segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O muro...

Devagar, numa cadência pautada pela tristeza, pela amargura de quem já não sente a loucura a correr nas veias, ela construía o muro...
Tijolo a tijolo ela erguia a barreira que para sempre a manteria segura...
Nada tinha a perdoar pq nunca soube odiar, mas iria envolver o muro em arame farpado, assim ela teria medo de sair, mas os outros tb teriam medo de entrar...
Amou com todas as suas forças, mas o amor é um padrasto cruel, cão q não conhece o dono, q se alimenta da mão doce q o sustenta e a devora às dentadas...
Ela amou-o, mas o verbo já aparecia no pretérito perfeito..
Ele destruíra a criança descalça a correr na areia molhada, fugindo dos salpicos das ondas...
Ele destruíra os olhos cheios de sonhos q viam sempre o melhor das pessoas...
Ele destruíra a fé q ela tinha no amor...
Agarrou a princesa pelos cabelos, torceu as mechas douradas entre os dedos, obrigou a princesa a ajoelhar-se no chão...
Ela perguntava: Porquê?
E ele respondia: Porque me fizeste apaixonar por ti.

1 comentário:

continuando assim... disse...

gostei

desconforta ..

bj
teresa