segunda-feira, 10 de outubro de 2011

As 4 estações de Vivaldi...

As folhas douradas rangem-me em Outono,
no sono breve do sopro que traz o frio...
Houve um vazio que se preencheu
com o teu coração,
ou com uma parte desapertada do meu...
Hoje, no nada dos dias,
caminho de mãos vazias
à procura daquele Inverno de loucura
que se amou em Primavera...
A espera traz-me de volta a mim,
assim, devagar,
como um suspirar hipotérmico,
num ansiar dérmico de toque...
E a secura dos dias avança,
sem que encha o peito, sem que sufoque,
num respirar monocórdico...
A esperança são alvéolos pulmonares,
numa virgindade pura, intocável,
distante...
Numa castidade vestida de mórbido,
de escolhas,
ou de razão à vez...
Não vês?
Um dia seremos as folhas a morrer debaixo dos pés...

2 comentários:

Dany Filipa disse...

A música da Adele, adicionada a este poema, fica completamente perfeito...como um abanao no nosso coraçao, mas sobretudo na nossa razao...
Caminhamos muitas vezes, sem mover um pé, para um futuro que so existe na nossa mente e que de próximo só tem o passado...
Senti cada suspiro deste teu poema...

Ler-te pela xxxx vez, é como ter ler , sempre, pela primeira vez...
és poesia...!

ass. da tua borboleta sénior :P

(L)

Dany Filipa disse...

A música da Adele, adicionada a este poema, fica completamente perfeito...como um abanao no nosso coraçao, mas sobretudo na nossa razao...
Caminhamos muitas vezes, sem mover um pé, para um futuro que so existe na nossa mente e que de próximo só tem o passado...
Senti cada suspiro deste teu poema...

Ler-te pela xxxx vez, é como ter ler , sempre, pela primeira vez...
és poesia...!

ass. da tua borboleta sénior :P

(L)