sábado, 27 de fevereiro de 2010

Olharapos...

Foi...
Como verbo q encerra o passado em três letras,
impunemente,
sem se alargar em justificações,
sem ouvir perdões,
sem procurar razões...
Sem...
No realce do nada,
daquilo q não há,
que não dói,
não contem...
Não mói, nem toca,
ausência que provoca dor...
Dormência, anestesia...
Sono...
Abandono do que vicia...
E que...
Promete...
Mas não cumpre, nem sabe cumprir...
Remete ao silêncio...
Prefere mentir, ou fugir, ou virar costas,
ou ser cobarde, ou ser cruel...
Ou não ser nada...
E o nada volta a ser substantivo,
nome da revolta...
Ser?
O quê?
Um amor morto-vivo que me assombra?
Faz hoje um ano...

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