segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A branca de neve era uma sonsa...

Os dias passam, fugindo entre os dedos,
como areia fina...
Tudo faz um estranho e cruel sentido...
Apesar do coração continuar a olhar
iludido
para paredes negras...
Às vezes o coração é cego,
às vezes o coração é ego...
às vezes o coração é lego
teimando encaixar onde sabe que não cabe...
Tenho saudades de acreditar em contos de fadas!
Mas as fadas sempre foram umas falsas
e umas fúteis...
E os contos eufemismos inúteis...
E eu nunca adormeci com historias de encantar...
Uma palavra tua tornaria o céu uma escalada perfeita...
Mas o céu está sempre longe de mais...
E eu estou cansada de olhar para cima
à espera de uma nuvem dispersa
que me leve depressa a sonhos
que te esqueceste de sonhar...

1 comentário:

Dany Filipa disse...

"Tudo faz um estranho e cruel sentido...
Apesar do coração continuar a olhar
iludido
para paredes negras..." - ainda acredita que o negro se tornara numa bela cor

"teimando encaixar onde sabe que não cabe..." e nos teimamos em acreditar que um dia o coraçao
ira ter nova forma e ira encaixar

"Uma palavra tua tornaria o céu uma escalada perfeita...
Mas o céu está sempre longe de mais...
E eu estou cansada de olhar para cima
à espera de uma nuvem dispersa
que me leve depressa a sonhos
que te esqueceste de sonhar... " - amei esta fase final... tem vezes k parece k estamos perto do ceu
k parece k quase k o tocamos
mas nunca conseguimos tocar ...

bela tua poesia
como sempre :)
beijoka