sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"Ser mãe é pêra doce, mas temos que ter dentes fortes!" Crónica 14 "O tempo dos descobrimentos, 365 dias a navegar nesta primeira viagem!"

E num abrir e fechar de olhos a minha pequenicas fez um ano, o tempo voa depressa e parece que ainda foi ontem que senti o cheirinho dela, pela primeira vez...
A independência e autonomia dela crescem a olhos vistos, já não quer que a amparemos ou a ajudemos a levantar, ajuda a despir-se e a vestir-se, vai buscar o copo da agua e bebe quando tem sede, selecciona, criteriosamente, os brinquedos com os quais pretende brincar, testa os limites que lhe impomos, constantemente, com um ar deliciosamente, desafiador!
Insubordina-se com os nossos nãos, bate o pé, refila, chora e grita a plenos pulmões quando não leva a água ao moinho dela (claro que leva muitas vezes, o raio do moinho deve estar quase afogado! Sacana que sabe, tão bem, vencer-me pelo cansaço...)

Imita tudo, percebe tudo, participa em tudo o que pode!
É manipuladora, teimosa e muuuuiiiitoooo decidida!
Quando não consegue aquilo que quer com lagrimas, muda de estrategia e dá beijinhos, abraços e diz com ar apaixonado:
-Mamã, mamã, mamã...
(Sedutora, irresistível dum raio!)
Quando não quer algo diz:
-Nanana mamã!
E foge a sete pés!
Quando a agarro, porque ainda nao consegue fugir para longe, esbraceja, esperneia, arqueia-se toda para trás ao belo estilo do Exorcista e no fim, quando se vê derrotada diz:
-Já táaaaa!
(Do género já chega, sua megera sádica e violentadora de criancinhas indefesas e fofas que esguicha soro fisiologico no meu nariz, deves ser prima da Merkel, sua mãe sem coração!)

Está uma delicia, meiguinha, simpática, espertalhona, reguila...
Canta e dança a toda a hora (tem uma estranha preferência por musica pimba e musica estilo "carrinhos de choque" sempre que ouve estes dois estilos na  televisão é o delirio, pôe-se aos pulos a imitar um canguru e a abanar a cabeça ao estilo heavy metal!)

Reconhece e identifica, apontando, as diferentes partes do corpo, olhos, nariz, boca, orelhas, maminhas (loll, porque será que esta foi a primeira?), pança, umbigo, pipi (lolol não resisti...), pernas, pés e cabelo (que aponta sempre para o meu e  puxa!)
Diferencia, sem dificuldade, um gato de um cão, até em bonecos, ou desenhos!
Identifica um circulo desenhado como sendo uma bola, encaixa peças de lego grandes, abre e fecha caixas, desde que, obviamente, sejam apenas de encaixe!

E dá grandes chapadões na minha sogra...
(Adora a avó, mas da-lhe na tromba, a seguir da-lhe beijinhos e fala-lhe com carinho e baixinho, como que a dizer:
-Vá, foi sem querer, é que estava-me mesmo a apetecer, mas gosto muito de ti, não faças muitas ondas, nem reclames muito, para ver se isto passa despercebido e a mamã não me ralha ou mete de castigo!)

Ou seja, passou-se um ano e a personalidade começa a vincar, confesso que ainda me custa habituar à ideia que a Inês está a desenvolver o seu espírito critico e quer superar sozinha os seus obstáculos diários com tanto empenho e força de vontade...
Assusta-me vê-la crescer tão rápido e ao mesmo tempo é uma descoberta viciante e maravilhosa, todos os dias floresce um pouco mais da personalidade da minha filha e da pessoa que virá a ser...
E apesar dos meus medos e inseguranças, acho que estou a dar conta do recado e sinto nos lábios um sabor doce a dever cumprido neste primeiro ano que passou!
:)
Dizem que os 2 anos são de fugir (terrible two)... Com este feitio isto promete!!



Cronica 1 "Maminha minha melhor amiguinha!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 2 "Cócós uma paleta de cores!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_13.html

Cronica 3 "Quando até o Exorcista tem graça..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 4 "A Bela Adormecida ou o Hobbit!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_18.html

Cronica 5 "São dois cafés e um autocarro por favor!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 6 "Parto à la Carte!"
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_17.html

Cronica 7 “Festival da Canção 2012”
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/03/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 8  "Os avós no pais das maravilhas!"
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012_04_01_archive.html


Cronica 9 "Adios, adieu, auf wiedersehen, goodbye e depois do Adeus..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.pt/2012/05/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html



Cronica 10 "A lebre e a tartaruga"
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/06/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html



Cronica 11 "My precious..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.pt/2012/07/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html



Cronica 12 "X-Women"
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/08/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html



Cronica 13 "Há mar e mar, há ir e voltar!" 
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/09/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html




domingo, 18 de novembro de 2012

Porque continuo a adorar a diva Popota, apesar de achar que o video deste ano não tem grande piada...


EnvelheSer

O tempo é um galope selvagem que nos vinca o rosto,
gosto de sentir os cascos a desenharem-me a pele…



Envelhecer é o privilégio de quem vive,
um direito que se adquire, um mel que se saboreia devagar,
um orgulho que nos fica bem!
Ninguém nos rouba o que vivemos, o que sofremos,
O que rimos, o que amámos, o que perdemos…
Cada dia traz as batalhas que terminam e se renovam
no tempo que nos dura…
E aquilo que somos e o que fomos chega nas medalhas de cada ruga…
Quero envelhecer sem pressa, sem plásticas ou plásticos,
não quero que a minha felicidade se meça em bisturis…
Quero ser eu mesma, velha e cheia de graça,
abençoada pela passagem do tempo!
Com ancas que doem porque amaram muitas vezes
e pariram
e deram colo!
Com pernas que se bamboleiam e se atrasam porque correram
e saltaram e se entrelaçaram em outras pernas…
Com braços que perderam a força porque abraçaram tantas e tantas vezes
e mãos tremulas que agarraram tudo o que queriam e fizeram festas, suavemente…
Quero ter o mesmo sorriso, mas marcado pela vida que vivi,
pela sabedoria que o tempo me trouxe,
pela tatuagem de cada dia!
Porque estar viva é mudar sempre
e eu nunca ouvi o riso das pedras…

domingo, 11 de novembro de 2012

Tá quase, quase, quase!!! Vem aí "Era uma vez... Os contos da Inês"

Completamente embrenhada na conclusão do meu primeiro livro infantil e apaixonadíssima pelo projecto!!! Vai chegar com o Pai Natal!!! :))))))))))))))))))))
O primeiro volume da colecção "Era uma vez... Os contos da Inês" 
E eu estou assim:
Feliz e entusiasmada!!!


domingo, 21 de outubro de 2012

Intervalo...


Perfume...



A saudade deixa rasto no teu perfume,
num lume frígido que não se apaga,
nem nos afaga o corpo…
Chorei todas as lágrimas que pude,
numa desajeitada forma rude de te amar,
em que foste pouco mais do que amiúde consolo…
O sonho é um tolo moribundo
correndo o mundo descalço,
morrendo a sorrir, no meu colo…
Fizemos cair o tempo no percalço irónico
de encontros sem toque,
onde o único conforto eram as palavras
roubadas às confidências
e as coincidências que nos vestiam tantas vezes…
E afinal nem sequer éramos parecidos…
Os risos adormecidos são agora lembranças
de esperanças, crescidas e amolecidas pela idade…
A saudade deixa rasto no teu ciúme,
No teu rancor, no teu egoísmo, amor…
E um perfume enjoativo a remorso que eu não uso,
O perdão tudo esquece!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

We had...


A despedida torna o passado mais doce,
como se fosse um sopro de morte abençoado
no efemero da vida...
Má sorte a mortalidade ser a realidade que nos cabe...
De que vale amar para sempre,
se o sempre tem a nossa hora marcada?
Há um prazo de validade em tudo,
até no amor...
Agora de nada vale chorar,
ou pedir um atraso qualquer para ter o que se quer...
O relógio do destino é surdo a preces...
Tudo tem o seu tempo, depois chega o depois,
quando o momento fugiu, no presente frio das memórias...
Nas histórias que se contam em embargada voz,
no após da madrugada da dor,
quando o amor já se despediu de nós
e partiu.



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Porque existem amores assim...


Semblante...

      


     E o tempo fugia, como fogem os primeiros raios de luz que acordam e beijam, em vida, a madrugada...
Ela olhava o horizonte que lhe fugira, de sorriso tranquilo, quase feliz, passando os dedos pelos sonhos, acariciando as mágoas, sentindo o perfume acetinado das desilusões que um dia a fizeram completa...
O silêncio era a partitura do tempo, em sons mudos e concretos, concluindo que nada havia a dizer porque as palavras eram emoções que secaram no sol da espera...
Já não haviam palmas da mão para vestir com esperança, nem dedos para percorrer utopias, nem frases inacabadas...
Apenas um tempo que fugia, trazendo as brancas medalhas da idade que salpicam os cabelos e apagam o ridículo vicio do amor...
E ela, perpetuada num sorriso tranquilo, quase feliz...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Outono?



Lambo o cheiro a lágrimas do sopro dos dias,
visto-me do cobre das árvores, despidas à força...
Há ferrugem espalhada pela vontade da minha saudade,
as gargalhadas são taças vazias de gelado, esquecidas pelo calor mais nobre...
Pobre de quem nunca lambeu uma lágrima,
despojado da dor da palavra Amor...
Condenado a ser Outono num mundo de Primaveras em flor...
Dono de si mesmo, ermo de si próprio,
ópio sem papoila.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

"Ser mãe é pêra doce, mas temos que ter dentes fortes!" Cronica 13 "Há mar e mar, há ir e voltar..."

  


          Os 11 meses da minha pequenicas trouxeram muitas e maravilhosas mudanças e algumas surpresas...
Conto primeiro a parte chata: A primeira virose, com direito a vómitos, diarreias e  febre, em simultâneo com mais umas dentolas, deixou a Inês em baixo de forma e sem apetite, só aceitava maminha, tudo o resto ou rejeitava ou acabava por vomitar (viva a amamentação, hip! hip! hooray!!), ficámos em casa as duas, em regime de maminha non stop, durante 3 dias, foi duro vê-la doente, claro que sabia que mais cedo ou mais tarde iria acontecer, as crianças adoecem, mas que custa muito vê-los assim, custa... E sim, é óbvio que sei que tenho sido uma privilegiada neste campo, a primeira virose  em 11 meses de existência!
Mas como não há mal que sempre dure, a seguir chegaram as tão desejadas férias!!! As primeiras ferias da nossa popotinha na praia!!! :)))
      Escolhemos como destino uma simpática urbanização no Algarve, para termos acesso a tudo (praia, piscinas, parque infantil, espaços verdes) com o mínimo esforço possível, os avós também vieram e foi a loucura completa, por ela, tenho a certeza, que podia ser sempre assim, os mimos todos juntos numa casa só, com direito a praia e piscina e baloiços todos os dias e mais do que uma vez! Andava histérica de alegria e confesso, nós também porque a felicidade pega-se, os avós então estavam nos píncaros!! :)
     O pior:
As viagens,  sobretudo para cá (porque também não nos apetecia nada regressar...) como se explica a esta (ou qualquer outra/o) baby cheia de energia e que já anda, que tem de estar sentadinha na cadeira (sim cadeira, já não cabe no ovo, agora viaja-se  de poltrona!!!) durante 2h  (que acabaram por ser 3h, porque entre  gritos e esticões e resmungos feios, tiveram que existir umas paragens para esticar pernas, passear, apanhar flores, comer iogolinos, tirar bolas das máquinas, mudar fraldas e limpar o vomito dos gatos dos meus pais) nas partes tranquilas das viagens ora dormia, ora eu tinha que ir a cantar com ela e a bater palmas e a comer bolachas  Maria (uma das gracinhas novas é fazer tudo o que lhe fazem, eu dou-lhe comida, ela dá a mim, eu penteio-a, ela penteia-me, leia-se arrepela-me os cabelos, eu lavo-lhe os  dentes, ela também pede logo a minha escova para me lavar os dentes, normalmente bate-me várias vezes com o cabo nos dentes até achar que estão bem lavadinhos!) :o)
Com tanta agitação numa singela viagem de 2h, qualquer destino que exija mais tempo de deslocação está completamente proibido até ela ter 18 anos,e apenas porque nessa altura ela já não quer passar férias connosco... :(
      As melhores recordações que ficam destas férias... Todas!!!
As gargalhadas da Inês quando acordou no primeiro dia e descobriu que os avós estavam lá a dormir... 
A forma como ela delirou quando nos viu todos juntos, com ela, dentro de agua!! 
Ouvir o meu pai a cantar a plenos pulmões e a bater palmas no meio da praia com ela, ou a comer alfarroba de empreitada porque a neta queria lhe dar papinha e eu saber que ele nem sequer gosta de alfarroba!
Ela e o pai a subirem e a descerem, tempos a fio, as escadas só porque ela aprendeu a subir e a descer e queria que fosse o pai, sempre, a explorar esta nova habilidade com ela, mesmo se ela fosse ao colo porque já estava cansada!
A nova manha que consiste em: "Se a mamã papa, então é porque é bom!" ou seja, só lhe apetece se estiver no meu prato, o que me leva a ter de arranjar mil e uma manobras para ela acreditar que  está a comer o mesmo do que eu e que o que está na colher estava no meu prato...
A minha mãe a comprar-lhe livros com bonecos para ela rasgar e mesmo assim tentar ler-lhe as histórias que cada vez tinham menos páginas...
As viagens pela piscina no seu insuflável, com o ar mais conquistador do mundo!
As tentativas infrutíferas de transportar agua no seu mini balde, sem nunca desistir apesar de entornar sempre! 
A alegria dela de comer ao ar livre, no terraço e ver pássaros, ou a Lua! 
A forma como ela diz banana e se ri a mostrar os dentes todos, porque acha um piadão à palavra que aprendeu com o avô!
Ouvi-la a rir à gargalhada enquanto está a sonhar... :)))
E tantas outras que as fotos perpetuam e me deixam milhões de saudades, mas também a certeza que a Inês amou as suas primeiras férias na praia e seguramente nós também!
Para o ano há mais!
:)))



Cronica 1 "Maminha minha melhor amiguinha!"
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Cronica 2 "Cócós uma paleta de cores!"
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Cronica 3 "Quando até o Exorcista tem graça..."
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Cronica 4 "A Bela Adormecida ou o Hobbit!"
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Cronica 5 "São dois cafés e um autocarro por favor!"
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Cronica 6 "Parto à la Carte!"
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Cronica 7 “Festival da Canção 2012”
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Cronica 8  "Os avós no pais das maravilhas!"
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Cronica 9 "Adios, adieu, auf wiedersehen, goodbye e depois do Adeus..."
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Cronica 10 "A lebre e a tartaruga"
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Cronica 11 "My precious..."
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Cronica 12 "X-Women"
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

No más besos al alba...


Aliteração...

Desgasta-se o gasto de gostar do desgosto...
O sol é um barco à vela acordando e ancorando nas manhãs!
A melancolia é uma bela cheia de senãos, nas vãs lágrimas de quem partiu...
Há um sabor frio na boca rouca do amor,
um paladar ingrato a pão seco, sem dar fome ou saciedade...
A saudade bailou nos teus olhos, fez pliets, petit-bas e meias pontas...
Há um eco de despedida constante num sentir inconstante
e a vida lava a roupa suja num rio qualquer, sem saber fazer as pazes...
Já não se usa amar tanto...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Já que a má sorte assim quis...


Perfume...

A vida é um caminho estreito onde cabe um mundo inteiro…
Desde o primeiro momento passamos o tempo a aprender
que pode sempre caber mais alguém…
Tenho em mim o espaço que cabe a cada laço,
a cada sopro, a cada sonho…
E um sentir imenso que torna intenso cada fôlego…
Nunca almejei ir além de mim mesma,
ou d’outra vida qualquer…
Porque tenho um universo escrito em verso
dentro de um invólucro singelo  e frágil…
É a mortalidade que nos permite viver e amar!
Só sabemos dar valor ao que se perde, ao que acaba,
Subestimamos a fragilidade da felicidade de forma mordaz,
até que se esfuma por entre o nossos dedos, e nos veste de dores,
de saudade, de loucura e de medos…
O amor é fugaz como a brisa que perfuma as flores,
dura apenas uma vida de procura…

sábado, 1 de setembro de 2012

...



Os lábios entreabriram-se, desfolharam-se, despiram-se... A procura era uma loucura contrabalançada pela musicalidade do toque e do sonho...
O sabor chamava-se amor num eléctrico chamado desejo, onde um beijo jamais seria apenas uma palavra, ou um momento governado por carris...
O hálito era um murmúrio de promessas e juras e a saliva o lacre que as selava para a eternidade, não do tempo, mas do alento e da alma...

Apresentação do livro "Poetar Contemporâneo II"

Foto de todos os autores participantes que estiveram presentes no lançamento da obra "Poetar Contemporâneo vol.II" pela Editora Vieira da Silva!
:)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Is your heart filled with pain...


Intal 5...

O tempo passa mas não apaga ou paga as dívidas...
Amei-te nos dias todos, entre sonhos que nos souberam a veludo,
quando tudo o que queria era fazer parte de parte de ti...
Perdeste-me tantas vezes que me perdi contigo...
Mas não consigo perder aquilo que senti,
num dia qualquer, que foram tantos,
quando os prantos eram fantasmas que não nos assombravam...
Esses dias passavam tão leves,
nos breves momentos de uma partilha roubada à realidade,
quando a verdade nos traía aos dois
 e eu fazia de conta que o amor justificava tudo...
No entanto, esse tanto era tão nu...
A vida segue, nas lacunas que não trazem coisas nenhumas,
mas ao menos não me iludem...
Sinto a falta de te faltar, porque a tua falta sempre me acompanhou...
Sempre te evaporaste, um oxigénio ingrato e fugaz...
Deixaste-me a asma e a saudade, num acto de piedade,
ou crueldade qualquer, em gestos frios, distantes...
E eu aprendi a viver de pulmões vazios como sempre,
como antes...

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Motivos de orgulho e lições de vida!

Eles lutam todos os dias, não baixam os braços às adversidades, nem se rotulam de coitadinhos, são portugueses VÁLIDOS e contributivos!
Aqui os únicos deficientes são os nossos políticos...

Um grito de revolta...

Estou desesperançada...
Este país deprime-me, esta classe política revolta-me, esta sociedade causa-me vómitos...
Estou farta.
Só vejo asneira à minha volta...
Eu sempre paguei os meus impostos, nunca fugi ao fisco, desconto desde os 18 anos, nunca me encostei ao subsidio de desemprego, nunca tive a arrogância de me achar demasiado isto ou aquilo para fazer este ou aquele trabalho...
E só vejo merda à minha volta e estes montes de trampa que nunca tiveram que lutar na vida por coisa nenhuma, sempre viveram das cunhas e da guita dos papás a pedirem austeridade aos portugueses, sim a nós portugueses porque eles nem deste planeta são (cambada de alienados da realidade), quanto mais deste país...
Agora vão atacar os deficientes, sim claro, agora a culpa da crise é dos deficientes, eles que paguem...
E tudo para, uma vez mais, sucumbirem à sodomização da troika, essa cambada de nazis engravatados encabeçados por uma assexuada Angela Merkel que obviamente sofre de frigidez  e deve ter uma fotografia do cabrão do Hitler na banheira para brincar com o chuveiro enquanto olha para ele..
Não há vergonha, um pingo que seja?
Os politicos foram aumentados  em 81euros...
Têm ajudas de custo para tudo...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

:)))))


Ama Dure Ser...

Existem palavras que morrem nos lábios que as beijam,
sílabas que sobejam em sentido, que ardem no fogo proibido do tempo...
E o alento parte para parte incerta...
Os actos são acções de inércia,
perdões mordidos, factos, padrões mecânicos...
E tornamos-nos números mecanográficos,
estatisticamente explicados por gráficos coloridos...
Porque nos cansámos de ser pessoas?
Porque nos cansámos de ser felizes?
Não compreendo o objectivo nocivo disto tudo...
Esta é a herança de desconfiança que legamos aos nossos filhos...
E tu? Não dizes nada que seja alguma coisa?
As crianças já não perguntam nada aos malmequeres...
E os pais só as querem astutas e com conversas adultas
porque sofreram sempre de ejaculações precoces...
As crianças já não se querem puras, nem doces...
Já não se querem crianças...
Porque os pais perderam as esperanças e as vontades
e estas idades assustam e questionam e fazem tremer e temer e querer...
Crescer...
CreSCER...
CRESCER até doer para se morrer todos os dias mais depressa...
E o tempo passa,
as palavras morrem
e as crianças sofrem...

Pobres adultos encolhidos, colhidos à pressa...



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

porque a dança pode unir o mundo... :))))))))


Jacinta aprende a beleza das outras cores! (O meu quarto conto infantil)

   Era uma vez um lindo campo florido, onde havia duas aldeias de joaninhas, a aldeia das Papoilas onde viviam as joaninhas encarnadas e a aldeia dos Lírios Azuis onde viviam as joaninhas azuis.
 As joaninhas destas duas aldeias, por terem cores diferentes, não eram amigas, nem sequer falavam umas com as outras. Era ensinado às joaninhas de cada aldeia, desde que eram joaninhas bebés, que na aldeia vizinha todas as joaninhas eram muito más e por serem de outra cor, não eram de confiança.
    Uma vez por ano havia a festa das flores no campo florido, todos os insetos amigos das flores, participavam nesta festa animada, as borboletas, as abelhas, as libelinhas, os escaravelhos e as joaninhas! Todos os insetos dançavam, uns com os outros, à volta das flores, espalhavam o pólen, protegendo e ajudando  a tornar as flores mais fortes e bonitas, de forma a haver sempre novas flores de cores diferentes, mas as joaninhas azuis e encarnadas nunca conviviam umas com as outras, mantendo sempre a distância e a indiferença entre si...
Numa dessas festas, a joaninha azul Jacinta, filha do chefe da aldeia dos Lírios Azuis, o grande chefe:  Salomão O Azulão ,andava muito entretida a cheirar as flores e reparou numa linda flor amarela, aproximou-se dela para a cheirar melhor e quando deu conta estava ao pé de duas joaninhas encarnadas que jogavam à macaca.
 Jacinta ficou logo atrapalhada, sabia que não devia estar perto delas, o pai Salomão sempre lhe dissera que as joaninhas encarnadas eram perigosas...
De repente uma das joaninhas encarnadas olha para ela e meio assustada diz-lhe assim:
    - Olá sou a Rubi, esta é a minha irmã a  Escarlate, se não nos fizeres mal podes jogar connosco!
 Jacinta ficou muito confusa, se eram as joaninhas encarnadas que eram perigosas, como é que ela podia fazer mal a alguém?
    - Eu, fazer-vos mal? Vocês é que me podem fazer mal... Nós, as joaninhas azuis, somos boas e tranquilas!
A Escarlate, que era mais nova, começou a dizer para a Rubi, já quase a chorar.
   - Mana vamos para o pé da mamã, tu sabes que as azuis não são de confiança, tenho medo, vamos...
Jacinta ficou mais confusa ainda, então aquela pequena joaninha tinha medo dela?
   -Esperem! Porque tens medo de mim, Escarlate? -Perguntou a Jacinta
   -Tu és azul, tens uma cor diferente da minha, essa diferença faz-me olhar para ti com receio... -Respondeu a Escarlate cheia de medo.
   -Mas eu nunca fiz mal a ninguém e a mim sempre me disseram que eram vocês, as joaninhas encarnadas, que eram más e não gostavam nada de nós por sermos azuis... - Defendeu-se a Jacinta
A Rubi que era muito observadora e sensata, respondeu à irmã e à Jacinta:
  - Sabem hoje é a festas das flores, o nosso campo é muito florido e bonito porque tem flores de todas as cores, as cores existem para tornar o mundo mais bonito, não deviam ser motivo de medo...
Eu gostava muito que viesses brincar connosco Jacinta! Escarlate empresta uma pinta das tuas, à Jacinta para ela jogar connosco à macaca.
A Escarlate, um bocadinho receosa, estendeu a mão à Jacinta e deu-lhe uma pinta das suas, a Jacinta sorriu e agradeceu, entre as joaninhas as pintas eram muito preciosas e só se davam em sinal de respeito e carinho.
O pai de Jacinta, Salomão o Azulão e a mãe da Rubi e da Escarlate, Bernarda a Encarnada, procuravam pelas filhas e ouviram, escondidos, toda a conversa das suas pequeninas e perceberam que era tempo das coisas mudarem entre as aldeias...
   - Jacinta, era aqui que estavas? Andava à tua procura! Estavas a brincar com estas lindas joaninhas? Disse Salomão com um sorriso.
 Jacinta com receio de um ralhete disse ao pai:
  -Estava pai, mas sabes nem todas as joaninhas vermelhas são más, estas querem ser minhas amigas...
Salomão pegou na Jacinta ao colo e disse:
  -Tens razão Jacinta, a bondade não está nas cores dos outros, mas sim nas acções, parece-me que ganhaste aqui duas boas amigas e podem brincar juntas sempre que quiserem!
 Bernarda, gostou do gesto de Salomão e disse também:
  - E quando quiseres podes ir lanchar à nossa casa, és muito bem-vinda, estou contente pelas minhas filhas terem feito uma amiga nova!
Salomão pediu a Bernarda para dançarem juntos na festa das flores em sinal de Paz entre as duas aldeias e a partir desse dia, as joaninhas encarnadas e as joaninhas azuis começaram a brincar  sempre juntas, as suas cores diferentes, misturadas, passaram a tornar os dias mais bonitos e nunca mais foram motivo de medo ou desconfiança!


Os meus outros contos infantis:

  Migas, o ratinho que queria voar...


http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/03/o-meu-primeiro-conto-infantil-o-ratinho.html

Tobias aprende a lição!

http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/03/tobias-aprende-uma-licao.html


O frango Francisco quer conhecer o mundo!

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

"Ser mãe é pêra doce, mas temos que ter dentes fortes! " Cronica 12: "X-Women"

Agora que já se passaram 10 meses vou fazer um pequeno balanço, porque como mãe e como mulher, hoje, que já ultrapassei algumas etapas, sinto-me na obrigação de partilhar os meus medos e inseguranças até aqui, porque acho que é pela partilha que podemos alcançar algum conforto e tranquilidade.
Antes de ser mãe e apesar de sempre ter gostado muito de crianças e de me sentir lindamente na sua companhia sempre me questionei se me adaptaria a este papel convenientemente. No nosso dia-a-dia, mesmo sem crianças, parece que vivemos sempre com os minutos todos contados, presos nas nossas rotinas, horas de acordar, de chegar ao emprego, compras para fazer, casas para organizar, etc., muitas vezes mal temos tempo para nós próprios. Uma criança precisa de tempo, de muito tempo e a sua chegada gera apreensão neste campo, será que serei capaz de lhe dedicar todo o tempo que ela precisa e merece?
A minha resposta é:
-Esta organização do tempo, que consiste numa definição de prioridades, acontece naturalmente!
 Quando damos conta a nossa vida está novamente organizada, de repente a sopa deles está sempre feita, as horas de deitar deles são as nossas, o banho dá-se aquela hora todos os dias e ainda se arranja tempo para um passeiozinho diário! Somos muito mais adaptáveis do que nos julgamos capazes, esta é a verdade e um bebé é algo natural na nossa vida, por isso mesmo que não acreditemos (sobretudo em nós próprios) ou nos sintamos preparados, somos geneticamente capazes de viver em função deste maravilhoso novo ser e num abrir e fechar de olhos estamos completamente adaptados a esta nova realidade!
Ainda assim não deixa de ser um desafio e uma aventura e tem de haver muita vontade e paciência.
   Quando olho para as minhas amigas, que também já têm bebés mas que conheci solteirinhas e sem filhos, sorrio e penso:
Que mulheres fantásticas!
 Estas verdadeiras heroínas anónimas, num mundo que mal as reconhece, lutam todos os dias de alma e coração para adaptarem a sua vida de maneira a conseguirem, da melhor forma que lhes é possível, com os seus defeitos e virtudes, acompanhar os seus rebentos nos seus tenros passos, cheias de amor, coragem e vontade!
Também elas, como eu, como muitas outras mulheres, recearam não estar à altura ou não saberem adaptar o seu tempo. No entanto um dia acordaram e descobriram que agora era natural, que o novo membro da família estava perfeitamente  integrado na gestão do seu dia-a-dia e que já não sabem viver de outra forma, nem querem!
         Eu também tive vontade de trazer uma enfermeira para casa no dia que me deram alta da maternidade, dava cá um jeito, nós inexperientes, cansadíssimas e em restabelecimento do parto (que é igual, pelo menos a uma grande, grande tareia) cheias de pontos, às voltas com as mamas e com terror da morte súbita, sempre com receio de dormirmos um sono profundo demais e de não acordarmos logo mal eles precisem...
        Também desesperei com as cólicas e desejei, com toda a força do meu ser, que passassem para mim, mas não passaram...
    Também eu andei com um humor de cão, cheia de hormonas até aos olhos, senti-me feia, desgastada, exausta, sem tempo para tomar um banho relaxante, pintar as unhas, meter creme no corpo, comer tranquilamente... Muitas vezes senti-me insegura, desamparada, assustada e aproveitava para chorar pelos cantos enquanto ela dormia...
Mas hoje sei e partilho:
Tudo passa, as hormonas acalmam, a experiência adquire-se (mas todos os dias surgem novos e deliciosos desafios), a rotina renova-se e em pouco tempo tudo se torna natural, como deve ser!
Todas as mudanças assustam mas esta mudança que vira a nossa vida de pernas para o ar, revela-se maravilhosa, porque nos enriquece a cada segundo, nos torna mais fortes, desperta os nossos super-poderes, transforma-nos em heroínas, anónimas para o mundo, mas as preferidas dos nossos amores!

Nota: A minha pequenicas ainda mama, ainda dorme muitas vezes na minha cama, só adormece à noite na minha companhia... E eu adoro e não quero saber se outros bebés são diferentes, esta é a minha, é única é especial, é um mundo! Cada criança é única, não as comparem, não as pressionem,  têm muito tempo de aprender a ser competitivas... Ouçam-nas, amem-nas, respeitem-nas, elas têm um ritmo próprio, necessidades próprias, não as queiram todas iguais, elas não vieram de uma linha de montagem, vieram de vós, os pais delas também únicos e especiais!


Cronica 1 "Maminha minha melhor amiguinha!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 2 "Cócós uma paleta de cores!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_13.html

Cronica 3 "Quando até o Exorcista tem graça..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 4 "A Bela Adormecida ou o Hobbit!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_18.html

Cronica 5 "São dois cafés e um autocarro por favor!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 6 "Parto à la Carte!"
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_17.html

Cronica 7 “Festival da Canção 2012”
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/03/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 8  "Os avós no pais das maravilhas!"
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012_04_01_archive.html


Cronica 9 "Adios, adieu, auf wiedersehen, goodbye e depois do Adeus..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.pt/2012/05/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html



Cronica 10 "A lebre e a tartaruga"
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/06/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html



Cronica 11 "My precious..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.pt/2012/07/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

domingo, 12 de agosto de 2012

But all the choirs in my head sang: No!


A reacção quimica do amor...

O calor é saudade em código Morse,
numa química física dos corpos que se atraem
em combustões espontâneas de saciedade e procura...
O amor?
O amor...
Adapta-se, segue, renova-se...

Mordi as ilusões todas
e as migalhas dos sonhos caem, hoje,
nas calhas dos tetos dos outros...
As promessas eternas foram cavalos de Troia, sem pernas,
armados de mentiras e medos até aos dentes...
Abri-te a alma, de par em par, demasiadas vezes,
mas nunca quiseste fazer par comigo...
Teria sido o teu leito,
 feito do teu tempo a loucura perfeita,
ancorado eternamente em cada poro teu...
Meu amor, tão meu...

Teria sido poesia, os meus lábios pelo teu corpo,
meus dedos pincéis de tinta da china, pura e quente...
Cavalgaríamos à boleia da crina dos meus cabelos pelas vidas todas,...

Não estava escrito.
Se estava, acredito que a página vestiu-se de branco e definhou vazia,
num pranto dormente...

Os lábios entreabertos, molhados, amordaçaram a língua
que nunca te provou
e partiram salgados nas aguas de Março...
Foste o pau e a pedra que me magoou em silêncio,
quando precisava de carinho como quem mendiga o pão...
 E aprendi a sobreviver com fome e sede,
sem nunca exigir nada, apesar de me ofereceres
todo o nada que pudeste...

O amor?
O amor...
Não, amor, não.

O meu corpo não racionaliza, deseja, quer, ama...
Mas a alma já não beija a fome, nem abraça a sede,
nem te lambe as costas...
Tu já não voltas e eu já não espero, nem quero ser
a rede da tua dor, enquanto consome...
 A alma comanda o corpo meu amor...
A vida não volta atrás, nem se faz esperar...
És livre para amar outras marés nessa forma distorcida
que te leva a ser como és...
 O amor?
O amor...
O amor não morre, só se transforma e lambe a ferida...



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

And if you...


Meu corpo, Nu, teu corpo...

O corpo é rastilho, combustível, incêndio...
Chama que chama o desejo por tu...
Beijo demorado pousado num sonho irascível,
compêndio nu dos sabores dos lábios sábios ou aprendizes...
O corpo é cama de odores almiscarados,
caminho de dedos, de medos, de descobertas...
É piano de palavras, pauta de gemidos, batuta dos sons
disfarçados de promessas quentes segredadas nos ouvidos...
É toque de mãos intranquilas, ardentes, ansiosas,
nervosas que se encontram e se encaixam...
O corpo vive dos sonhos perdidos que recomeçam,
no corpo que se cruza e se torna fado, musa ou enfado...
Prisioneiro do cheiro, da vontade, do martírio,
conquistador e senhor do prazer, do delírio,
ou da gargalhada rasgada...
Amanhecer da noite amargurada pela saudade,
suspiro sem cumplicidade,
solidão desmembrada,
exaustão, tristeza, incerteza, nada...
O corpo é volúpia,
é raiva, é razia, angústia...
É culpa mascarada de cíúme, queixume,
acusação vazia, remorso...
Necessidade, sofrimento, tormento,
obsessão...
 Masturbação, vaidade, frustração,
ausência. dormência, sensibilidade...
Mortalidade que obriga à intriga,
terreno de amor, de amante, de desprezo...
É leveza e peso nos ombros e os escombros da razão...
Paixão, céu, realidade...
Marca de agua da idade, véu do tempo
que se estende e nos compreende em rugas e fugas...
O corpo é encaixe, peça fundamental,
continuidade...
Fim do que é nosso e inicio do resto do mundo...
O meu é metade do teu...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Entrevista à Rádio Voz On

Veja a minha entrevista na Rádio Voz On, onde falo sobre a minha escrita, a poesia, os livros já editados, projectos no futuro e muito mais: http://vozonradio.blogspot.pt/
Facebook da rádio: http://www.facebook.com/radiovozon

O programa da rádio deu hoje à noite e volta e repetir amanhã às 18h.
:))))))

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

... Está a passar tão depressa...

Hoje,com 9 meses e 21 dias, na relva, a Inês deu 5 passos, sem apoio de ninguém, em jeito de corrida...
 A minha bebé já anda...
Está a crescer tão depressa...
Já nem quer colo, só quer andar no chão de mão dada, connosco, a treinar a sua independência...
 Ainda bem que não liguei nenhuma de todas as vezes que me disseram para não a viciar no colo, ainda bem que, enquanto pude, andei com ela ao colo, a adormeci no colo, a embalei e permiti a ambas desfrutar desses momentos o mais possível!
É maravilhoso vê-la crescer, mas esta velocidade que me rouba todos os dias um bocadinho da minha bebé deixa-me nostálgica, ainda que me ensine a valorizar e saborear cada momento...
A verdade é que há um ano e pouco (gravida de 5 meses) tirei esta foto e hoje, olho para esta altura e vejo como o tempo voa e o sonho cresce...

Do baú... :)

domingo, 29 de julho de 2012

Sono...

As íris são bailarinas desconcentradas,
ensaiando piruetas sem equilibrio,
pesadas no cansaço que as arrasta para baixo
e lhes traz o chão...
As pestanas fazem um vénia demorada,
dando a ilusão da câmara lenta,
enquanto a concentração se extenua, nua e frágil,
porque não aguenta mais nada...
A gravidade é grave, ágil e impiedosa,
orgulhosa prova que há um limite para tudo
e prova-me devagar, sem pressa em devorar o mundo que me envolve...
E o tempo devolve a noite enquanto me afoga num pranto seco,
onde me esqueço de quem sou e
a-Dor- meço...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

...

Ego(ísmo)...

Estou cansada de gritar em silêncio,
de sorrir para os rostos à minha volta no intervalo de mim mesma...
Ninguém me conhece, ninguém me vê, ninguém me escuta...
A minha luta é comigo,
no perigo iminente de um dia me derrotar
e cansar-me de Ser.
Preciso de um abraço, de um laço apertado de empatia,
sinto-me vazia à volta, envolta num imenso nada...
A amizade?
A amizade...
A amizade regressa quando precisa de mim, apenas isso...
Escorre de dentro para fora e morre no regresso...
Não peço muito, mas quando peço adormeço à espera...
Tenho saudades de ingenuidades e sonhos...
Vim fora do meu tempo talvez...
Os porquês são angústias desnecessárias e têm várias respostas possíveis...
Dos outros conheço as almas e as costas...
De mim...
Conheço que mereço mais do que tenho,
 mas reconheço que não há tamanho, capacidade, ou vontade que me silencie a saudade...
Vivo no mundo dos outros,
das vidas sempre mais importantes...
Morrendo devagar,
sem ninguém reparar, entre egoístas e sonsos e pessoas muito ocupadas, ou muito confiantes, ou distraídas...
Lambendo as minhas mãos estendidas, num mundo de mãos enfiadas nos bolsos...

sexta-feira, 20 de julho de 2012

(A Ma)gnifi(ciência) do sentir...

Ardem-me os sonhos nas promessas quebradas, vezes sem conta, o tempo é um monge budista, com um ar tranquilo, a tentar ensinar-me a imolar a dor...

O rancor nunca me vestiu de frio,
 mas cresço à pressa desde o berço
e mesmo que peça à infância para se deixar ficar, nem sempre consigo
ignorar a maldade nos outros...
A humildade onde fica?
 Morre sempre na intolerância de quem pede compreensão e encolhe a mão...
O amor recolhe sempre os erros para si...
Sofre a solidão, morre em silêncio, envenenado no cinismo de quem o invoca em vão...
A saudade não é uma resposta reposta pelo aborrecimento,
ou um sentimento de egoísmo...
Amo com todas as minhas forças,
mas o amor nem sempre chega...
O medo tem forcas e guilhotinas e cultiva a indiferença...
A entrega não é crença cega, surda ou muda,
nem se cativa em cativeiro sem luz...
A posse seduz mas não perpetua a felicidade,
nem torna a idade mais sábia...
(a tua envelheceu sem crescer...)
As pessoas em vez de amarem, falam do amor...
Sem pararem para o contemplar,
inventam cadafalsos,
histórias de sacrificios,
terror puro,
no acto inseguro de o rejeitar...
Refugiam-se em masoquismos e altruísmos falsos...
Culpam a vida,
porque a vida assusta e ir vivendo é mais simples...
(Dizem adeus e vão morrendo devagar, numa angústia assumida...)

Pobres demónios doentes, tementes a um Deus implacável,
tão engenhosos em culpar o destino,
tão generosos e orgulhosos do seu amor pequenino,
a desdenhar o que não conhecem porque merecem sempre melhor
e o amor é um acto ingrato que não enaltecem...

Conhecem? :))) Eu adoro!! Datte bayou!!!!

Naruto surpreendeu-me, fala de valores importantes tais como a lealdade, a coragem, a tolerância e a empatia! Diverte, comove e vicia! Eu já me apaixonei completamente pelas personagens e não perco um novo episódio da saga, aconselho aos amantes do género! :)))


Resumo da história:
Há 12 anos atrás, houve uma grande batalha entre os shinobis (ninjas) da Vila da Folha e um monstro, esse monstro era a raposa Kyuubi, com nove caldas e um tamanho gigantesco.
 Além do seu enorme poder, a raposa podia impor-se a qualquer um, foi o que aconteceu até a vinda do 4º Hokage (título dado ao maior shinobi da vila) que num acto de extrema coragem e honra, deu a sua vida para salvar a vila da total destruição.
Porém, o 4º Hokage não conseguiu destruir por completo esse demónio e para salvar a Vila da Folha teve de selar a Kyuubi num bebé, esse bebé era Uzumaki Naruto.

     Naruto, ao contrário do que o 4º previa e desejava, não passou a ser visto como o herói da vila e, apesar de ter sido criada uma lei para que não se pudesse falar na Kyuubi, o bebé, a partir dali, passou a ser considerado o próprio demónio.
Com isso, Naruto cresceu solitário e sem amor, tendo como única ocupação a academia de ninjas. Naruto sempre procurava, de alguma forma, ter a atenção dos outros, mesmo que fosse com brincadeiras infelizes e patetas, mas, invés de aproximar as pessoas, Naruto era mal interpretado e desconsiderado por todas as pessoas da vila, à excepção de uma menina, Hinata.

    Apesar da fama inconveniente de Naruto, o seu professor Iruka, cuja família foi morta pela raposa, identifica-se com o menino, pois, sem pais e amigos, Naruto estava a ter uma infância parecida com a sua....
Conhecendo a insuportável dor da solidão, Iruka, estende-lhe a mão, e torna-se o seu primeiro amigo, estabelecendo o primeiro laço afectivo de Naruto.

    Com um amigo por perto, Naruto consegue vencer a solidão, e apesar de já ter sido reprovado três vezes na academia de ninjas, consegue ser aprovado na quarta tentativa, tornando-se finalmente um Gennin ( ninja iniciado).
Porém, Naruto não pretende ser um Gennin para sempre, mas sim um Hokage, como o que selou nele a Raposa Demónio e ser, um dia, respeitado e reconhecido por todos.

     Quando se torna um Gennin a sua aventura como ninja promissor começa e torna-se aluno do mestre Kakashi, juntamente com dois outros Gennins, Sakura (uma menina por quem Naruto tem uma paixoneta) e Sasuke (cujo o objectivo é vingar-se do seu irmão Itachi, que matou os seus pais, Sakura é completamente apaixonada por Sasuke).

     Estas três personagens tornam-se vitais para Naruto, com Kakashi aprende os verdadeiros valores que devem unir os amigos e Sasuke e Sakura tornam-se os amigos que Naruto jura proteger com a sua própria vida.
     No elo destes 4 amigos se desenvolve a raiz de toda a história. Mas Naruto tem o dom de contagiar as pessoas e ao longo de cada aventura faz novos amigos fiéis e dá lições de vida, humildade e lealdade, distribuindo esperança. perseverança e coragem!

(1ªSerie)
http://www.animesheaven.com.br/2007/07/naruto-1-temporada.html
 (2ªserie)
 http://www.animesheaven.com.br/2007/07/naruto-shippuuden-1-temporada-anr.html

quarta-feira, 18 de julho de 2012

:))) My pretty little girl...

"Ser mãe é pera doce mas temos que ter dentes fortes": Cronica 11 "My precious..."

   (A pedido de muitas familias cá vai a minha pequenicas "undercover" (claro porque a internet tem muitos olhudos...) equipadinha para o seu passeio diário!! O nome é Póta... Popota!!!)


  E o tempo voa, assustadoramente rápido, quero segurar cada dia nas mãos e não consigo, a minha bebé cresce, sempre cheia de pressa...
Já se passaram 9 meses, 9 meses deliciosos e intensos e já tenho grande dificuldade em recordar como era a minha vida antes da Inês... Sempre me considerei uma pessoa feliz, mas afinal a felicidade pode ser muito maior e melhor, ser mãe é uma dádiva maravilhosa e sinto-me extremamente abençoada!

Obrigada pequenicas por existires e me ensinares tanto sobre o amor! <3

Todas as fases têm sido giras, agora estamos na fase da descoberta do sentimento de posse, aprendeu o que significa partilhar e nem sempre acha boa ideia... Ora me tenta enfiar a chucha na boca, como se quisesse partilhar o seu maior tesouro comigo, como agarra com unhas e dentes algo que tem nas mãos, quando lhe peço e desata aos gritos e a gesticular furiosa se lho tiro!
Adora bebés, crianças e animais, mas ai de mim se pego noutro bebé ao colo, chora desalmadamente e até soluça...
(Do género: "Arranja outra mamã que esta já está ocupada!!!")

Na verdade, provavelmente pelas saudades que tem ao longo o dia, quando a vou buscar torna-me sua refém absoluta, não posso desaparecer do seu campo de visão, que parece logo uma pobre órfã abandonada, chora, grita, diz: "mamãaaaaa", num choro desesperado e quando me vê, de novo, só acalma no meu colo bem abraçadinha a mim, enquanto lhe dou milhares de beijinhos na testa, ou na cabecinha...

Ok...
Confesso:
Eu sofro dum delicioso síndrome de Estocolmo e amo loucamente a minha sequestradora, adoro e até me diverte, a forma como ela me tenta manipular (95% das vezes com sucesso) para obter a minha atenção permanente e exclusiva! Claro que às vezes é complicado, quando nem posso fazer xi-xi sem ela me estar a controlar, ou ter de estar a fazer xi-xi e a cantar para ela me ouvir... :o)

Ás vezes é cansativo e também desejo ter uns minutos de tranquilidade absoluta, claro, quem não tem momentos de cansaço e de puro egoísmo?

Mas, é tão bom ao mesmo tempo, ver o sorriso que ela faz sempre que me vê, ela olha-me, sempre, como se eu fosse fantástica, mesmo quando acabo de acordar com uma moca maior do que eu! Mal abre os olhos, procura-me com o olhar, sorri e diz olá e eu derreto-me imediatamente e o cansaço dissipa-se quase completamente!
Sinto-me como o anel, do "Sr. dos Anéis" nas mãozinhas do Smeagol!
(Claro que a minha pequenicas, ao contrário do Smeagol, é linda de morrer, com aqueles olhos castanhos esverdeados que me enchem a alma e aquele sorriso que enche de luz qualquer sala!)

Sou uma mãe babada, admito e sou-o literalmente, porque a Inês dá-me tantos beijinhos que ando sempre com as bochechas a pingar, porque ela ainda só os sabe dar assim, maravilhosos e babões!
E estes são, indiscutivelmente, os melhores beijinhos do mundo!


Cronica 1 "Maminha minha melhor amiguinha!"
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Cronica 2 "Cócós uma paleta de cores!"
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Cronica 3 "Quando até o Exorcista tem graça..."
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Cronica 4 "A Bela Adormecida ou o Hobbit!"
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Cronica 5 "São dois cafés e um autocarro por favor!"
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Cronica 6 "Parto à la Carte!"
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Cronica 7 “Festival da Canção 2012”
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Cronica 8  "Os avós no pais das maravilhas!"
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Cronica 9 "Adios, adieu, auf wiedersehen, goodbye e depois do Adeus..."
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Cronica 10 "A lebre e a tartaruga"
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terça-feira, 17 de julho de 2012

Eu sei!

Surrealismo...

O olhar vazio era agora uma ausência de contornos, a imagem do rosto partira sem deixar o perfume do ultimo beijo...

Ela era uma nesga de neblina vestida de menina-mulher, dançando os joelhos nus com um sorriso terno e sonhador... Ele via-a ao longe, na imagem do seu pensamento atormentado, visualizava um futuro abstrato de casas com asas e personagens perfeitas a respirar esperança...
 Imaginou ela a dizer que o amava, baixinho num tom nervoso e ansioso de confissões secretas e proibidas... Ele a pegar na mão dela e a pousar a testa sofrida na palma da sua mão, numa entrega honesta de quem admite que pertence ali e o seu lar sempre foi o seu colo...
Mas o olhar regressava despido, entregue à realidade de um presente que não lhe trouxera presente algum, porque a oferta não lhe trazia nenhuma procura...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ode aos (des)amores ridiculos....

Lambo as lágrimas do meu cansaço, abraço o embaraço da tua ausência de aço, que me trespassa e amassa o orgulho que a paciência adoptou uma vez mais...
Olho para trás, não estás na sombra que me cobra a saudade, a idade dá-nos a mao e não nos diz mais nada...
Fico cansada, mastigo um momento feliz que encontro entre a tristeza, nesta destreza mental que me permite sobreviver e me insiste em ensinar a esquecer aquilo que não me é humanamente possível...
A minha mente mente, ao inconsciente que nos esconde numa gaveta que não comprometa a realidade que resta nesta aventura que se chama vida...
A sobriedade porém não gosta de aventuras, mas ninguém é estupidamente sóbrio a este ponto...
Conto os dias que nos separam...
Conto os motivos que nos permitem ser animais esquivos e assustados...
Conto os sinais que nos param embriagados em verdades morais, desmoralizados...

E rimo as palavras na esperança de embelezar o ridículo.

domingo, 8 de julho de 2012

Salvem as ervas daninhas!...

Tenho que o dizer, já não aguento mais, pronto, já não dá…

“Ainda bem que votaram no PSD, parabéns caros eleitores que deram o seu voto a estes Srs!

(Sim chamemos-lhes Srs. para não ser indelicada e ter de lhes chamar aquilo que são… As alternativas realmente não são de qualidade mas quem votou na direita, numa altura destas, não poderia augurar um final feliz nesta historia, só podia de facto piorar…)

Para além de terem mergulhado o país inteiro numa depressão ainda maior, a nível económico e afectivo, porque também atacaram o nosso amor-próprio, dizendo que a culpa de tudo isto era nossa e que para além de sermos estúpidos somos piegas, exigiram sacrifícios e impuseram punições aos nossos (nossos???) actos.

Ceifaram empregos aos, poucos, empregados através do aumento das tributações das Empresas, destruíram a capacidade de gerar riqueza por refrear o consumo abruptamente, ora com o aumentos dos produtos, ora com roubo de vencimentos e subsídios…
(Sim porque cada vez que um português pensa duas vezes em comprar mais um Sumol, ou uma latinha de atum e o deixa na prateleira para não gastar de mais, está a sentenciar o despedimento de várias pessoas, desde a pessoa que apanha as laranjas, ou pesca o atum, até à pessoa que os regista na caixa do supermercado e contribui ainda, para o eminente fecho das duas Empresas que o produzem…)

Eu não sou economista (graças a Deus, se não aí estaria, com certeza, a arrancar os cabelos todos, a aperceber-me, ainda com mais clareza, de toda esta situação…) mas infelizmente também não sou burra (quem me dera ser burra e não ver tanta desgraça à minha volta e naquela Assembleia…) e consigo perceber que em vez de roubarem o subsidio de férias aos funcionários públicos e castrarem desastrosamente o consumo e a vida das pessoas, bastava que os pagassem não no inicio do ano, mas nos meses que pudessem incrementar a nossa economia turística, aumentando receitas em vez de destruírem unidades hoteleira e fecharem restaurantes que sobrevivem da possibilidade dos portugueses fazerem férias.

O subsídio de Natal é outra injeção de capital na nossa economia, este movimento de dinheiro é essencial sobretudo no fim de um ano, porque possibilita a sobrevivência do comércio, de indústria e produtores, pelo acréscimo de material e capital que transitam nesta altura.

Na verdade atrevo-me a dizer que se em vez de terem aumentado impostos, tivessem aumentado os salários de todos os portugueses em 5%, estaríamos neste momento a caminhar saudavelmente para ultrapassar a crise criada pelos nossos políticos, aumentaria o consumo, a criação de emprego (mais pessoas para apanharem laranjas, pescarem atuns, registarem artigos nas caixas), diminuição do crédito mal parado, menos acessos ao subsídio de desemprego, etc.

Dinheiro gera dinheiro e quanto mais as pessoas ganham, mais acabam por gastar, a verdade é esta…


Se ganham mais também pagam mais de impostos e pagam os impostos porque têm trabalho…


E afinal depois de tanta austeridade chegam à conclusão (obvia) que a crise não se está a dissipar, antes pelo contrário, o OE não vai ser cumprido, as metas não vão ser alcançadas, a receita não está a aumentar, apesar da implementação de medidas ilegais, desiguais e anticonstitucionais…

Concordo que se combata a evasão fiscal, óbvio, mas toda e na nossa classe política há muita…

Concordo que se combata e puna a corrupção e os favores mas, uma vez mais também na nossa classe política. E o Sr. Passos Coelho também tem telhados de vidro, como todos os outros que tão prontamente atacou, antes de subir ao poder.
(O caso da formação aos arquitectos pela mão esguia e nada transparente do Sr. Relvas é um bom exemplo disso.
Este Sr. Relvas, então, é um soma e segue de escândalos, desde intimidação de jornalistas ao prodígio de se licenciar em um ano…).

Afinal nós somos os mal comportados, os indisciplinados, os gastadores, os maus gestores, os incompetentes, os piegas, as verdadeiras ervas daninhas deste país, segundo as palavras dos nossos dirigentes.

Mas a (o) Relva(s) que nos mostram tem demasiado buracos para ser um bom exemplo a seguir!!…

terça-feira, 12 de junho de 2012

O amor não acaba aqui...

Não.
O amor não acaba aqui.
Estende-se para além dos braços que o abraçam,
na certeza de ser uma utopia realizável...
Não tem um limite mortal ou imortal,
não se justifica ou simplifica
 e entende-se na complexidade de não se perceber,
ou de se querer dissecar para se analisar ao detalhe...
Não.
O amor não acaba aqui.
Porque também não começa connosco,
é um legado que nos é emprestado por Deus e pelo universo,
traz-nos o melhor e o inverso de nós mesmos...
É a força motriz ligeira e verdadeira que nos aproxima da evolução...
A humildade que nasce no perdão da nossa humanidade...
Não.
O amor não acaba aqui.
É a esperança que nos contamina de sonho,
a gratidão que nos vicia em dar a mão aos outros,
o elo belo que nos liga e mendiga continuação...
Não.
O amor não acaba aqui...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ser mãe é pera doce mas temos que ter dentes fortes Cronica 10 "A lebre e a tartaruga!"

E o tempo passa e a minha pequenicas cresce a grande velocidade... Apesar de ser completamente mimo-dependente e gostar de atenção e disponibilidade constantes, já rejeita muitas vezes o colo que lhe impede a exploração livre do mundo ao seu redor... E eu olho para ela e penso que parece que ainda foi ontem que caímos nos braços uma da outra pela primeira vez e hoje ela já gatinha, já se levanta, já dá os primeiros passos desajeitados e tropeçados agarrada e já se tenta afastar de mim quando algo lhe aguça a atenção, a dura mas, ao mesmo tempo, maravilhosa verdade é que hoje a Inês tem consciência que existe um mundo para além do colo da mamã e quer conhece-lo, experimenta-lo, vive-lo!
A parte mais complicada desta realidade? A sacanitas tem pilhas duracell e uma força descomunal, parece uma mini Popeye robusta, entroncada, com pouco cabelo, com a chucha de lado e cheia de genica... O pior? Tem 3 dentes em baixo e morde como um tubarão  desdentado mas faminto!!! Adora agarrar-nos pelas orelhas enquanto grita: -Ahhhhhhhhhhhhhhh!!!!!! E morder-nos a ponta do nariz ou o queixo e aquela porra dói à brava!
Parece a encarnação fofa e mini do Hannibal Lecter do Thomas Harris, "Hannibal the cannibal", neste caso temos "Popota the gengival!"
Eu que ainda lhe dou maminha, tenho de estar sempre atenta porque ela tem curiosidade de morder o mamilo, cada vez que lá encosta os dentinhos tenho que a tirar da mama e dizer: -Não! com ar firme e zangado e mostrar-me irredutível ao beicinho giro que a gajita faz logo a seguir, depois deixo-a retomar e ela lá tem vindo a perceber que a maminha não é Sado-maso!
Agora estamos também na fase kamikaze, cai a toda a hora, motivo pelo qual lhe comprei um parque para treinar o cair em segurança e tem resultado porque agora quase sempre aterra de fralda no chão do parque! Também tive de erradicar a cama de madeira e optar pela cama de viagem porque tinha receio que ela se magoasse quando se mete em pé na cama aos pulos...  :o)
Entretanto o cansaço da mamã que se foi acumulando deu os seus frutos e a mamã tartaruga  ficou doente, principio de pneumonia e infeção renal a bombar nos meus miseráveis 47kg de gente (não sei como há pessoas que engordam a seguir ao parto, eu nem ao peso que tinha 52kg, consigo chegar...)  e uma lebrezita imparável a querer brincadeira e cavalitas. Por pouco não tive de parar a amamentação, a medica chegou mesmo a aconselhar que eu deixasse de amamentar, mas até agora consegui manter a maminha, aliás só mesmo a maminha, porque de lado só se vê 2 maminhas, mais nada...
Qualquer dia é a Inês que pega em mim ao colo!!
Mas apesar do cansaço, das maleitas, da perda de peso olho para ela tão robusta, tão feliz, tão saudável (graças a Deus!) e penso que se a fabula da lebre e da tartaruga fosse re-escrita por mim a lebre ganhava a corrida desta vez, mas a tartaruga estaria muito contente de chegar em segundo lugar!


Cronica 1 "Maminha minha melhor amiguinha!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 2 "Cócós uma paleta de cores!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_13.html

Cronica 3 "Quando até o Exorcista tem graça..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 4 "A Bela Adormecida ou o Hobbit!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_18.html

Cronica 5 "São dois cafés e um autocarro por favor!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 6 "Parto à la Carte!"
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_17.html

Cronica 7 “Festival da Canção 2012”
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/03/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 8  "Os avós no pais das maravilhas!"
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012_04_01_archive.html


Cronica 9 "Adios, adieu, auf wiedersehen, goodbye e depois do Adeus..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.pt/2012/05/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html



domingo, 10 de junho de 2012

(Cruz)adas...

Pinto o rosto de guerra,
uma vez mais, acordo o soldado adormecido,
ferido por batalhas mas erguido nas falhas alheias!
O corpo chicoteado não dói,
habituado à suavidade da dor luta, luta após luta,
como uma prostituta feliz,
que pinta os lábios para receber os maus tratos
de quem a monta sem lhe conhecer o nome...
O amor também se chama vontade e o soldado
que no peito trago sabe amar na lamina da espada...
Faço uma vénia aos meus inimigos,
olho nos olhos de quem me vê pequenina e sorrio!
O sorriso sabe-me a sangue e a honra,
a armadura que me arma, dura o tempo suficiente...
Na consciência não encerro nenhuma guerra comprada ou começada,
mas tenho a paciência de terminar todas as batalhas
que me obrigaram a travar!
No fim olho ao redor, vejo a tristeza,
a surpresa, o desamor do adversário e tenho pena da alma pequena...
Quem subestima os outros não estima a vida e a morte
torna-se na sorte menos cruel...

terça-feira, 5 de junho de 2012

It's always darkest before the dawn...

Acidez...

A felicidade é um citrino servido em gomos,
escorre-nos pelos lábios se a mordemos
e mal mata a sede se a bebemos de um trago...
Eu hoje trago nas mãos os sorrisos todos,
estico-os como elásticos e faço de conta...
Danço no chão cheia de espinhos nos pés,
simulo prazer, simulo poder, simulo ser alguma coisa...
E uma a uma as pétalas da minha inocência caem no chão,
pisadas por mim, assim de uma forma tão dorida.
Já não tenho paciência para mais nada, porque é só o nada
que se debruça ao meu redor para me ver melhor...
Sou uma ferida tatuada por cima, um disfarce, um enlace da fraude,
uma mascara, um véu, um céu pintado num teto qualquer...
Apenas quero saber o que espero de mim mesma
e descobrir se valho a pena a descoberta de me abrir ao meio,
partir em gomos e oferecer-me aos outros.

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Saiba mais aqui: http://vozonradio.blogspot.pt/search/label/Passatempo

sábado, 26 de maio de 2012

...

Purgatório

O corpo bateu asas e libertou-se da alma, a consciência era uma aresta pesada que o cortava devagar, libertando-o do casulo da culpa...
   Ela partira numa manhã quente, as faces rosadas eram agora papoilas albinas em jarros de águas fétidas... A vida evaporara-se dos seus pulmões em vapor de lágrimas sem dar lugar a mais nada... Ele nem a vira partir mas podia imaginar tudo e isso era a ferrugem tetanica que lhe corroía cada poro numa gangrena lenta...
Ainda podia ter momentos de felicidade, roubados ao amor que emprestava aos outros, mas nunca seria feliz, sorria a sombreado num amiúde ténue, nos raros dias em que a memória não lhe trazia o rosto que ele temia esquecer e ao mesmo tempo desejava ser capaz de apagar da mente torturada...
Amava-a e odiava-a ao mesmo tempo, desejava-lhe uma vida longa e feliz e logo a seguir imaginava-se a sabe-la morta de forma a fazer um luto único e enterrar, uma vez só, aquele amor doentio...
E de todas as vezes que lhe dedicava as ultimas lágrimas pedia a Deus que a salvasse porque não saberia viver sem Ela...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cavalo de guerra?



Como estou de molho, doente em casa, com a minha pequenicas resolvi ter coragem e ver o filme porque é dos tais, que eu sei ,nunca me deixam indiferente...
 Não me arrependo de ter visto e de ter chorado (como calculava que iria acontecer, daí ter adiado ver o filme até agora...) e soluçado e  desejado que o mundo fosse um lugar mais doce...
Realizado por Steven Spielberg, que eu admiro e me agita por dentro desde o E.T., "O Cavalo de guerra" fala-nos de amor, altruísmo e esperança! Conta-nos uma história que apaixona, comove e ensina, entre um cavalo e as várias pessoas que se apaixonam por ele, entre elas, nós mesmos! Joey limita-se a escutar e a sua empatia e coragem tocam-nos e transformam-nos ao longo do filme e fazem-nos torcer para que o esforço e a amizade vençam sempre, mesmo em duros tempos de guerra...

Por isso aconselho-o com um maço de lenços de papel!

P.S. A Inês acordou a meio, viu o Joey e sorriu, como sorri sempre que vê o Gaspar e a Gabriela,  (os nossos gatos) com aquele ar curioso e deliciado, com os olhinhos brilhantes da febre... :)))

domingo, 20 de maio de 2012

Do baú...

Crioestaminal, Criovida e outras que tais...

Hoje em dia os futuros pais para além de serem confrontados com um cem numero de opções/decisões válidas e conscientes relativamente aos seus bebés,  tais como testes de rastreio, por exemplo a amniocintese , que acho aliás essencial caso haja algum indicador (através do controlo ecografico, do resultado do rastreio bioquimico,de antecedentes familiares, a idade gestacional da mamã; etc.) que o justifique, eu fiz e não me arrependo.
 São também assediados por estas empresas (e digo assédio para não dizer ameaça) que apregoam poder salvar a vida dos nossos filhos daqui a uns anos através da crio-preservação das celulas do cordão umbilical e os tentam manipular a tomar uma decisão que dizem ser a diferença entre a vida ou a morte dos seus pequeninos.

Em primeiro lugar quem garante que daqui a 5 anos estas empresas ainda estejam em funcionamento?

Em segundo lugar se uma criança tiver uma pre-disposição genetica para a leucemia, por exemplo, de nada serve guardar as suas celulas porque não a poderão curar...

Em terceiro lugar eles não garantem que consigam conservar as celulas, porque não o podem garantir...

Eu doei as celulas do cordão umbilical da minha pequenicas ao banco público, o LUSOCORD, o que fez para mim o único sentido válido e consciente, a Inês tal como eu (que estou inscrita no CEDACE), é assim uma possivel dadora e digo possível porque mesmo no Banco Público nem todas as celulas são viáveis para Crio-preservação.

Eu até vou mais longe e digo no parto todos os bebés (pela recolha do cordão umbilical) deveríam automaticamente ser dadores do banco público, a menos que os pais assinassem um documento onde expressassem a vontade de não o fazer, ou  fazê-lo para um banco privado. Todos os dias nos Hospitais publicos nascem crianças cujos cordões umbilicais não são aproveitados e eventualmente poderiam salvar alguém... Deveria ser pratica comum tentar a crio-preservação de todas essas celulas que se perdem e vão para o lixo e só não ser feita se fosse expressa vontade dos pais não o fazer, ou pagar a um privado a tentativa da sua preservação.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O meu fu(TU)ro!

O som do futuro é um monólogo cristalino,
entoado por um violino frágil e delicado
que tem nas cordas a sabedoria de um velho contador de histórias...
As vitórias são pautas em papel esbatido,
custam a ler, mas valem a pena!
Há uma pequena covardia que se agarra ao meu dia-a-dia,
em dias aleatórios...
Nos momentos em que as pautas me parecem obras dificéis
que me cobram tempo de que não disponho...
O sonho não precisa de tempo, porém!
Ninguém devia gastar dias a rir ao acaso,
porque o que é maravilhoso não se gasta, apenas se ganha!
E assim o futuro passa a ser um passo mais perto
um certo abraço de conforto que não me importo de esperar
até ao fim!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Exausta...

O fracasso é um abraço tépido que me envolve e se move à minha volta,
agita as asas como um pavão com o cio e eu encolho-me e dou-me à exaustão...
Nunca me lamentei tempo de mais mas isso não faz qualquer diferença,
a cabeça-me tilinta-me como um saco de moedas falsas, entre dores e horrores de pensamentos...
Todos temos momentos assim, eu sei, não sou melhor que ninguém...
Será que no fim da vida descobrimos o propósito de tudo?
O mundo é um lar inóspito, deixa-nos entrar mas faz-nos dormir no chão...
O não é das primeiras palavras que aprendemos, traz-nos o sabor amargo das frustrações,
é a primeira farpa na nossa alegria...
E o amor, por muito que seja, não sobeja nessa altura...
Sinto-me cansada, dia após dia a força fica mais para trás...
Envelheço a olhos vistos, a força anímica tornou-se anémica
porque me esqueço de alimentar ou de gritar...
Parem!
Parem-ME...
Vou fechar os olhos e fazer de conta que morri e me esqueci de deixar de respirar...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Don't Play boys...

Pois é a Playboy regressou, honestamente com um regresso em mau, a meu ver. (sem ter visto nada...), a Rita Pereira uma jovem promissora, cheia de talento e com um ar muito simpatico, devia educadamente ter (esquecido a parte apelativa, leia-se cachet) declinado este convite se não estava à vontade para o aceitar ou então a Playboy devia ter educadamente rejeitado as condições da actriz. Trata-se da Playboy e nesta revista a malta ou se despe ou não tem piada!! Quem a compra quer ver mais do que umas fotos que poderia encontrar na Happy ou Cosmopolitan, quer ver nudez e aqui não houve... Oh! Ritinha eu sou uma menina, como tu e digo-te foi uma má opção, a nudez também pode ser elegante claro, mas a Playboy é exuberante e atrevida, cada macaco no seu galho!
Esta produção revela insegurança, tua e da revista! Ou se tem coragem de tirar a roupa para a Playboy (e não tem mal nenhum ter ou não ter, são escolhas assumiveis e dignas de respeito) ou não se tem, é tão simples como isto!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ser mãe é pêra doce mas temos que ter dentes fortes Crónica 9 "Adios, adieu, auf wiedersehen, goodbye, e depois do Adeus!"

E a minha pequenicas que já tem 6 meses, 7,500kg, 64cm e um dentinho a romper tem uma mamã que pertence, novamente, à classe trabalhadora (findo o tempo da licença de maternidade + férias...) e não sofreu nada com isso, já eu não posso dizer o mesmo... Para mim foi medonho, uma semana antes de começar a trabalhar já andava a choramingar pelos cantos com um sentimento de culpa maior que eu, só sentia que estava a abandonar a minha bebé e que ela não ia entender o porquê desta separação... :'(((
 Um mês e meio antes do deadline para o regresso, ela começou a estar todos os dias pelo menos uma hora, com a avó, na minha presença mas sem eu interferir (muito), durante esse tempo era a avó que a passeava no carrinho, lhe mudava a fralda, lhe dava a sopinha e até a embalava para adormecer, queria que ambas se sentissem o mais confiantes possíveis uma com a outra, porque iria chegar o dia em que eu não estaria lá para lhe pegar ao colo caso houvesse birras e afins! O plano correu muito bem, a Inês habituou-se rapidamente a ver a avó como uma terna cuidadora! Mas, ainda assim o primeiro dia foi um terror para mim, na noite anterior nem dormi, ficava feita idiota a olhar para ela e a olhar para o telemóvel a ver passarem as ultimas horas que sentenciavam o fim da exclusividade da Inês quanto à sua mamã e sentia-me a pior mãe do mundo...
Sabia que tinha pensado em tudo ao pormenor para o bem estar físico da Inês, até a redução da amamentação já tinha sido posta em prática, gradualmente, desde os 5 meses, primeiro introduzi a sopa ao almoço e 15 dias depois a sopa ao jantar, de forma a conseguir manter a amamentação apenas 4 vezes ao dia, correu tudo bem e continuo a amamentar a Inês, sem problemas e sem me explodirem as maminhas no emprego!!
Mas a parte emotiva temia que não fosse tão fácil de gerir e para mim, não foi, nem é...
A vida é deliciosa porém nem sempre é fácil! 
E assim chegou a celebre segunda-feira, 9 de Abril, o dia D (de Drama) depois da fantástica noite em claro, às 6h da manhã toca o despertador e eu já estava a amamentar a minha vampirinha da maminha desde as 5h50m, depois mudei-lhe a fraldoca, deixei-a dormir até as 7:00h, hora em que acendi o candeeiro de tecto para ela ir acordando devagarinho, e preparei-a para sairmos as duas de casa as 7h15m... :'(((
Prometi a mim mesma não chorar à frente dela, não queria enerva-la e cumpri (estou uma mulherzinha... LOL)
A minha mãe, eufórica e ansiosa, esperava por nós à porta do prédio!
Como combinado foi ela que tirou a Inês do ovo e ficou logo com ela ao colo, nesse momento (apesar de ter sido eu a estipular que assim fosse) senti um murro no estômago, tinha tanta vontade de a estrafegar com miminhos... Mas ela quando está no meu colo não quer passar para outro e assim nem chorou sequer, ficou a olhar para mim com aqueles olhos lindos, enormes e expressivos e sorriu enquanto eu a enchi de beijocas no colo da minha mãe, depois fiz-lhe adeus e mandei beijinhos uma serie de vezes (isto repete-se todos os dias) e ela ria-se, entendeu aquilo como mais uma brincadeira da mamã!!
E eu entrei no carro e pronto... O MUNDO ACABOU!!!
Chorei desde a casa da minha mãe até quase ao trabalho, depois fui ouvindo a rádio COMERCIAL e a RFM na esperança que as rubricas da manhã me arrancassem uns sorrisos...
Era mau chegar lá a chorar e cruzar-me com os colegas dos outros departamentos todos e ter de responder à pergunta que se adivinhava: -Então estás a chorar? O que é que se passou? 
  E pronto eu iria desatar a imitar as cataratas do Niágara e nem conseguiria articular palavra... (Já as colegas do meu departamento sabiam que eu iria estar assim, estilo flor murcha e corcomida pela intempérie, porque quando falámos ao telefone, antes do dia temido, até lhes sugeri que levassem umas galochas!!! Nota: As minhas meninas são umas fofas e encheram-me de miminhos e abracinhos porque sabiam que eu ia estar mais deprimida que o Bambi quando perdeu a mãe...)
Minutos antes de chegar ao destino, recompus-me, depois foi aguentar umas looooongaaaas 6h até voltar para casa, alimentando-me sofregamente com telefonemas de hora a hora para a minha mãe, onde descobri, estupefacta que a Inês estava fofa e radiante (fiquei aliviada mas ao mesmo tempo, egoistamente, surpreendida, achava que ela ia sentir muito a minha falta, cheguei a pensar:
-Será que ela não gosta assim tanto de mim???)
Mas a Inês é um bebé e não tem ainda bem a noção do tempo, para ela 1m ou 1h podem ser iguais depende apenas de sentir ou não as suas necessidades suprimidas).
Porém, quando a fui buscar, senti-me completamente recompensada, pediu logo o meu colo, agarrava-se a mim e ria-se às gargalhadas e depois começou logo à procura da sua melhor amiga... A maminha!!! E eu pensei:
Ooooohhhh!!!... A minha pequenicas teve saudades minhas e ama-me!!!! :)))))))))))
 E eu sou a mamã dela e não há trabalho, ou tempo de separação que possam interferir neste amor e pelo menos enquanto a maminha continuar a bombar, eu serei a pessoa mais importante do mundo para ela e o meu colo o seu maior conforto!!
 (Acho que a vou amamentar até aos 59 anos, pelo menos...)

  
Cronica 1 "Maminha minha melhor amiguinha!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 2 "Cócós uma paleta de cores!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_13.html

Cronica 3 "Quando até o Exorcista tem graça..."
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 4 "A Bela Adormecida ou o Hobbit!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/01/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_18.html

Cronica 5 "São dois cafés e um autocarro por favor!"
http://librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

Cronica 6 "Parto à la Carte!"
http://www.librisscriptaest.blogspot.com/2012/02/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter_17.html

Cronica 7 “Festival da Canção 2012”
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012/03/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html


Cronica 8  "Os avós no pais das maravilhas!"
http://librisscriptaest.blogspot.pt/2012_04_01_archive.html

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Lançamento do livro "Poetar Contemporâneo Vol.II"

Participo em mais este delicioso projecto das "Edições Vieira da Silva com os poemas "Quimeras" e "Inconfidências" e estarei presente no lançamento neste domingo, dia 29,pelas 16h no Hotel Real Palácio em Lisboa! :)) Gostava muito de contar com a presença de todos aqueles que seguem o meu percurso literário e o meu blog, beijinhos e até sabado!! :)))

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Fim da idade dos porquês...

Arde-me a alma no sentido lato da palavra acesa,
sobre a mesa da minha vontade repousa uma sopa de letras...
Ninguém ousa quebrar o silencio dormente que à dor mente...
A verdade doi porque nos ensina o peso da sina...
Melhor assim, o amor fugiu de mim e regressou em ondas vadias,
os dias são fardos mais leves...
Nao sei se me deves um perdão qualquer...
Talvez não...
Talvez te deva agradecer o sacrificio de me virares as costas...
Foi melhor assim?
Eu sei que não gostas de perguntas e eu nunca gostei de meias mentiras...
Há tantos caminhos numa mesma estrada, nada apaga os passos,
ou os abraços que ficaram por abraçar...
Nunca mais escutarás a minha voz,
ou uma gargalhada,
nada é para sempre, nós também não o fomos,
somos meros mortais, nada mais...
Mas o timbre de tudo será tal e qual como o recordamos!
Sem porquês ou arrependimentos...
E eu?
Eu sou feliz, porque sempre fui, mesmo nos dias tristes,
sei que existes mas não confundo as coisas...
O meu caminho agora é este,
um mundo paralelo mas igualmente belo!