quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Querer ou não Crer...

Demoro-me mais na sombra do meu obscurantismo,
entre os anjos selvagens à solta nos meus olhos...
Queria despir devagar um sonho de cada vez,
pausadamente,
apreciando-o,
desejando-o num erotismo quase masoquista,
refreado por um amor maior...
Mas engulo as minhas utopias todas com o leite,
de manhã,
enquanto mastigo os meus desejos secretos,
enrolados no pão com manteiga...
Não há tempos para romantismos pausados,
a vida passa depressa,
sempre com pressa,
não se deixa saborear, numa caricia meiga e profunda...
Ontem queria crescer,
hoje nem tenho tempo para morrer depois do almoço,
porque já tenho coisas combinadas com o stress...
E corro e corro e corro e corro e corro e morro,
tantas e tantas vezes na praia de objectivos
aos quais nem tive tempo de oferecer adjectivos que os qualificassem...
É um rebanho que nos veste la fora, a lã não é nossa,
nem nos aquece, mas é a lã que nos veste...
Eu quero.
Tu queres?
Ele quer
, mas nem sabe o quê...
Nós queremos, porque os outros querem...
Vós quereis, mas não ousam querer...
Eles querem ser diferentes, mas nem são iguais a eles próprios...

1 comentário:

Dany Filipa disse...

Bem, ao ler a tua poesia pensei que é basicamente uma poesia espelho de 99% das pessoas k tao a face da terra!!!!

bom te ler
rever
e sentir

:-)