domingo, 27 de fevereiro de 2011

:) Julio Iglesias um mundo de charme...

SohnoS...

O mármore e o ébano do piano do tempo
tocam baixinho,
beijando devagarinho as lágrimas do acaso...
No meu ocaso, de todos os dias,
há nuvens que nem se tocam,
mas que esticam os braços num gesto desesperado
e apaixonado de amor...
Ao longo de todo este quadro que é a minha vida,
(envolvida em tantas outras telas)
existem pincéis de crina
que não cabem na mão pequenina da minha esperança...
Mas o sonho espraia as velas,
navega areias de saudade que voam num sopro
e se amontoam mais tarde,
num castelo feito pelo balde de uma criança...
E eu a querer o querer disto tudo,
num gesto mudo de espera...
Quando a espera às vezes só alcança uma espera ainda maior...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Pq o infinito cabe neste tema de Hans zimmer...

...

Se coubessem em mim todos os segredos do mundo, todos os mistérios profundos do universo, toda a grandiosidade que nos torna efemeramente imortais e minuciosamente invisíveis... Se coubessem em mim todos os sentimentos dos homens, todos os afectos, todos os sorrisos e o sal de todas as lágrimas... Se coubessem em mim todas as respostas e todas as questões e todas as angustias e todas as alegrias que nos lavam os olhos e nos enchem a alma...
Talvez possuísse a humildade necessária para poder definir o amor, sem me esquecer de nenhum detalhe...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

no love, no glory... no hero in the sky...

Acluofobia...

Há dias que se fazem noites
e noites que são vendavais cansados,
onde me derrubo aos bocados em lágrimas...
São momentos breves que duram eternidades
dentro de mim e onde sinto
que estou cada vez mais só
e este nó na garganta me aperta mais do que devia
se quiser manter-me viva...
Então minto a mim mesma,
abraço-me e digo que tudo passa...
Mas sinto-me a tremer porque sei
que cada dor que me agita
me grita aos ouvidos que não aguento muito mais...
E o amor?
O amor anda ocupado a fazer bolas de sabão...
Cada vez que me aproximo dissolve-se no ar,
ou então deixa-se ficar a ver-me ao longe...
A envelhecer na agrura dos anos,
entre desenganos e desilusões de vidas
e de gentes revolvidas...
Porque a dor é para sempre
e o amor enquanto dura...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

On your knees...

Glândulas sudorí(feras?)...

Ás vezes acho que não pertenço aqui...
Nem aqui nem a nenhuma parte do mundo...
Talvez nem a nenhum mundo sequer...
Respiro o mesmo oxigénio,
respeito a mesma gravidade,
mas na verdade sou estranha a tudo o resto...
Se calhar não presto para ser humana!
(Se calhar ser humana é que não presta...)
Ás vezes, que são tantas, olho à minha volta
e tudo me revolta ou entristece...
Há um encanto sedutor qualquer na maldade
que não entendo...
E uma insegurança triste no poder que me causa muita pena...
O poder deveria ser uma responsabilidade,
mas não, é uma estranha e tacanha ambição
que castra quem o recebe de medo
de o perder...
O mundo é governado por poderosos castrados,
de pernas encolhidas,
montados em falos de borracha...
E eu nasci com a terrível capacidade de os reconhecer
à distancia,
impotentes e incontinentes,
a mijarem-se de medo que os descubram,
a gritarem e a gesticularem todos suados,
a escorrerem incompetência pelos poros encharcados...
E eu rio-me...
E ás vezes estendo um lenço de papel enquanto lhes digo:
-Limpe-se porque fede!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Olé!

Pigarrear...

Lento o leito ledo que me acolhe,
onde se encolhe o meu peito e me quedo...
Lúgubre medo íngreme,
que me escala
em gume de navalha cega...
Lívida a palavra que se cala
na entrega submissa...
Mortiça a vontade que me invade e resvala
para a covardia vadia que me abraça...
Baça a vaidade que me perfuma
e se esfuma na minha derrota...
Morta a ousadia que já não canta,
nem trauteia em desgarrada
e se aquieta em enxovalho...
Meia cheia a coragem esvaziada,
mendigando trabalho, latindo aos cães...
Húmida a secura de um orvalho de terras amargas
de reis de espada erguida,
esgrimindo com sombras,
que tombam de joelhos...
Velhos os novos precoces que comeram as sobras dos dias,
e levaram coices da mula da vida...
Nula esta verdade e os chavões que
nos enchem de teorias e os motivos dos intelectuais
que as escreveram nas casas de banho publicas,
ou nos jornais, ou nos pacotes de açúcar...
PORQUE A VIDA NÃO SE APRENDE NOS LIVROS!!!!!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

There's no victory...

Terra a meia haste...

Jazia num chão que ele nem sabia
pertencer a bandeiras...
Os olhos eram pérolas de ingenuidade
humedecidas por um medo que não compreendia,
mas sempre vivera dentro de si,
entre dois pulmões de esperança...
Num longe que se ouvia perto, gritos
de animais que um dia foram pessoas,
que nem souberam ser animais...
O corpo estilhaçado de criança
era agora uma estátua estendida,
erguida à ignorância e à intolerância,
duas palavras que nem aprendera a escrever...
Não sabia dos pais, pensou no sorriso da mãe
e sorriu...
Tinha frio...
O seu corpo era um lago a evadir-se...
A fundir-se com a terra que pertencia a uma bandeira qualquer...