domingo, 14 de novembro de 2010

E depois da meta?

Quebra-me o medo em passo de corrida,
levantando poeiras mortas fartas de inércia...
Há caminhos ávidos de passos e cheiros de terra molhada
que eu nunca abracei...
Os meus braços estão laços de tantas desilusões...
Mastiga o tempo por mim,
estou cansada da borracha que não consigo digerir...
Existem em mim recantos inóspitos
que nunca foram explorados, ou descobertos...
E céus de cores boreais que nunca foram
paraíso de ninguém...
Sou penínsulas de praias desertas sem bússolas,
onde só se chega pelo coração
e pelo instinto da alma...
Talvez seja destino permanecer longe das mãos de todos,
mas cheia de mãos para todos...
Há um universo de solidão cheio de luas
onde me invado e deambulo e me preencho...
Há esta incerteza de destreza natural para ser livre...
Quando a angustia me anoitece, não me mexo, deixo-me ficar
à espera que o sentido das coisas me encontre...
Andamos desencontrados há algum tempo...
Porque é sempre o tempo que nos desencontra...
Temos tanto medo da felicidade...
Se a alcançarmos o que podemos desejar depois?
Tem de haver sempre uma meta discreta na nossa existência
que desafie a consciência, a racionalidade, a mortalidade...
Sim somos felizes...
E depois?
Sim somos...
E depois?
Sim...
E depois?
...

1 comentário:

Dany Filipa disse...

"Os meus braços estão laços de tantas desilusões..."
"estou cansada da borracha que não consigo digerir..."
"Há um universo de solidão cheio de luas"
"Há esta incerteza de destreza natural para ser livre..."
"Temos tanto medo da felicidade..."

...

tera a tristeza se apaixonado pela infelicidade
e a alegria pedido o divorcio á felicidade??

no fundo..da tua parte triste...há uma luz que respira...

"Sim somos felizes...
E depois?
Sim somos...
E depois?
Sim...
E depois?
... "

a felicidade nao é um percurso traçado,
mas sim o percurso que escolhemos..p viver...

mais ou menos ..mt ou pouco..a felicidade reina em ti...
nem que seja apenas por saberes hoje, o que é o amor!!!

adoro te :)