segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Relógio (Bio)Lógico...

Viajei pelo sorriso do tempo,
beijei-lhe as faces, devagar,
segurei-lhe o rosto e o desgosto partiu,
sem se despedir...
O meu peito é um rio de aguas tranquilas,
desvia-se calmamente das pedras,
acaricia as margens do caminho,
corre sozinho muitas vezes,
mas regressa sempre ao (a)Mar...
O tempo cura tudo, dizem,
mas nós é que curamos o tempo,
no tempo que nos resta...
Ele não é mais do que um mendigo triste
que existe dentro de nós
e nos cala a voz muitas vezes...
Anseia por companhia e por quem lhe conte uma história...
O tempo sem os nossos passos
é um quadro abstracto de um pintor sem traço,
sem glória ou talento...
Uma palavra sem tradução numa ortografia desortografada...
Uma esperança sem alento,
um vento sem mudança...
Não anda para trás, não se recupera,
não se ganha, não se controla,
torna-se nada, perde-se na espera...
Porque nesta oração que chamamos Vida,
o tempo apenas presta, se o tempo que nos resta,
for vivido e insistido em momentos felizes
e o chamarmos pelo nosso nome, todos os dias!

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