sábado, 5 de fevereiro de 2011

Terra a meia haste...

Jazia num chão que ele nem sabia
pertencer a bandeiras...
Os olhos eram pérolas de ingenuidade
humedecidas por um medo que não compreendia,
mas sempre vivera dentro de si,
entre dois pulmões de esperança...
Num longe que se ouvia perto, gritos
de animais que um dia foram pessoas,
que nem souberam ser animais...
O corpo estilhaçado de criança
era agora uma estátua estendida,
erguida à ignorância e à intolerância,
duas palavras que nem aprendera a escrever...
Não sabia dos pais, pensou no sorriso da mãe
e sorriu...
Tinha frio...
O seu corpo era um lago a evadir-se...
A fundir-se com a terra que pertencia a uma bandeira qualquer...

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