sábado, 14 de agosto de 2010

Oniricismo...

Num tempo longínquo sem tempo, nem espaço, eles amaram-se entre areias intemporais que não cabiam em ampulhetas...
Era a infância do amor e por isso, não cabia em parâmetros, nem em limites, nem neste mundo...
Fizeram juras secretas e promessas em suspiros que foram gemidos de uma conversa gestual só partilhada entre almas que se conheceram desde sempre e resistiram apenas na ânsia do reencontro...
A distância era apenas um adorno antes da nudez, existia uma consumação carnal nas palavras que elevava a mudez a prazeres multiplicados por desejos coreografados instintivamente em beijos que eram muito além-lábios, onde as línguas falavam e saciavam a mesma linguagem...
O fôlego, era o mesmo, o corpo era uma crisalida de cheiros e as almas eram uma pluralidade singular de cor chamada amor...
E confundiram-se um no outro, até a natureza não os saber distinguir ou extinguir separadamente...
Numa união que atravessa todas as vidas, morreram e renasceram milhões de vezes no abraço a que sempre pertenceram...

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