segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Porque o Amor é a sombra que nos segue...

Abre-se a hegemonia da tua sombra,
desce pelos degraus do desejo...
Solta-se uma das linhas que nos prendia,
como de um silencio rasgado se tratasse...
Breve, leve entreabrem-se os lábios frios,
num beijo em segredo...
Solto, envolto na fragilidade macia de medos vazios...
Tudo em nós é transitório ,mas envolvente.......
Porque a mortalidade é somente uma palavra que corrói a nossa esperança...
Dormência...
Ausência...
Purgatório de leitos desfeitos por dedos ansiosos
em lutos intermitentes de caricias...
A adolescência em ti apesar de tudo (ontem)...ainda me dói,
nesses lábios orgulhosos que me mastigam as lágrimas...
Sentimentos que brotam diminutos apesar do desencanto da geografia...
(Sei que é na grafia do teu corpo que me abandono...)
Movimentos, gemidos, mutações,
derramo sobre ti o silêncio do meu eterno orgasmo.....TU!!!!!
As emoções são ecos de um tempo cru,
e os teus braços dias de sopro num marasmo efémero de pertença...
Não sou dia ou noite,
Não sou grito nem choro.... mas .....ESTOU AQUI!!!!!
Diante de ti...
E tenho nos passos do teu encontro a verdade de mim mesma...
Somos o centro do nosso prazer em expoente infinito,
onde se comove o suor que te escorre nas costas...
Na lacrimosa fonte onde se move o horizonte dentro de tuas pernas.....
Dentro do teu corpo , gemo, arfo........
Dentro de ti até a mim.... me é permitido SER!!!!!!
Onde fluidos teus abrem o mar por onde os meus dedos passam....
Existem seios de planetas e super-novas de prazer que nasceram em universos limitados pela tua mão..
Há uma via-láctea que nasce em cada gemido mordido,
uma razão que se arqueia e se ajoelha ao nível da tua luxuria
e cobre os olhos enquanto se lambe...
Anseio em minha boca essa tatuagem que em mim se exclui mas tão bem te completa......
O sabor almiscarado da tua pele, na saliva-mel da minha língua...
Quero ouvir tremer essa voz rouca que me rasga a roupa,
enquanto geme o meu nome cheio de sede...
Sentir o peito quente contra o frio de uma parede,
quando investes violentamente e te contorces,
enquanto torces um novelo dos meus cabelos entre os dedos
e te vestes do meu cheiro...
E finalmente sermos nada mais que sombras cansadas que padecem abraçadas
e jamais se repetem....

(I.D. e S.T poema escrito a duas mãos)

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