quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Meta(fisica)...

Fim...
Vestígio vertiginoso,
calam-se os gumes,
choram navalhas...
Há sempre um velho que se encontra nas rugas do nosso rosto...
Um, dois, três
desejos por despir...
Mortalhas de sonhos
jazigos mordazes,
ferozes,
abrigos de covardes...
Há sempre um sonho que se perde nas muralhas do nosso conforto...
Cabrummmmm...
Relâmpagos trémulos
debaixo da cama
com medo do amor...
Os trovões ralham
num silencio absurdo, surdo.
Lá fora a esperança dança...
Nua, provocante,
envolvente, sufocante,
crua...
Tua...
E os corpos fogem no chão
numa procura ausente
de serem sombras...
Há sobras de emoções
em toalhas velhas de piqueniques...
E nós depenicamos-nos
com medo de nos devorarmos
em ilusões e paixões
eternas...
Os homens temem e teimam aquilo que desconhecem...
Pim pam pum
as pernas são metralhas
de metralhadoras castradas...
Já não correm,
morrem aos pés dos pés...
E tu em vez de as chorares
tentas planta-las outra vez
no fundo da tua alma
para crescerem junto a ti...
E eu balanço-me de ancas inacabadas
à espera da quimera do nosso motivo
esquivo de ser...
A morte da meta desperta o principio!

1 comentário:

danyfilipa disse...

"Cabrummmmm...
Relâmpagos trémulos
debaixo da cama
com medo do amor...
Os trovões ralham
num silencio absurdo, surdo." - o que eu gosto do inverno é de estar de cama e ouvir a chuva cair e trovejar ao mesmo tempo!
gosto do som
apesar de assustador
e de me deixar medrosa...
mas gosto LOL

e claro
que gosto de tua poesia!!!
:-)