quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A morte das bonecas de trapos...

Os vultos são tumultos sobrepostos,
em olhares que paralisam sons contemplando rostos...
Há uma neblina acentuada na tua voz
que mora no Inverno dos medos,
fugindo da aurora das caricias
em milícias de homens armados até aos dentes,
roubando a inocência em malicias infantis
de beijos roubados em lábios mais curtos
que fugiram para um canto inacessível
que a língua não alcançou num azar escasso...
Há um passo que se prende na ausência
do querer e do poder e do alcançar
e o mundo treme e chora e sofre...
Mas avança...
E a criança cresce, aprende e descobre
que as bonecas eram amigas de plastico e olhos vidrados...

1 comentário:

Dany Filipa disse...

A musica é espectacular. .lol adoro!
o poema, como sempre, com uma sensibilidade e um encanto que me ENCANTA
e me faz parar e pensar...

é bom te ler :)

beijokas