quinta-feira, 30 de setembro de 2010

You must know me, I'm one of your secrets...

Innuendo...

Já não tenho segredos, nem parábolas,
nem historias...
A minha vida é um livro de folhas espalhadas,
onde as memorias voam soltas
numa liberdade desmedida...
Nunca fui de guardar recordações,
mas vesti as emoções todas
em cada dia da minha vida...
Amei, fui amada,
magoei, fui magoada
talvez tenha odiado um dia ou outro,
mas ri alto noutros tantos!
Se morresse amanhã não lamentaria nada,
porque sempre dei tudo
sem esperar muito em troca
e assim, não tenho agiotas
à minha porta...
Olhei sempre nos olhos das pedras do meu caminho
e algumas carreguei no colo tempo demais,
acho que até me esquecia que as levava
e elas deixavam de me pesar...
Nunca sofri de mais,
ou de menos,
mas sofri...
E aprendi que o sofrimento
ajuda a crescer...
Chorei muitas vezes
mas podia ter chorado muitas mais,
por isso tive sorte!
A morte não me assusta,
porque vivi!
E só tem medo de morrer
quem nunca ousou viver...

domingo, 26 de setembro de 2010

ASD SX Um novo principio...

Não sei despedir-me...
Há sempre uma parte de mim que fica...
Nas vicissitudes do tempo há sempre portas que se abrem, mas as que ficam atrás de mim
nunca se fecham...
Eu tenho a sorte de poder dizer que nunca perdi ninguém, porque quem mora dentro de mim viaja sempre comigo!
Desta vez faltam-me as palavras e nem consigo dizer mais do que um abraço transmita...
Vou sentir a falta dos nossos risos, mas será essa falta que me alimentará...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Hans Zimmer...

A História...

Havia um tempo sem tempo, além tempo, onde os corpos além corpos se pertenciam...
Nesse lugar, antes de existirem todos os lugares do mundo, eles criaram o amor pela urgência de se unirem para sempre...
Passaram-se anos, além dos nossos, rotas milenares, ou constelações de tempos paralelos, nasceram os planetas e os satélites e as luas e eles continuavam a contemplar-se no infinito, esculpindo e inventando a saudade em corpos celestes que se tocavam, ao de leve, de quando em vez, mas se bebiam em rastos sôfregos...
E assim, sem querer, inventaram o desejo e essa sede que o alimenta...
Ele espalhava, ao relento do espaço, fragmentos de si próprio para a poder alcançar, desfazendo-se em gotas de sonho e Ela, bebia-lhe todas as partículas para o renascer dentro de si...
O universo, que é uno, compadeceu-se do seu sofrimento e prometeu-lhes que uma vez, em cada ciclo quaternário poderiam pertencer um ao outro...
Amar-se-iam dentro dos limites físicos da mortalidade, para poderem abraçar-se em cada nova aurora do começo do tempo e para ensinarem à vida que o amor é a única fonte eterna do renascimento...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Heart...

Castelo de água...

Ela desenhava rostos no sombreado das gotas da chuva, cada gota guardava os lábios que tinham ficado por beijar, os traços não tocados, desencontrados dos seus...
A chuva escorria dela em nascente temperada, entre dor, amor e um nada que não se define...
Naufragavam escunas nos seus sonhos de portos distantes que perderam a bússola em hálitos de sal...
Os olhos eram faróis que iluminavam caminhos perdidos de aguas escuras, num anormal iluminismo de esperança...
Ao longe, erguido o castelo erigido por povos apaixonados que ainda assim precisavam de torres para protegerem almas frágeis...
E haviam pontes elevadiças que oscilavam nas batidas mortiças de um peito desfeito.
E haviam bandeiras que eram ligaduras que abraçavam feridas sangradas de desilusões e fraquezas incompreensíveis...
Na pedra da sua intemporalidade gravado o nome do seu nome que era a pertença de todo o teu ser e a maldição do seu sentir...
E a erosão que se vergava ao império de um sonho perfeito feito para ser lenda que teimava em ser apenas desejo desmembrado pelo medo...
E ela desenhava os rostos alheia às intempéries que em serie descompassadas e implacáveis de acontecimentos a tornavam cascata em agonia...
Um dia talvez os rostos tomassem forma e se soltassem do seu castelo de água...

domingo, 19 de setembro de 2010

2000 visitas Obrigada!!!!!!!!!!! :)))))))))))))

Olá a todos os seguidores e visitantes!!! Libris Scripta Est que completou um ano de existência recentemente, atingiu já mais de 2000 visitas!!! :))))))))))
Muito obrigada a todos pela atenção, carinho e curiosidade pelos meus devaneios literários!
Um beijinho e um abraço apertadinho em todos!
Inês Dunas

I've been alone all along...

Claustro Fobia.

Prisão de sonho envolto em pó dourado,
onde me abraças esperançado...
Claustro do meu rasto solto,
envolto em betão cego e morto,
cimento que sopras no meu pulmão,
enquanto me acenas de gaiola na mão...
Os comedores estão cheios?
Admiras orgulhoso os poleiros
que me construíste...
Quando decidiste ser meu dono?
As asas das minhas guias foram cortadas
por dentadas...
Entro...
Os braços medem o espaço que os confinam,
os pulmões definham num ar a conta-gotas...
E eu não grito porque não posso...
As ampulhetas viraram-me as costas,
Os passos confinados no chão,
a mão tacteando limites impostos,
rostos que me analisam a toda a hora...
Clausura insegura de olhos perscrutantes,
que me condena em pena, à pena,
nas penas que me despiram..
Não me roubes o ar...
Morta de que te valho?
Sobrevivo melhor longe,
meus pulmões são velas soltas,
ou velas acesas...
Temo e corro...
E morro na areia do tempo...
Deixo-me ir para um purgatório metafórico...
Dizes e pensas que me amas...
Mas matas-me às migalhas...
Há um escrutínio cruel nos teus dedos de pincel...
Que só me tocam para ler mensagens subliminares,
para ver se eu gemo ou temo alto o suficiente...
Queres marcar-me a carne com um ferro em brasa?
Etiquetar-me?
Por-me uma corrente à volta da alma?
Vendas-me os olhos
mas eu mesmo
cega vejo o mundo la fora...
Agora está na hora de abrir a gaiola...
Encerro a minha porta à tua lupa,
fecho-me em casa...
Desculpa...
Mudei-me e não deixei contacto,
num acto irreflectido e protegido...
Odeio caixas fechadas e mulheres amordaçadas...
Quanto mais me apertaste,
mais escorri entre os dedos...
Não tenho segredos,
nem símbolos secretos...
Por baixo da minha pele, só carne e sangue...
O espaço da prisão que detens na tua mão,
esta preenchido por ti...
És o maior grilhão da tua perna,
essa angustia eterna é a tua tumba...
Desculpa, apaga a lupa, apaga a luz,
apaga a dor...
O amor não se vê...
Sente-se...
Aqui a única gaiola sempre foi tua...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Meta(fisica)...

Fim...
Vestígio vertiginoso,
calam-se os gumes,
choram navalhas...
Há sempre um velho que se encontra nas rugas do nosso rosto...
Um, dois, três
desejos por despir...
Mortalhas de sonhos
jazigos mordazes,
ferozes,
abrigos de covardes...
Há sempre um sonho que se perde nas muralhas do nosso conforto...
Cabrummmmm...
Relâmpagos trémulos
debaixo da cama
com medo do amor...
Os trovões ralham
num silencio absurdo, surdo.
Lá fora a esperança dança...
Nua, provocante,
envolvente, sufocante,
crua...
Tua...
E os corpos fogem no chão
numa procura ausente
de serem sombras...
Há sobras de emoções
em toalhas velhas de piqueniques...
E nós depenicamos-nos
com medo de nos devorarmos
em ilusões e paixões
eternas...
Os homens temem e teimam aquilo que desconhecem...
Pim pam pum
as pernas são metralhas
de metralhadoras castradas...
Já não correm,
morrem aos pés dos pés...
E tu em vez de as chorares
tentas planta-las outra vez
no fundo da tua alma
para crescerem junto a ti...
E eu balanço-me de ancas inacabadas
à espera da quimera do nosso motivo
esquivo de ser...
A morte da meta desperta o principio!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sad eyes never lie...

Geo(grafia)mecano(grafica)...

Há um espartilho no teu olhar,
que me aperta e me cinta a cintura...
E eu dedilho as ilhoses onde passa o fio
e se enlaça o laço que embeleza a minha gaiola...
Sinto as tuas mãos a medirem-me
e a esculpirem-me a respiração...
E um beijo frio que me tarda
e me arde na tarde que não chega...
E medes-me em polegadas pardas,
criando cartas geográficas,
numa topografia demográfica
de saber os habitantes per capita
que habitaram o meu coração
e lavraram o meu corpo,
tantas vezes morto pela precipitação...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Estrelas vão se apagar...

Jardins e baloiços...

Sim, eu sei...
Que a perfeição nunca se encontrou contigo, porque chegaste sempre atrasado, ou não apontaste o local do encontro, ou apontaste e perdeste o papel, ou não perdeste mas deixaste no bolso das calças que meteste para lavar...
Mas são as tuas imperfeições que marcam aquela diferença que te faz humano como eu! Nunca persegui príncipes encantados, porque a realeza nunca me seduziu...
Sempre preferi amar pessoas, aquelas que se riem às gargalhadas e perdem a compostura tantas vezes, que se esqueceram de crescer, que choram nos funerais porque amaram e querem la saber se está tudo a olhar...
(Pois que olhem e aprendam que o amor tem de se deixar escoar, se não explode-nos por dentro e se quer sair dos olhos que assim seja...)
Pessoas que têm medo, mas não têm vergonha de o admitir, porque abraçam a sua fragilidade e assumem a sua fraqueza...
Os heróis nunca foram os invencíveis, a meu ver sempre foram os que sabiam que podiam ser vencidos, mas tiveram a ousadia de tentar ainda assim... Aqueles que ainda olham as estrelas à noite e almejam dias melhores na eternidade da noite que os veste...
Todos os dias começo de novo, porque acordo e nunca soube hibernar...
E nesse recomeço, encontro sempre algo novo que me liga a ti, porque me apaixono pela vida todos os dias, mesmo nos dias maus...
Não escolhi este caminho, porque sempre me senti em campo aberto, as hipóteses sempre foram todas e as escolhas é que me escolheram, no entanto, no imenso jardim da vida, onde corro em ziguezague, porque nunca soube correr a direito, tenho a certeza que a relva do destino, soube guiar o trilho dos meus pés e no meu acaso, nada é por acaso!
E se baloiço algumas vezes nas duvidas, não é por indecisão mas porque sempre gostei de andar de baloiço...

Libris Scripta Est já tem um ano!!!!!!!!!




Muito obrigada a todos pela atenção e paciência!!!
Beijinhos :D

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

I will find you darling I'll bring you home!

Imortal(idade)...

Não há tempo, não há lugar,
não há espaço...
Os limites fizeram as malas e partiram
para um planeta distante chamado saudade!
E nós chamamos-nos imortalidade
porque rompemos a fronteira da morte...
Não...
Não há barreira, ou meta, ou troféu, ou corrida,
a vida não nos ganha em tempo,
porque o tempo nunca importou,
pertencemos a uma eternidade perpetuada
em sonhos e amor!
E os sentimentos não vêm em varetas graduadas,
nem são dedutiveis no IRS, taxados a 6%...
Por dentro somos invencíveis,
porque somos o mesmo átomo
e o indivisível, não se parte ao meio!
O tempo que se arrependa,
o espaço que se envergonhe,
o lugar que se modifique,
porque nós não temos idade,
somos a imortalidade perpetuada
e o nada que nos une é o tudo que rende o mundo!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Para a borboleta! :)

Fly away Butterfly!

Num dia qualquer,
num abrigo arbitrário e solitário do tempo,
em que procurava o meu caminho,
que corria desalmado sozinho,
para qualquer parte incerta,
cruzei-me contigo...
Trazias o mapa da tua vida numa mão,
a bússola do teu sentir na outra mão, aberta,
e esse ar de quem sabe tão bem o que quer...
Também estavas perdida,
mas tinhas a passada apressada e decidida!
Na mochila pesada que trazias às costas,
havia uma garrafa de água cheia de sede de respostas,
uma redoma vazia onde te fechavas às vezes,
umas asas de liberdade dobradas ao meio,
e o fundo estava cheio de sonhos amachucados...
Sonhados com tanta sensibilidade que pareciam tesouros...
Trazias as algibeiras da maldade vazias
e um cantil de gargalhadas de felicidade
de onde me deixaste beber,
apesar de muitas vezes a sede ser tua!
Caminhamos lado a lado,
ante as fases da lua do nosso percurso...
Contamos estrelas e as constelações que nos cabiam
foram só nossas!
Partilhamos o curso do rio dos nossos sonhos,
desbravamos versos e sentires imensos,
desenhamos traços no céu,
em abraços nossos!
E nesse caminho de carinho,
eu encontrei-me um pouco mais e tu,
sem saberes para onde vais,
ainda assim,perto de mim,
aprendeste a caminhar um pouco mais devagar!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Turn a different corner and we never would have met... Would you care?

Acabar o príncipio...

Nada...
Abismo frio vazio,
eufemismo de um abandono...
Retorno em vai e vem
que nunca fica...
Adorno de prateleira ou de ego...
Ovo cego, anembrionado...
Fecundação imatura e insegura
na concepção...
Corpo liberto fechado atrasado...
Canto que cobre a voz,
essência sem nós...
Efervescência...
Espírito pobre de espírito...
Acabar o principio...

Principio?
Acabar?
O espírito é pobre...
Pobre efervescência...
E nós??????
Essência...
Voz num canto, ao canto...
Cobre o teu corpo atrasado...
Fechado?
Não... Liberto!!!
Concepção cega...
Fecundação embrião,
maturado, segurado...
Ovo galado!
Ego?
Prateleira?
Adorno?
Ficaaaaaaaaaaaa!!!!
(Nunca vem...)
Vai!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Retorno?
(Abandono...)
Eu...
Fé...
(Mi)mismo...
Vazio....
Frio...
Abismo...
Nada.