quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Limite

Rosto...
Desgosto, charco de rugas...
Bússola cansada,
desmaiada por ponteiros quebrados,
devassados por atrasos constantes...
Amantes abandonados pelo ócio,
ódio de pertencer, ou escolher, ou querer
algo mais além de nós...
Voz escrita em silêncio
que grita por entre as vendas que a gente traz...
Lendas de amores impossíveis,
passíveis de existir entre os mortais...
Juras de nunca mais,
de nunca menos, ou apenas de nunca...
Penas choradas por mulheres vestidas de espera,
em mera nudez de amor-próprio...
Pequenez dos homens todos,
fraqueza e beleza reprimida,
desmentida por mentiras frias de pernas curtas...
Sombras surdas de sonhos pardos...
Fardos, com nomes de coisas e de gentes
e de desculpas...
Culpas...
Remorsos e perdão e outros actos de contrição...
Réstia de modéstia falsa,
dançando a valsa com o medo...
Segredo...
Vergonha...
Fronha da cobardia onde repousas de noite...
Antes rebeldia,
ou açoite,
ou castigo...
Antes a morte...
Antes...
Sem depois.

Sem comentários: