quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Este levava-me ao altar... Prrrrrrrrrrrrrrrr!!!!

Cegueira...

Existem náuseas de cores escuras a tingir os teus olhos,
entre a retina do desgosto e a íris da melancolia,
há um refluxo de arrependimento que te marca o rosto
como navalhas...
Existem gralhas no texto do teu caminho,
falhas pequenas, quase imperceptíveis,
invisíveis a olho nu...
Tu abraçaste-as numa morte anunciada,
quando escolheste selar com velcro o teu sentir,
aprendeste a mentir a ti mesmo e a verdade partiu de madrugada,
depois de fazer amor contigo uma ultima vez...
A boca sabe-te à acidez do adeus,
quando a dor da tua voz mente ao redor,
num desamor próprio tão impróprio para consumo...
E o rumo segue, sem ti, porque já não existes,
desistes de o alcançar ou de te cansar a persegui-lo...
És um estimulo involuntário de pena,
num gesto autoritário de auto-controlo...
Um resto do nada que te abandonou e que se deixou ficar para trás,
que já nem falta te faz...

domingo, 27 de novembro de 2011

E porque não?

Neste Natal vou oferecer cabazes de produtos portugueses de empresas portuguesas, produtos gourmet, miminhos que sabem bem e ajudam a nossa economia!

Deixo-vos algumas sugestões de marcas:
-Zira Cadaval (compotas e bolachas)
-Oliveira da Serra (azeites, azeitonas)
-Arch Brito (sabonetes)
-Casa da Prisca (patés, compotas)
-Casa Mateus (doces, compotas)
-Regina (Bombons, chocolates)
-Vieira de Castro (rebuçados, amêndoas)
-Delta (café)
-Espiga (especiarias)

:)))

Fado património da humanidade, mas antes de mais património nosso, parte de nós, alma do nosso povo, canto das nossas lágrimas...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Every man in sight...

Pedestais...

Deslizam-me as palavras em xailes de seda pelos ombros,
numa caricia delicada, beliscada de sentido...
Num arrepio de suavidade , mordido pelos lábios,
devagar...
Houve uma malícia burlesca nas gargalhadas espalhadas
aos ventos da saudade,
entre promessas dispersas em casas escritas no céu..
E um véu de juventude irreflectida que despiu os olhos
proibidos e desnudou as rugas da razão...
A vida deslizava em carris de montanhas soviéticas,
divertidas ou invertidas ou simplesmente patéticas...
O chão fugia-nos, corria à nossa frente,
era um galgo anémico e anoréctico mas arrogante...
Não havia trela que o segurasse ou algo que o tornasse humilde...
E nós só queríamos que o tempo se tornasse nosso amante
e nos permitisse amar...
Mas o tempo fez um voto de castidade há muito tempo atrás...
Tornou-se um assexuado com um passado sombrio...
E o frio da recusa encontrou-nos,
tornou-me uma musa intocável e a ti um escultor sem amor,
criando estátuas ocas que embelezam igrejas fúteis em altares inúteis...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Não perca a 4ª parte do 1º Capítulo de " O acordar dos sentidos"

Já disponível mais uma parte desta fantástica e controversa estória, viaje pelas letras deste brilhante autor e situe-se na historia do nosso país, afinal você é uma das personagens!

Siga em:
http://rabiscosdealma.blogspot.com/

A não perder!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

I've got my pride and I know how to hide...

Vicissitudes...

As pedras descalças da calçada correm rua abaixo,
apressam a tua chegada nas sombras fugidias das esquinas...
Existem viúvas em prantos de luto em céus cabisbaixos,
velando o amor em dias de choro,
como aves de rapina entristecidas...
Todo o mundo se apressa para te ver chegar,
mas se vens, vens sem pressa...
Ao fundo das ruas não se sente o perfume dos teus passos
a marcar compassos inquietos,
no lume ansioso de um encontro duvidoso...
Já vivi muitas vidas sem ti,
mas vivi, apesar de tudo e da dor de o saber...
Tu desfolhas os dias sem morrer pela distância,
porque te ouço rir ao longe, muitas vezes...
Se calhar, porque calhou assim,
nunca esteve destinado sermos destino um do outro...
E os dias angustiados, à espera, hão de sarar,
lambendo feridas com a língua salgada...
E as pedras da calçada, cansadas de correr descalças,
vão aprender a caminhar, devagar, nas montras da vida...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Paint the sky with stars...

A primeira Primavera...

O teus olhos sabem-me aos dias de Primavera,
àquele sabor morno que têm as tardes num alpendre,
à espera do perfume das primeiras flores...
O amor assume um andar majestoso nos sabores da tua voz,
nesse palrar, sem falar, que me diz tudo,
onde me iludo a pensar em significados tacteis...
Sempre te amei!
Mesmo quando não existíamos sequer,
numa escravidão feliz da inevitabilidade...
Meu sentido de dever sem sentido,
que me aguça os sentidos todos!
Minha irracionalidade cheia de razão de ser!
Fruto do meu corpo, sangue do meu sonho...
Quem deu a vida a quem, meu amor?
Já não me lembro de mim antes de ti...
Será que existi mesmo?
Vivi na dor de me perder antes de te encontrar,
morri na permanência da espera,
no suplicio do teu tardar...
Renasci no nosso encontro,
agora respiro os segundos todos da tua existência,
num vicio eterno e terno de sentir a primeira Primavera!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Livro "Poetar Contemporâneo" Sessão de Autografos Amanhã em Lisboa!

Edições Vieira da Silva e Autores (onde me incluo!)
Têm o prazer de a/o convidar para a sessão de autógrafos da obra poética "Poetar Contemporâneo", amanhã dia 5 de Novembro de 2011, pelas 17h30, na livraria Portugal, na R. do Carmo 70,72 em Lisboa.

Os direitos de autor desta obra reverterão a favor da Instituição "Ajuda de Berço"

Apareça, teremos muito gosto em falar consigo!
:))

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

E sugiro...

http://rabiscosdealma.blogspot.com/

Já se encontra disponível a segunda parte do primeiro capítulo de "O acordar dos Sentidos" de Rogério Paulo Peixoto. Acompanhe esta fantástica estória que nos faz pensar e questionar a situação actual do nosso país!
A não perder!