sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A História...

Havia um tempo sem tempo, além tempo, onde os corpos além corpos se pertenciam...
Nesse lugar, antes de existirem todos os lugares do mundo, eles criaram o amor pela urgência de se unirem para sempre...
Passaram-se anos, além dos nossos, rotas milenares, ou constelações de tempos paralelos, nasceram os planetas e os satélites e as luas e eles continuavam a contemplar-se no infinito, esculpindo e inventando a saudade em corpos celestes que se tocavam, ao de leve, de quando em vez, mas se bebiam em rastos sôfregos...
E assim, sem querer, inventaram o desejo e essa sede que o alimenta...
Ele espalhava, ao relento do espaço, fragmentos de si próprio para a poder alcançar, desfazendo-se em gotas de sonho e Ela, bebia-lhe todas as partículas para o renascer dentro de si...
O universo, que é uno, compadeceu-se do seu sofrimento e prometeu-lhes que uma vez, em cada ciclo quaternário poderiam pertencer um ao outro...
Amar-se-iam dentro dos limites físicos da mortalidade, para poderem abraçar-se em cada nova aurora do começo do tempo e para ensinarem à vida que o amor é a única fonte eterna do renascimento...

4 comentários:

Anónimo disse...

J'aime c'est tres profond...

On t'aime.. a la folie

Bisous

(nao precisa de assinartura sabes quem somos)

Anónimo disse...

Fico sempre encantada com a forma como bordas as palavras e retiras delas a essência par que falem
do que te vai na alma.
Este será um blog que acompanharei
criteriosamente .
Beijo, Inês.
Adorei o teu espaço

VÓNY FERREIRA

Dany Filipa disse...

"e para ensinarem à vida que o amor é a única fonte eterna do renascimento... " ...e suspiro
e sorrio
e penso
PORRA ELA ESCREVE MESMO BEM.....sobre o AMOR!!!
:-)

e suspiro uma vez mais
e re leio...
:-)

Lírio Lilas disse...

Inês, minha querida Inês,

A tua poesia é liiinda!
Nossa, é esta a história que adotarei a partir de hoje. Eu sabia que aquela que me contavam no colégio era mentirosa...

Um beijo grande,
Lila.