinha, o macaco Migas a Galinha Guida...) fazemos as vozes das personagens todas, inventamos histórias!
-Fazemos cu-cu com os bonecos e também nós próprios (ora nos escondemos atrás da porta e aparecemos, ora atrás da fralda, ora atrás da roupinha que lhes vamos vestir...
E a parte mais IMPORTANTE, típica e recorrente...
Tchan, tchan, tchan tchan!!!
-Cantamos para eles!!!
Sim cantamos mesmo, a plenos pulmões e a toda a hora!! Para eles dormirem, para eles comerem (isso a Inês nem dá tempo porque quando vê a maminha não há cá tempo para cantorias e agora que já come sopinha ao jantar mal vê a colher quer é andamento! (Venham mas é as colheres que não há tempo para muita coisa, nem canções nem aviões, nem comboios, nem nada... LOL) e sobretudo para eles não chorarem!!! Uma canção resolve, normalmente, 70% dos choros, sobretudo se o fizermos num tom médio-alto, com cara de parvos e a sorrir ao mesmo tempo, quanto mais ridícula e repetitiva melhor!! Damos portanto connosco a cantar em todo o lado, a lembrar-nos de canções que já não ouvíamos desde pequeninos (como o "Á-Á-Á Minha Machadinha" ou "Eu vi um Sapo")
E o mais SURPREENDENTE... A inventar canções para tudo...
-Canções para vestir (no meu caso é o "1-2-3 vamos vestir a Inês, 1-2-3 um braço de cada vez!")
-Canções para o banhinho ("Vamos dar banhoca à minha pipoca! Chapinhar sabe tão bem, vamos molhar a mãe!")
-Canções quando estão a ficar zangada/os ("Não! Não! Não! Não queremos zangação!!")
E sai-nos naturalmente e sem vergonhas estas melodias, meio desajeitadas e desafinadas que entoamos com amor para os nossos tesouros, sem nos preocuparmos com outros tímpanos feridos ou incomodados à nossa volta! Porque aqueles olhos grandes, olham-nos com tanto entusiasmo e sem a mínima crítica e a nossa voz (pelo menos por enquanto...) da-lhes segurança e fá-los felizes e neste momento, sempre que nos ouvem e nos olham, temos a certeza que somos a coisa mais importante e interessante das suas vidas e isso: É a melhor sensação do mundo e recompensa tudo!
:)))))
Cronica 1 "Maminha minha melhor amiguinha!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html
Cronica 2 "Cócós uma paleta de cores!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_13.html
Cronica 3 "Quando até o Exorcista tem graça..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html
Cronica 4 "A Bela Adormecida ou o Hobbit!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_18.html
Cronica 5 "São dois cafés e um autocarro por favor!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html
Cronica 6 "Parto à la Carte!"
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_17.html
Se não vejamos:
-Pulamos para eles só com a desejada recompensa de os vermos sorrir! (Muitas vezes no meio da rua e depois é que nos lembramos...)
-Dançamos sempre que ouvimos musica, freneticamente, à frente deles e ficamos delirantes se eles se riem e também agitam os braços!
-Fazemos teatrinhos com os bonecos e damos nomes aos bonecos, (essa é a parte que eu me divirto mais, baptizar os bonecos todos: temos a girafa Gisela, o Elefante Fante a cabra Clarinha, o macaco Migas a Galinha Guida...) fazemos as vozes das personagens todas, inventamos histórias!
-Fazemos cu-cu com os bonecos e também nós próprios (ora nos escondemos atrás da porta e aparecemos, ora atrás da fralda, ora atrás da roupinha que lhes vamos vestir...
E a parte mais IMPORTANTE, típica e recorrente...
Tchan, tchan, tchan tchan!!!
-Cantamos para eles!!!
Sim cantamos mesmo, a plenos pulmões e a toda a hora!! Para eles dormirem, para eles comerem (isso a Inês nem dá tempo porque quando vê a maminha não há cá tempo para cantorias e agora que já come sopinha ao jantar mal vê a colher quer é andamento! (Venham mas é as colheres que não há tempo para muita coisa, nem canções nem aviões, nem comboios, nem nada... LOL) e sobretudo para eles não chorarem!!! Uma canção resolve, normalmente, 70% dos choros, sobretudo se o fizermos num tom médio-alto, com cara de parvos e a sorrir ao mesmo tempo, quanto mais ridícula e repetitiva melhor!! Damos portanto connosco a cantar em todo o lado, a lembrar-nos de canções que já não ouvíamos desde pequeninos (como o "Á-Á-Á Minha Machadinha" ou "Eu vi um Sapo")
E o mais SURPREENDENTE... A inventar canções para tudo...
-Canções para vestir (no meu caso é o "1-2-3 vamos vestir a Inês, 1-2-3 um braço de cada vez!")
-Canções para o banhinho ("Vamos dar banhoca à minha pipoca! Chapinhar sabe tão bem, vamos molhar a mãe!")
-Canções quando estão a ficar zangada/os ("Não! Não! Não! Não queremos zangação!!")
E sai-nos naturalmente e sem vergonhas estas melodias, meio desajeitadas e desafinadas que entoamos com amor para os nossos tesouros, sem nos preocuparmos com outros tímpanos feridos ou incomodados à nossa volta! Porque aqueles olhos grandes, olham-nos com tanto entusiasmo e sem a mínima crítica e a nossa voz (pelo menos por enquanto...) da-lhes segurança e fá-los felizes e neste momento, sempre que nos ouvem e nos olham, temos a certeza que somos a coisa mais importante e interessante das suas vidas e isso: É a melhor sensação do mundo e recompensa tudo!
:)))))
Cronica 1 "Maminha minha melhor amiguinha!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html
Cronica 2 "Cócós uma paleta de cores!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_13.html
Cronica 3 "Quando até o Exorcista tem graça..."
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Cronica 4 "A Bela Adormecida ou o Hobbit!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_18.html
Cronica 5 "São dois cafés e um autocarro por favor!"
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Cronica 6 "Parto à la Carte!"
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