quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Jardins e baloiços...

Sim, eu sei...
Que a perfeição nunca se encontrou contigo, porque chegaste sempre atrasado, ou não apontaste o local do encontro, ou apontaste e perdeste o papel, ou não perdeste mas deixaste no bolso das calças que meteste para lavar...
Mas são as tuas imperfeições que marcam aquela diferença que te faz humano como eu! Nunca persegui príncipes encantados, porque a realeza nunca me seduziu...
Sempre preferi amar pessoas, aquelas que se riem às gargalhadas e perdem a compostura tantas vezes, que se esqueceram de crescer, que choram nos funerais porque amaram e querem la saber se está tudo a olhar...
(Pois que olhem e aprendam que o amor tem de se deixar escoar, se não explode-nos por dentro e se quer sair dos olhos que assim seja...)
Pessoas que têm medo, mas não têm vergonha de o admitir, porque abraçam a sua fragilidade e assumem a sua fraqueza...
Os heróis nunca foram os invencíveis, a meu ver sempre foram os que sabiam que podiam ser vencidos, mas tiveram a ousadia de tentar ainda assim... Aqueles que ainda olham as estrelas à noite e almejam dias melhores na eternidade da noite que os veste...
Todos os dias começo de novo, porque acordo e nunca soube hibernar...
E nesse recomeço, encontro sempre algo novo que me liga a ti, porque me apaixono pela vida todos os dias, mesmo nos dias maus...
Não escolhi este caminho, porque sempre me senti em campo aberto, as hipóteses sempre foram todas e as escolhas é que me escolheram, no entanto, no imenso jardim da vida, onde corro em ziguezague, porque nunca soube correr a direito, tenho a certeza que a relva do destino, soube guiar o trilho dos meus pés e no meu acaso, nada é por acaso!
E se baloiço algumas vezes nas duvidas, não é por indecisão mas porque sempre gostei de andar de baloiço...

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