quarta-feira, 6 de julho de 2011

Se Strauss fosse bucólico...

Não quero saber a religião dos pássaros, a ideologia política das borboletas, ou a metafísica das nuvens…
Não quero saber os motivos rebuscados, ou taxativos, que envolvem a beleza à minha volta!
A poesia da liberdade não deve ser analítica, nem mover-se em metas concretas…
A natureza é fabulosa na sua simplicidade, no seu pequeno e imenso milagre de acontecer todos os dias…
Quero apenas existir e coexistir no seu seio, ser parte da arte elementar que a compõe,
estar no meio de tudo isto!
Tenho os meus guias espirituais, a minha fé e o meu amor que cresce e se transporta…
Um olhar que se importa pelo agora e que chora, sem vergonha, muitas vezes!
Vivo nas pedras de xisto lavadas pelos rios frios, nas penas sopradas das aves,
nas pétalas aladas de dança das borboletas, no algodão intocável e manobrável das nuvens!
Em tudo o que o meu coração alcança!

Um dia morrerei de pé como as árvores, não por orgulho, mas porque quero dançar a ultima valsa com o vento!

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