quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Porque toda ela é poesia! :))))

Arco-Iris...

É simples dizer-te que te amo,
e é tão fácil concretizar este sentimento
a cada instante...
Amo-te muito mais e muito além de mim
e beijo as mãos das dores que te trouxeram
numa gratidão sôfrega...
Existem cores por descobrir no teu sorriso,
tons que ninguém baptizou, ainda,
mas que perfumam o teu semblante...
Sento-me diante do teu tenro percurso,
espectadora de uma curta metragem deliciosa,
à espera das sequelas todas, orgulhosa de mim própria!
Cada desenvolvimento é um alento novo,
um carro de gelados cheio de sabores inesperados!
Cada dia uma alegria melhor do que a anterior,
onde conquisto a tranquilidade que me faltou sempre
e me disto dos fantasmas que me assombraram tanto tempo...
Chamar-te amor até me sabe a pouco,
porque já chamei tantos amores desta forma
e tu superaste tudo e todos...
Talvez o incondicional tenha sido inventado para ti,
para te fazer justiça como mereces!
Olho-te, enterneço-me, esqueço-me dos cinzentos
e dos dias de chuva e tu simplesmente,
adormeces no meu colo, numa inocência mais sábia que tudo...
Trouxe-te ao mundo e tu trouxeste-me o mundo todo
num sorriso,
nesse riso que arriscas cheio de cores por inventar,
cores sem nome, tão tuas,
que me pincelam as ruas da esperança!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Take my hand, take my whole life too!

A (O) que sabe o amor?

Existe um chilreio de esperança na alma cansada dos sonhos...
Um canto celeste que nos dá os bons dias de manhã
e nos lembra da amplitude do mundo, lá fora!
Há uma aurora que se perde muitas vezes, uma alvorada atrasada,
que nos deixa à espera de pijama,
sem vontade de sair da cama da derrota, que esgota as forças do recomeço...
Ás vezes também me esqueço de ligar o desperta(dor) e não estremeço como devia...
E o amor descalça-se e sai, sem fazer barulho,
para não incomodar mais...
Existem dias de luto, que mais parecem noites cerradas,
quando dançamos com as sombras angustiadas do nosso ser,
a valsa é uma auto-comiseração que desliza pelo nosso salão de baile,
que nos segue, mesmo quando lhe largamos a mão,
com um sorriso de Mona Lisa que acompanha e perturba...
O amor derruba todas as barreiras?
Não.
Dá-nos apenas um impulso para podermos saltar,
mas não nos pega ao colo, nem as torna mais pequenas...
A vontade depende sempre de nós...
O amor é uma voz imparcial, não obriga, nem permite,
nem impede lutos ou alvoradas...
É uma dádiva que escolhemos na nossa vida, ele não impõe a presença,
nem se deixa roubar...
Vive naquele chilreio das manhãs, às vezes deixamos que nos acorde,
às vezes nem reparamos na sua existência...
Passamos a vida a esperar por ele e a desdenhar o seu valor...
Pobre amor, tão mal compreendido,
sempre fez o melhor que soube...
Sabe tão pouco e a tão pouco...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O meu amor ja tem 2 meses! :)))

"Ser mãe é pêra doce, mas temos que ter dentes fortes" Crónica 2 "Cocós... Uma paleta cheia de cores!"

Quando eu pensava em ter de mudar fraldas à Inês, estava longe de imaginar que existe uma doutrina quase, na arte de interpretar os cocós... Para mim um cocó era apenas isso mesmo... Um cocó... Mas não, afinal era uma grande ignorante e nem sabia!
:o)
Claro que já sabia o que era o mecónio, o primeiro cocó dos bebés, claro que entre o saber que existe e vê-lo, ao vivo e a cores vai alguma distância!
O mecónio (há quem chame ferrado) é uma espécie de mousse de esparregado, um creme espesso, num verde muito escuro que se agarra ao rabinho deles e dura alguns dias quando nascem... Sei que hoje já não olho para o esparregado sem me lembrar dos primeiros presentinhos da minha filhota!Sei também que existe uma magia qualquer em ser mãe porque nos faz ficar felizes cada vez que eles fazem cocó, é um bocado pateta, eu sei, mas dou comigo a dizer:
-Boa filha deste um pum!
(E fico toda contente por aquele feito da pequenota!)
Ou então:
-Isso filha faz força, grande cocó filha!
(Quando a vejo a ficar vermelhita e a fazer sons do género: ahhhhhhhhhh!!!)

A verdade é que não tenho nenhum fetiche por fraldas, mas um verdadeiro pânico das cólicas... E se ela faz cocó à grande, é sinal que terá menos cólicas nesse dia, ou nem as terá de todo!
E as cólicas são um pesadelo... Ela chora, contorce-se, grita e eu sinto-me a pessoa mais impotente do mundo... :((((
Treina-se 30 mil maneiras diferentes de lhes pegar a ver se passa, faz-se massagens, tentamos ajuda-los a fazer puns, mas aquilo dói à mesma e eles sofrem imenso...
E nós sofremos de os ver sofrer...
O mais surpreendente é que passam as cólicas e ela sorri, como se não tivesse tido nada!
Os bebés são uns valentes, ao pé deles somos uns mariquinhas porque eu, quando tenho cólicas, mesmo depois de passarem, fico como se tivesse sido atropelada por um camião cheio de mamutes...

Agora estamos na fase do cocó amarelo, este cocó é um sabidinho escapadiço, porque de quando em vez, consegue fugir da fralda, ora sobe pelas costas, ora desce pelas meias... Ás vezes evade-se mais do que uma vez por dia, o safado e agarra-se à roupa com unhas e dentes...
:)
A Inês deve adorar este cocó fugitivo, porque sempre que isto acontece ela ri-se muito, deve ser quentinho...
:O
Ou então é de ver a minha expressão de incredibilidade quando vejo o que aconteceu...
:O
Há uma semana conhecemos uma nova "raça" de cocó, o verde com excesso de lactose, ora eu quando vi aquele ilustre desconhecido, na fralda da Inês, resolvi ligar para a Saúde 24 (ao menos aí não me vêem, sempre que pergunto alguma coisa estúpida)e perguntar se este cocó novo e verduxo era normal. Aí começou um novo drama na minha vida e da Inês que se arrastou por longaaasssss 24 horas!!!
Ora na Saúde 24, depois de um exaustivo inquerito onde inclusive me perguntaram se eu tinha deixado cair a Inês (deixar cair os bebés provoca cocó verde???), chegaram à conclusão que era excesso de lactose, ou seja:
Supostamente, a Inês estava só a mamar o primeiro leitinho da mama, sem chegar ao outro e esse leite é mais rico em lactose, isso provoca, supostamente, mais colicas e esta coloração nas fezes... E aconselharam a retirar com a bomba esse primeiro leite e só dar a mama a seguir.
Isto faz sentido certo?
Faz! Claro!
Eu meti logo em prática, confiante que a Inês ficaria boa num instante (só que a Inês não parecia estar mal, estava bem disposta e já nem tinha cólicas há 3 dias...)
Começou então a saga:
A Inês chorava com fome e eu pegava na bomba e freneticamente (porque entretanto ela estava a chorar com fome, certo?) retirava leite da maminha que lhe ia dar e não, não podia tirar leite antes dela ter fome, porque aí produzia mais e la mamava ela o suposto leite!!
A Inês chorava, chorava...
:'(
Incrédula por me ver a tirar o leitinho em vez de lhe dar logo a mama e depois irritava-se quando lha dava e gritava porque o leitinho não fluía, como era habito ( o segundo leite é mais espesso e dificil de extrair para o bebé)...
E depois era difícil perceber quando devia parar a extracção do leite, porque a mama não tem um nível, nem uma campainha que toca ou avisa quando chegamos ao outro leite... Certo?
O pior:
Começou a ficar presa dos intestinos, o cocó vinha mais espesso e mal fez nesse dia, resultado:
CÓLICAS MONSTRO!
E de 3h/3h o martírio de extrair leite enquanto ela chorava de fome e depois ela a gritar porque o leite não vinha como era habito...
Ao fim de 24h, que me pediram na saúde 24 para aguardar e ver se o cocó voltava ao normal...
Liguei para o centro de saúde, atendeu-me a enfermeira Susana, um amor, expliquei tudo o que estava a acontecer, ela deixou-me falar até ao fim (mas devia estar a tapar o telefone com a mão e a rir-se, do outro lado...)e disse-me aquilo que eu e a Inês, mais queríamos ouvir:
-Dê a maminha normalmente, sem retirar leite nenhum, se só a cor do cocó mudou mas a bebé está bem, não se preocupe que logo a cor volta ao normal, ás vezes a cor do cocó muda sem haver problema nenhum!

Assim fiz, confesso que apesar de aliviada por acabar aquela pré-ordenha-stress, com algum receio de que houvesse algum problema e o cocó não voltasse ao normal e habitual, amarelinho...
Mas, eis que rapidamente normalizou e voltou ao belo cocó escapadiço que se agarra aos bodys e às meias da Inês!
E la continuo eu:
Boa filha! Grande cocó!!
:)))


Crónica anterior:
http://librisscriptaest.blogspot.com/2011/12/ser-mae-e-pera-doce-mas-temos-que-ter.html

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Chuva ácida...

Há um sabor a chuva na noite dos teus olhos,
um gotejar de lamento ácido,
que corrói as palavras e as rasga numa dor contida...
Talvez tenha sido um tormento efémero,
infantil, imaturo, ridículo até...
Um amor de verão que começou porque estavas receptivo
e te apetecia devorar o mundo em gargalhadas,
mas não terminou sem te trazer a noite...
Perdeu a beleza pueril de construir castelos na areia molhada
e hoje é um sofrimento puro que te veste da cabeça aos pés...
Sim. Amaste.
A pontuação já explicou tudo.
Terminou, como terminam as férias grandes dos miúdos...
Passou a correr e tu ficaste para trás,
encolhido, cheio de medo, cheio de vazio...
E o frio abraçou-te e choveste e desfolhaste-te
e hibernaste dentro de uma concha, ou de uma caverna sem luz...
A espera de uma Primavera que nunca veio,
que se atrasou a ver as flores à janela e se esqueceu de ti...
Houveram gestos de promessas que não fizemos,
que comeram os restos que ficaram no prato das frustrações...
E aqui jazem as migalhas das ilusões todas,
entre a chuva que escorre por ti abaixo,
debaixo do olhar de tanta gente,
que não sente o sabor a amor nos teus olhos...

E a todos Um Feliz Natal!! Este p'ra mim vai ser muito especial! :)))

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Xeque-Mate...

A vida é um tabuleiro de xadrez...
Seguimos nas quadriculas negras,
num caminho que está longe de seguir a direito...
Presos a regras efémeras, caímos muitas vezes
nos tanques cúbicos de água...
Nascemos peões felizes querendo experimentar o mundo,
atingimos a maioridade num galope ambicioso...
Somos apresentados à magoa e à desilusão e descobrimos
que somos torres edificadas de resistência,
mas vulneráveis aos sismos da vida...
Como bispos aprendemos a criticar,
temos consciência dos erros dos outros
e da pouca consistência dos nossos...
Como Reis sabemos amar quem admiramos,
apenas porque nos amam, ou porque nos deviam amar...
Desperdiçamos banquetes em cima dos mais pobres...
Aprendemos a perder batalhas,
a lidar com a traição e a trair o nosso reino...
A ver os olhos dos outros postos em nós
e a ter medo que nos vejam como vidro ...
Depois somos rainhas...
A nossa voz nem sempre é ouvida,
conhecemos tiranos que nos tiram do sério,
e ambicionamos um império que não ousamos conquistar
porque os castelos são muralhas de dois lados...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

I love U Baby!!!! :)))))))))))

"Ser mãe é pêra doce, mas temos que ter dentes fortes" Crónica 1 "Maminha, minha melhor amiguinha!"

Resolvi começar a escrever esta crónica porque um dia a minha Inês, provavelmente, também será mãe e nessa altura eu, como avó, vou cometer imensos erros ao ter a mania que sei mais do que ela e enerva-la quase à loucura.
Nessa altura, eu espero bem, que ela me esfregue na cara isto que escrevi neste momento, para que eu me recorde dos meus medos e stresses quando ela apareceu na minha vida e a compreenda melhor!


É indescritível o prazer que eu vejo que a minha filhota tem, quando vê as maminhas, ri-se para elas e quando começa a mamar parece que o mundo à volta se torna mais pequeno e eu, quando a vejo tão feliz e tranquila sinto-me importante e melhor pessoa!
Mas convenhamos amamentar não é fácil!!!
Primeiro foram os mamilos gretados, eles são amorosos e nós amamos-os com a força toda da nossa alma mas caramba, tão pequeninos e parece que já trazem dentes naquelas gengivas pequenas e muito cor de rosa...
Antes da Inês nascer eu, para me precaver, besuntava os mamilos com uma pomada à base de lanolina, que hidrata os mamilos e é também reparadora, na esperança de nunca ter de passar por essa tortura...
Deve ter ajudado porque só tive os mamilos gretados, depois dela nascer, uma semana... Uma semana... 7 longos dias...
Ora nessa altura a minha vampirinha do leite, mamava mais ou menos de 2h/2h e nem sempre agarrava o mamilo à primeira... Ora quando temos os mamilos gretados, (ou seja feridos com sangue e tudo...)tudo o que queremos é que eles agarrem no mamilo de uma vez, enquanto nós pensamos em 34578964 mil asneiras cabeludas, porque aquilo dói como um raio... Se correr bem, ou seja se eles não perderem o mamilo, fizerem bem a pega, ou seja abocanharem a aureola da mama e tudo e não interromperem a mamada, ou resolverem adormecer a mamar e logo a seguir acordar e retomar, só dói p'ra aí uns 30 segundos (uns longooossss 30 segundos... que parece pouco, mas não é...)e depois passa, o resto até é gratificante porque dá gosto vê-los mamar! E quando eles terminam, nós pensamos só volto a passar por isto daqui a 2 horas...
O meu pior momento foi uma bela noite em que a vampirinha descobriu que a maminha também fazia de chuchinha e queria lá ficar, feliz e aconchegada! Ora eu no meu estado normal teria percebido isso, mas eu estava longe de estar no meu estado normal... Logo, quando a Inês não queria largar a mama e chorava desalmadamente se eu a tirava do peito, a minha conclusão foi:
Oh! Meu Deus o meu leite deve estar a enfraquecer, a bebé não fica satisfeita...
Resultado:
Eu a desesperar e a avó da Inês a dizer muda a menina de mama que já não deves ter leite nessa... (na Maternidade disseram para eu só dar uma mama de cada vez... Mas naquele momento qualquer ideia era bem-vinda...) E assim fiz e a Inês chuchava, irritava-se qd saía o leite (porque tinha a pancinha mais que cheia já e só queria brincar com o mamilo) e eu pensava, o leite está fraco de certeza, porque ela irrita-se ao mamar...
:((((((
Esta saga durou 4horas e eu com os mamilos gretados e completamente desfeita por pensar que ia deixar de conseguir amamentar a Inês...
A sorte:
:O)
No dia seguinte tinha, felizmente, de ir fazer o teste do pézinho ao centro de Saúde, a Sra. Enfermeira Paula, uma querida, a quem eu devia erguer uma estátua pela paciência, compreensão e sobretudo por não olhar para mim como se eu fosse uma idiota (o que não deixava de ser verdade...) deu-me colinho, tranquilizou-me e fez-me ver que afinal a Inês não tinha fome, era apenas bem mais esperta do que a mãe! (Ora se podia chuchar na maminha porque havia ela de querer chuchar num bocado de silicone que nem sequer pinga leitinho?!)
;)
Pesou a Inês e afinal a pobre bebé, mal alimentada, tinha aumentado 250g nessa semana...
:0)
E afinal devia continuar a dar só uma maminha em cada mamada, porque o leite materno primeiro sai mais aguado (essencial para hidratar o bebé) e depois sai mais espesso (mais gordo, essencial para alimentar o bebé)e se o trocarmos de mama, diminuímos o tempo de mamar em cada uma e corremos o risco de só o deixarmos beber o leite que sai primeiro de ambas as maminhas.
A Inês também aprendeu que a maminha não é chucha, lá teve que se contentar com o silicone para esses momentos, depois mudei para chuchas de látex e ela lá ficou mais convencida, gosta mais!
Mas a maminha continua a ser o seu verdadeiro amor!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Maré da meia tarde...

(...)
E as saudades tropeçaram, entre as correrias de salmoura que as lágrimas rasgaram, foram cristais líquidos de atropelos, intermitentes...
A dor caiu-lhe nos lábios, num movimento brusco, os dentes abraçaram-lhe as palavras e sangrou sem se dar conta...
Ensaiou discursos disparatados que se esfumaram no horizonte dos olhos dele, galopou no silêncio cego de um adeus sem sílabas de despedida... O tempo era agora um vento cruel a secar-lhe o rosto com rugas... Tentou esticar os braços mas o aço do desalento puxou-lhe os músculos da esperança até rasgar... E deixou-se ficar, viva, num corpo morto, de olhos em maré alta a vê-lo partir com as gaivotas dos sonhos...
in:"Purpurinas"

sábado, 3 de dezembro de 2011

Muda em riso esse lamento...

Cair da folha...

No Outono, quando as árvores se despem e deixam cair
por terra, o dourado da sua entrega,
será que se esquecem que se vestiram de esperança
o resto do ano?


Há um egoísmo des(humano) na mudança...
Ainda nos falta aprender que não devemos esquecer o amor,
mesmo que tenha sido breve,
ou tenha roubado o sal dos nossos olhos...
O amor deve ficar connosco,
mesmo o que passa...
Devemos guarda-lo numa taça da nossa alma,
para sorvê-lo em golos espaçados,
mais tarde,
com calma,
quando a dor tiver passado...
O amor arde e consome-nos,
mas no fim restam as cinzas,
que também aquecem e o calor da pele tolera melhor...
Há nele uma parte de nós que não deve morrer,
que existiu, que foi real, que importou...
Uma primavera antes do Outono,
quando se despem as árvores...
O abandono do que foi, é a amputação do que somos,
um membro fantasma doloroso...
Deixemos que adormeça devagar,
que acorde transformado, tranquilo,amadurecido...
Que seja uma recordação feliz e não um sentimento penoso
a devorar-nos a carne...
Deixemos que pertença à alma e se esqueça do corpo ferido e orgulhoso...
Deixemos que faça sentido, porque nos fez importantes,
a nós e aos outros que nos importaram...
Permitamos que tenha sido bonito, porque valeu a pena!
Guardemos os instantes felizes, os momentos só nossos,
o brilho de cada olhar, os movimentos partilhados...
Que dure para sempre, porque foi digno de durar
e nos perpetua no infinito!