terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ecolalia...

Amo-te!
amo-te...
Amo-te!
amo-te...

Vives no eco das minhas acções
repetindo mecanicamente
os meus sentimentos
em gestos testos de argamassa...
Minha estátua humanizada de mim
que chora as minhas magoas sem as doer...
E eu a ver o espelho que me colocas
à frente num ângulo diferente
que me distorce a imagem
e torce a vontade...
Gritas se eu grito
aflito se eu sofro,
amorfo de imitação
a levares o meu coração emprestado,
no bolso roto do casaco amarrotado...
repete rePETE REPETE REPETE
As coisas que eu sinto quando minto a mim mesma...
sente senTE SENTE SENTE
As minhas dores de amores massacrados,
mastigados,
enlameados de enlaces deslaçados...
Faz tudo como eu faço...
Cada expressão, cada emoção, cada traço...
Se eu me encontrar em ti
pode ser que me apaixone por mim...

1 comentário:

Dany Filipa disse...

"Faz tudo como eu faço...
Cada expressão, cada emoção, cada traço...
Se eu me encontrar em ti
pode ser que me apaixone por mim... "

todo o seu poema, é forte, forte , forte...pela expressão, pelo sentimento...
e a parte final é como um abanao...
amamos os outros sem amarmos a nos proprios...

amei!!!

kiss