quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Someone like you...

Encostei o ouvido ao chão,
onde o meu coração anda às vezes,
tentei ouvir os passos do amor
mas só ouvi a solidão a esticar as pernas...
Maldita a alma que não se cansa de sonhar
e não se contenta, apenas tenta ganhar tempo...
O tempo, porém não se ganha,
apenas podemos não o perder...
Alguém me disse que o amor não é filho único,
que amamos as vezes todas que quisermos,
basta querermos...
Mas não me avisaram que quando parte
desfaz um pouco, muito, de nós
e nos enche de luto por dentro...
Nos mostra que há um fim em cada linha...
Se encontrar noutro olhar, alguém como tu,
duvido que encontre em mim alguém como eu,
porque quem fui contigo já se perdeu
e duvido que um dia volte a amar um olhar assim...

1 comentário:

Nelson Moniz disse...

Somos nada em ilusão de palavras,
tudo não passa de uma corrente seca
em boca febril e mais nada.
Maldito o pão que se faz da alma
e a todo o silêncio que rói e nos chama.
Chama para quê?
Chama para onde?
Que sóis levam tudo isto à morte
do meu ninguém?
Que doce tristeza a sensação do outro...
o de ninguém ali no canto da praia
a ouvir o que pouca gente sente
ou se sente é irmão
do mesmo ninguém que eu...
Talvez seja como eu
em irmão diferente
– igual na desilusão
e nos olhos que vêem o mundo.