domingo, 12 de dezembro de 2010

O amor não se faz, acontece...

Existem cheiros almiscarados nas sombras
que dançam na noite...
São timbres de sons, a meio tom,
que se entrelaçam, confundem e difundem
em ecos respirados e gemidos...
São sentidos que estendem a mão e se enrolam pelo chão
num abraço que dura para além do tempo
conquistando espaço,
entre caminhos transpirados
na rigidez que se acaricia...
A pele é uma terra macia que se palmilha pelo gosto,
no prazer que te contrai e te ilumina o rosto...
E há uma fluidez de sabores de carta gourmet
no teu corpo que eu provo sem pressa,
enquanto o coração dispara depressa
e a respiração é uma locomotiva de expectativa...
Há bandos de beijos migratórios
e línguas nómadas que exploram todos os orgasmos
das primaveras do teu corpo em fogo...
E os labios são templos obrigatorios
onde nos encontramos, selamos juras
e timbramos os sonhos com promessas,
escritas em prazer e suor,
que se repetem infinitas...
Somos peças de lego, tentando encaixar de varias maneiras,
num desejo cego de pertencerem para sempre,
de costas, de lado, de frente...
Caravelas de velas soltas pioneiras nas descobertas,
apaixonadas, revoltas em ondas acidentadas...
Somos a mesma espécie, o mesmo Ser, o mesmo sabor,
o mesmo sonho, o mesmo prazer, na mesma palavra:
Amor!

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