segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Respiração...

Desfaço-me nas limalhas das memórias que te trazem,
nessas farripas fragmentadas de imagens tuas,
nas conversas improvisadas de histórias nossas,
quando nunca houve uma história que nos contasse aos dois...
Sim.
Amei-te.
Talvez te ame ainda, talvez sempre...
Mas o talvez nunca confortou ninguém
e a vida tem luas demais para a vivermos se calhar...
Tu mereces ser feliz e eu sei que o sou muitas vezes,
a espera é uma morte devagar, nada mais...
Vivamos pois, entre os raios de sol
que aquecem e nos esquecem, às vezes, meses seguidos...
Os dois, um de cada vez, numa vida que afinal são duas!
Nunca houve um caminho para dois passos,
mas vários espaços no nosso caminho...
E depois?
Não chores porque as lágrimas não trazem respostas,
nem aliviam o que os lábios escolheram quando se encolheram
e deixaram de dizer o meu nome...
Tens saudades minhas?
Eu tenho saudades nossas...
Do meu peito e do teu num leito qualquer a construir frases...
Mas o tempo não sabe fazer marcha à ré
e ainda bem que não sabe, porque o passado nunca sabe a nada...
Olha-te ao espelho, estás mais velho...
Eu também...
Ainda bem que o tempo nos lambe as feridas doridas...
(Só se esquece o que o tempo envelhece...)
Em breve seremos um fôlego leve a menos...
Respira...

2 comentários:

Kate Zinha disse...

Lindo, Ines!
És mt talentosa!
Parabens!

Inês Dunas disse...

Muito obrigada Kate, pelo seu carinho e pela sua visita!! Seja muito bem-vinda!!!
Beijinho em si!!!